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Porte de Arma para Advogados: Comissão de Segurança do Senado Aprova Proposta

Jamile Cruz Jamile Cruz 10/04/2025 6 minutos
A Comissão de Segurança do Senado Federal aprovou o porte de arma de fogo para advogados. Este artigo detalha a decisão, os argumentos envolvidos e os próximos passos no processo legislativo.
Porte de Arma para Advogados: Comissão de Segurança do Senado Aprova Proposta

A segurança dos profissionais da advocacia tem sido pauta crescente de discussões e reivindicações. 

Nesse contexto, uma proposta legislativa que visa conceder o direito ao porte de arma de fogo para defesa pessoal aos advogados acaba de dar um importante passo no Congresso Nacional. 

Diante dessas novidades, nossa equipe elaborou este resumo para te manter por dentro de tudo sobre o Projeto de Lei nº 2.734/21, desde sua justificativa e principais pontos aprovados na Comissão de Segurança Pública do Senado, até os próximos estágios de sua tramitação e as condições para que essa medida se torne uma realidade para a classe.

O que diz o Projeto de Lei n° 2734/21?

O Projeto de Lei nº 2.734/21, de autoria do senador Flávio Bolsonaro, propõe mudanças no Estatuto da Advocacia (Lei nº 8.906/94) e no Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10.826/03), visando conceder porte de arma de fogo aos advogados para defesa pessoal. 

A proposta já foi aprovada pela Comissão de Segurança Pública do Senado e, agora, segue para análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Justificativa e contexto da proposta

Conforme o texto, o objetivo central é assegurar aos advogados um instrumento de proteção eficaz, diante dos riscos inerentes à atuação profissional, especialmente em casos que envolvem liberdade, patrimônio ou conflitos familiares.

A justificativa também se baseia em dados da OAB, que apontam que 80 advogados foram assassinados entre 2016 e 2019. Esses números reforçam a necessidade de medidas que ampliem a segurança desses profissionais.

Unificação dos projetos e principais destaques

O relator, senador Alessandro Vieira, decidiu unificar o PL 2.734/21 com o PL 2.530/24, de autoria do senador Cleitinho, que trata do mesmo tema. 

O resultado foi um texto que combina a técnica legislativa mais elaborada do primeiro projeto com a objetividade do segundo, resultando numa proposta mais clara e acessível.

Dentre os pontos mais relevantes:

  • O projeto equipara os advogados a membros do Judiciário e do Ministério Público, que já possuem o direito ao porte de arma;
  • O porte não será automático: o advogado deverá comprovar capacidade técnica e aptidão psicológica, conforme emenda do senador Fabiano Contarato;
  • A emenda do senador Sergio Moro determina que o comprovante de exercício regular da advocacia, emitido pela OAB, será suficiente para demonstrar necessidade;
  • A mesma emenda proíbe o ingresso armado em tribunais, fóruns e presídios, respeitando as normas de segurança desses ambientes.

Por fim, a regulamentação específica sobre a concessão do porte ficará sob responsabilidade do Conselho Federal da OAB, que definirá os critérios para efetivar esse direito na prática.

Confira também:

O que vem pela frente: próximos passos para o projeto virar lei

Após aprovação na Comissão de Segurança Pública, o projeto segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde pode ser ajustado ou receber novas emendas. 

Caso aprovado, será encaminhado ao plenário do Senado e, depois, para a Câmara dos Deputados, onde passará por processo semelhante.

Se for aprovado nas duas casas e sancionado pelo Presidente da República, o porte de arma para advogados ainda dependerá de regulamentação. 

Essa norma será de responsabilidade do Conselho Federal da OAB, que definirá os critérios para o exercício desse direito.

Apesar do avanço, é importante acompanhar a tramitação, pois mudanças ainda podem ocorrer até que a proposta se transforme, de fato, em lei. 

Leia também nosso artigo sobre Alegações Finais no CPP: O que é e como fazer?

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Qual o principal objetivo do Projeto de Lei nº 2.734/21?

A proposta visa permitir que advogados possuam porte de arma de fogo para sua defesa pessoal, devido aos riscos que enfrentam em sua profissão, principalmente em casos sensíveis como os que envolvem liberdade, patrimônio e conflitos familiares.

Quais foram os principais pontos destacados no texto unificado dos projetos de lei sobre o porte de arma para advogados?

Dentre os pontos mais relevantes, o projeto equipara os advogados a membros do Judiciário e do Ministério Público quanto ao direito ao porte de arma. No entanto, o porte não será automático, exigindo que o advogado comprove capacidade técnica e aptidão psicológica. 

Além disso, o comprovante de exercício regular da advocacia emitido pela OAB será suficiente para demonstrar a necessidade, e fica proibido o ingresso armado em tribunais, fóruns e presídios.

Quem será responsável por regulamentar a concessão do porte de arma para advogados, caso a lei seja aprovada?

A regulamentação específica sobre a concessão do porte de arma para advogados ficará sob responsabilidade do Conselho Federal da OAB, que definirá os critérios para efetivar esse direito na prática.

Qual o argumento principal utilizado para justificar a necessidade do porte de arma para advogados?

A justificativa principal se baseia em dados da OAB que apontam um número significativo de assassinatos de advogados (80 entre 2016 e 2019), reforçando a necessidade de medidas que ampliem a segurança desses profissionais diante dos riscos de sua atuação.

Em que fase de tramitação legislativa se encontra atualmente o Projeto de Lei nº 2.734/21?

O projeto já foi aprovado pela Comissão de Segurança Pública do Senado e, agora, segue para análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O porte de arma será concedido automaticamente aos advogados após a aprovação da lei?

Não, o porte de arma não será automático. O advogado interessado deverá comprovar capacidade técnica e aptidão psicológica, conforme uma emenda incluída no projeto.

Jamile Cruz Jamile Cruz 10/04/2025

Graduanda em Direito e Marketing, pós-graduada em Direito Civil e Direito Digital. Possui experiência na redação de peças processuais, produção de conteúdo jurídico e SEO. É pesquisadora na área de Inteligência Artificial e Direito, com interesse nos impactos e desafios da tecnologia no sistema de Justiça. Inscrita na OAB/BA como estagiária, sob o nº 33984E

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