Jurídico AI lança plataforma para gestão e inteligência do contencioso trabalhista para departamentos jurídicos.

Saiba mais
Notícias sobre Direito

STJ aprova novas custas judiciais: veja valores para 2027

Carlos Silva Carlos Silva 26/09/2026 8 minutos
O STJ aprovou novos critérios para cobrança de custas judiciais a partir de 2027. O recurso especial passará a ter custas calculadas sobre o valor atualizado da causa, respeitados valores mínimos e máximos.
STJ aprova novas custas judiciais: veja valores para 2027

A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça aprovou novos critérios para a cobrança de custas judiciais. A partir de 1º de janeiro de 2027, ações originárias e recursos com conteúdo econômico passarão a ter custas calculadas, em regra, de acordo com o valor atualizado da causa.

Uma das principais mudanças atinge o recurso especial. Atualmente, as custas desse recurso no STJ são de R$ 270,12, independentemente do valor da causa. Com o novo sistema, será cobrado o percentual de 2%, observado o piso de R$ 1.325,45 e o teto de R$ 107.332,80.

A resolução regulamenta a Lei nº 15.498/2026, que autorizou o STJ a definir valores, hipóteses de incidência, pisos e tetos. A norma estabelece, como regra geral, percentuais entre 2% e 4% sobre o valor atualizado da causa.

Precisa preparar um recurso especial e organizar seus pressupostos de admissibilidade? Clique no banner e use a Jurídico AI para estruturar a peça.

Jurídico AI — Crie peças e documentos jurídicos em minutos

O que muda nas custas do STJ?

O modelo anterior era baseado principalmente em valores fixos, atualizados periodicamente pela inflação. Por isso, processos com dimensões econômicas muito diferentes podiam gerar o mesmo valor de custas para a interposição de determinado recurso.

Com as novas regras, ações e recursos com conteúdo econômico passam a considerar o valor atualizado da causa. O resultado do cálculo deverá respeitar o piso e o teto definidos para cada classe processual.

As principais mudanças anunciadas pelo STJ são:

  • recurso especial: 2% sobre o valor atualizado da causa, com piso de R$ 1.325,45 e teto de R$ 107.332,80;
  • recurso em mandado de segurança: aplicação dos mesmos parâmetros previstos para o recurso especial;
  • recurso ordinário: aplicação dos mesmos parâmetros previstos para o recurso especial;
  • mandado de segurança originário com um impetrante: 2% sobre o valor da causa;
  • impetrantes adicionais em mandado de segurança: acréscimo de R$ 668,56 por pessoa;
  • ação rescisória: 4% sobre o valor atualizado da causa, observados os pisos e tetos definidos para essa classe;
  • reclamação: 4% sobre o valor atualizado da causa, observados os pisos e tetos definidos para essa classe;
  • classes processuais sem conteúdo econômico definido: cobrança por valores fixos.

Na definição da tabela, o STJ utilizou como referência, em regra, os valores cobrados pelo Supremo Tribunal Federal nas classes correspondentes. 

Como serão calculadas as custas do recurso especial?

As custas do recurso especial corresponderão a 2% do valor atualizado da causa. O valor, contudo, não poderá ser inferior a R$ 1.325,45 nem superior a R$ 107.332,80.

Veja alguns exemplos:

Valor atualizado da causaCálculo de 2%Valor das custas
R$ 20.000,00R$ 400,00R$ 1.325,45 (piso)
R$ 100.000,00R$ 2.000,00R$ 2.000,00
R$ 1.000.000,00R$ 20.000,00R$ 20.000,00
R$ 10.000.000,00R$ 200.000,00R$ 107.332,80 (teto)

Os exemplos são ilustrativos. Antes da interposição, o advogado deverá consultar a tabela vigente, verificar o valor da causa considerado para o cálculo e emitir a guia pelos canais indicados pelo STJ.

Quando as novas custas começam a valer?

As mudanças entram em vigor em 1º de janeiro de 2027. Até essa data, permanece aplicável a tabela atualmente vigente no STJ.

O advogado deverá verificar qual tabela está em vigor no momento da interposição do recurso ou do protocolo da ação, conforme o caso.

A gratuidade da justiça e as isenções continuam valendo?

Sim. A nova resolução mantém as hipóteses de gratuidade da justiça e as isenções previstas na legislação.

Continuam dispensados do recolhimento, entre outros:

  • habeas corpus;
  • habeas data;
  • recursos em habeas corpus;
  • processos criminais, ressalvadas a ação penal privada e sua revisão;
  • recursos apresentados pelo Ministério Público;
  • recursos da União, dos estados e dos municípios;
  • processos de pessoas ou entidades que tenham isenção assegurada por lei.

A gratuidade concedida na ação principal também será presumidamente estendida às exceções de suspeição e impedimento e aos embargos de divergência.

A existência das novas faixas de cobrança não impede a concessão da gratuidade quando estiverem preenchidos os requisitos legais. Para aprofundar o tema, consulte nosso conteúdo sobre a gratuidade da justiça prevista no art. 98 do CPC.

Como será feito o pagamento?

O recolhimento poderá ser realizado por meio da Guia de Recolhimento da União, a GRU, ou pela plataforma PagTesouro.

Como os processos no STJ tramitam eletronicamente, não haverá cobrança de porte de remessa e retorno dos autos.

Os valores fixos previstos na tabela poderão ser atualizados por ato da Presidência do STJ, ad referendum da Corte Especial, observando-se a variação acumulada da taxa Selic.

No caso dos recursos, o recolhimento e a respectiva comprovação devem observar o momento da interposição e as orientações do tribunal de origem.

Antes de protocolar a medida, o advogado deverá conferir:

  1. a classe processual correta;
  2. o valor da causa considerado para o cálculo;
  3. a atualização aplicável;
  4. o percentual, o piso e o teto da respectiva classe;
  5. os dados inseridos na guia;
  6. a forma e o momento de comprovação do pagamento.

O recolhimento incorreto pode levar à necessidade de complementação e, se a irregularidade não for sanada nos termos da legislação processual, ao reconhecimento da deserção.

Veja também nosso artigo sobre despesas processuais e responsabilidade pelo pagamento.

O que o advogado deve observar antes de interpor o recurso?

Com a adoção do valor atualizado da causa como base de cálculo, a conferência desse valor passa a ser uma etapa relevante antes da interposição do recurso especial.

Em processos antigos, será necessário identificar o valor da causa considerado para fins de cálculo e aplicar a atualização de acordo com os critérios vigentes.

O advogado também deverá verificar se existe gratuidade anteriormente concedida, hipótese de isenção ou necessidade de formular o pedido do benefício em sede recursal.

Outro cuidado é informar previamente ao cliente o impacto financeiro da medida. Em causas de valor elevado, as custas poderão representar uma despesa significativa e devem integrar a avaliação estratégica sobre a interposição do recurso.

A Jurídico AI pode auxiliar na análise dos documentos e na organização dos pressupostos de admissibilidade do recurso, identificando informações relevantes e formulando perguntas sobre pontos que precisam ser esclarecidos. A partir dos dados fornecidos, a plataforma estrutura uma primeira versão da peça, que pode ser editada e aprimorada pelo profissional.

O advogado permanece no controle de todo o trabalho e deve definir a estratégia jurídica, revisar o conteúdo e conferir o valor atualizado da causa, a tabela de custas aplicável e os dados da guia. Também é necessário verificar o pagamento e a juntada do respectivo comprovante no momento processual adequado.

Precisa revisar a estrutura do recurso e relacionar os fundamentos ao acórdão recorrido? Clique no banner e teste a Jurídico AI.

Jurídico AI — Crie peças e documentos jurídicos em minutos

As novas custas do STJ já estão valendo?

Não. Os novos critérios entram em vigor em 1º de janeiro de 2027. Até essa data, permanece aplicável a tabela atualmente vigente.

Quanto custará um recurso especial em 2027?

As custas serão de 2% sobre o valor atualizado da causa, observado o piso de R$ 1.325,45 e o teto de R$ 107.332,80.

As novas regras poderão atingir processos que já estão em andamento?

Sim. A data de início do processo não é o único elemento relevante. As novas regras entram em vigor em 1º de janeiro de 2027 e o advogado deverá verificar a tabela aplicável no momento da interposição do recurso ou do protocolo da ação, observadas as regras processuais de recolhimento.

Quem possui gratuidade da justiça deverá pagar as novas custas?

Em regra, não. A resolução preserva a gratuidade da justiça e as isenções previstas em lei. O advogado deve verificar se o benefício foi concedido e se permanece aplicável na fase recursal.

Haverá cobrança de porte de remessa e retorno?

Não. Como os processos no STJ tramitam eletronicamente, não haverá cobrança de porte de remessa e retorno dos autos.

O valor da causa deverá ser atualizado para calcular as custas?

Sim. O percentual será aplicado sobre o valor atualizado da causa, respeitados o piso e o teto correspondentes à classe processual.

Carlos Silva Carlos Silva 26/09/2026

Formado em Direito e pesquisador nas áreas de Direito Civil e Tecnologia. Possui experiência prática na redação de peças jurídicas e no desenvolvimento de estratégias processuais. Atua com marketing, produção de conteúdo jurídico e SEO. Produz conteúdos que aproximam o Direito da tecnologia, com informações claras, relevantes e aplicáveis à rotina dos advogados.

Notícias mais lidas

Direito Civil

  1. 1 38 anos da Constituição Federal: uma história de democracia e direitos 05/10/26 → Ler artigo
  2. 2 STF cria novas regras para petições em processos em andamento 02/10/26 → Ler artigo
  3. 3 Lei Seca nas eleições 2026: como o advogado pode orientar sobre as restrições? 02/10/26 → Ler artigo
  4. 4 Eleições 2026: como funciona a atuação do advogado no plantão eleitoral? 02/10/26 → Ler artigo
  5. 5 Tabela Prática TJSP: como consultar e calcular a atualização monetária 01/10/26 → Ler artigo
  6. 6 Certidão de inteiro teor: o que é, para que serve e como solicitar 30/09/26 → Ler artigo
  7. 7 Custas do recurso especial em 2027: como calcular o preparo 29/09/26 → Ler artigo
  8. 8 BPC/LOAS: quem tem direito, requisitos e como solicitar o benefício 29/09/26 → Ler artigo
  9. 9 Inventário extrajudicial na prática: procedimento e cuidados para advogados 29/09/26 → Ler artigo
  10. 10 Conta de motorista de aplicativo bloqueada: o que analisar antes da ação 28/09/26 → Ler artigo

Direito Penal

  1. 1 Alegações finais no CPP: prazos e como elaborar 01/10/26 → Ler artigo
  2. 2 Cárcere privado: requisitos, penas e atuação do advogado 30/09/26 → Ler artigo
  3. 3 Legítima defesa: requisitos, excesso e atuação do advogado 29/09/26 → Ler artigo
  4. 4 Réu primário: o que significa e como afeta o processo penal? 21/09/26 → Ler artigo
  5. 5 Dosimetria da pena: como calcular as três fases e evitar erros 21/09/26 → Ler artigo
  6. 6 Art. 157, CP: Entenda os tipos de roubo e suas implicações penais 16/09/26 → Ler artigo
  7. 7 Lei nº 7.492/1986: Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional 14/09/26 → Ler artigo
  8. 8 Contagem de Prazo no CPP: Como funciona? 09/09/26 → Ler artigo
  9. 9 Direito Penal: 5 modelos essenciais para atuação 02/09/26 → Ler artigo
  10. 10 Individualização da pena: como funciona e quais critérios devem ser analisados 26/08/26 → Ler artigo

Notícias sobre Direito

  1. 1 Penhora de salário: STJ admite medida para pagar dívidas não alimentares 02/10/26 → Ler artigo
  2. 2 STJ aprova novas custas judiciais: veja valores para 2027 26/09/26 → Ler artigo
  3. 3 Lula assina MP que proíbe bets: veja os prazos e como recuperar o dinheiro 26/09/26 → Ler artigo
  4. 4 Anac atualiza regras para atraso e cancelamento de voos 24/09/26 → Ler artigo
  5. 5 STF equipara licença-maternidade de mães biológicas e adotivas: o que muda? 24/09/26 → Ler artigo
  6. 6 TST define quando trabalhador pode perder direito de cobrar dívida trabalhista 23/09/26 → Ler artigo
  7. 7 CNJ adia para 2027 novas regras para acelerar execuções judiciais 22/09/26 → Ler artigo
  8. 8 STJ define critérios para devolução em dobro de cobrança indevida [Tema 929] 17/09/26 → Ler artigo
  9. 9 Anuidade da OAB pode ser limitada a R$ 250? Entenda o projeto 17/09/26 → Ler artigo
  10. 10 TST autoriza pagamento de custas sem ser no Banco do Brasil e na Caixa 17/09/26 → Ler artigo

Jurídico

  1. 1 Gestão financeira para advogados: como organizar o escritório 06/10/26 → Ler artigo
  2. 2 Constituição Federal: artigos essenciais para a prática jurídica 05/10/26 → Ler artigo
  3. 3 Jurídico Academy: aulas ao vivo sobre IA para advogados e escritórios 02/10/26 → Ler artigo
  4. 4 CNPJ técnico para advogados: quem precisa e o que muda em 2027 01/10/26 → Ler artigo
  5. 5 Como dividir as tarefas em um escritório de advocacia 30/09/26 → Ler artigo
  6. 6 Tipografia jurídica: como criar petições claras e bem organizadas 29/09/26 → Ler artigo
  7. 7 Escritório inteligente: o que é e como funciona na advocacia 27/09/26 → Ler artigo
  8. 8 Skills do Claude para advogados: 5 skills prontas para copiar e usar 25/09/26 → Ler artigo
  9. 9 Como citar e formatar jurisprudência em petições 25/09/26 → Ler artigo
  10. 10 Estatuto da Advocacia: o que é e quais são as principais regras? 22/09/26 → Ler artigo

Recentemente publicadas

  • Gestão financeira para advogados: advogada analisa documentos ao lado de um notebook, com calculadora e pasta sobre a mesa.
    Jurídico

    Gestão financeira para advogados: como organizar o escritório

    Veja como organizar honorários, despesas e valores de clientes e usar indicadores para orientar a gestão financeira do escritório.

    → Ler artigo
    6 out, 2026
  • Constituição Federal: artigos essenciais para a prática jurídica
    Jurídico

    Constituição Federal: artigos essenciais para a prática jurídica

    Confira uma seleção de artigos essenciais da Constituição Federal, com aplicações na defesa de direitos, na análise de decisões e na elaboração de peças.

    → Ler artigo
    5 out, 2026
  • Constituição Federal completa 38 anos de história e garantia de direitos
    Direito Civil

    38 anos da Constituição Federal: uma história de democracia e direitos

    Nos 38 anos da Constituição Federal, relembre sua história, conheça curiosidades e entenda sua importância para a cidadania e a advocacia brasileira.

    → Ler artigo
    5 out, 2026
  • STF cria novas regras para petições em processos em andamento
    Direito Civil

    STF cria novas regras para petições em processos em andamento

    A Resolução 921/2026 estabelece uma nova triagem para determinadas petições apresentadas em processos que já tramitam no STF. Veja quais pedidos serão analisados e os cuidados para o advogado.

    → Ler artigo
    2 out, 2026
  • Lei Seca nas eleições 2026 com calendário, horário e urna eletrônica
    Direito Civil

    Lei Seca nas eleições 2026: como o advogado pode orientar sobre as restrições?

    As restrições à venda e ao consumo de bebidas variam conforme o local. Veja como o advogado pode analisar as regras e orientar sobre seu cumprimento.

    → Ler artigo
    2 out, 2026

Modelos Jurídicos

Veja mais
  • 5 out, 2026
    Modelo de Ação Monitória de Cheque ou Nota Promissória

    Modelo de Ação Monitória de Cheque ou Nota Promissória

    Modelo de Ação Monitória de Cheque ou Nota Promissória para cobrar quantia em dinheiro fundada em título de crédito prescrito, com memória de cálculo e pedidos do CPC.

    → Ler artigo
  • 5 out, 2026
    Modelo de Ação Indenizatória por Produto Não Entregue

    Modelo de Ação Indenizatória por Produto Não Entregue

    Modelo de Ação Indenizatória por Produto Não Entregue para exigir judicialmente a entrega da mercadoria ou restituição do valor pago com perdas e danos.

    → Ler artigo
  • 5 out, 2026
    Modelo de Ação Ex Empto

    Modelo de Ação Ex Empto

    Modelo de Ação Ex Empto para exigir a complementação da metragem de imóvel adquirido na modalidade ad mensuram, com pedidos subsidiários de abatimento de preço ou rescisão contratual.

    → Ler artigo

Nossos produtos

  • Plataforma Jurídico AI para advogados Para advogados e escritórios

    IA para geração de peças e acompanhamento de casos

    Redação de peças, pesquisa de jurisprudência, transcrição de audiências e acompanhamento de casos. Com o seu tom de voz e o seu timbrado.

    Conhecer o produto
  • Plataforma Jurídico AI para departamentos jurídicos Para departamentos jurídicos

    IA para gestão do contencioso trabalhista

    Análise de processos, identificação de riscos e automação das rotinas do jurídico interno.

    Conhecer o produto