Jurídico AI lança plataforma para gestão e inteligência do contencioso trabalhista para departamentos jurídicos.

Saiba mais
Notícias sobre Direito

Lei nº 14.994/2024: Aumento da pena para feminicídio

Larissa Santos Teles Larissa Santos Teles 05/08/2025 18 minutos
Lei nº 14.994/24 eleva penas para feminicídio e dispõe outras medidas.
Lei nº 14.994/2024: Aumento da pena para feminicídio

A Lei 14.994/2024, de 10 de outubro de 2024, alterou os artigos 92, 129, 141 e 147 do Código Penal (CP), que passam a vigorar com uma redação nova específica para crimes de violência contra a mulher.

A principal modificação foi o aumento da pena para crime de feminicídio e essas mudanças configuram uma tentativa de defesa à segurança, saúde e vida das mulheres.

Para que você não fique por fora dessas mudanças, confira abaixo as alterações e como elas impactam o sistema judiciário.

 

Como era antes da Lei nº 14.994/2024?

Antes da promulgação da Lei nº 14.994/2024, o Código Penal não possuía um artigo específico para o crime de feminicídio. Assim, esse tipo penal era visto como uma qualificadora do § 2º do artigo 121, que trata sobre homicídio qualificado.

Além disso, a lei prevê outras mudanças significativas no CP, incluindo crimes de ameaça (art. 147), contra a honra (arts. 138, 139 e 140), lesão corporal (art. 129) e nos efeitos da condenação (art. 92). 

A Lei de Contravenções Penais, a Lei Maria da Penha, a Lei de Execuções Penais e o Código de Processo Penal também vão passar a vigorar com modificações. 

A principal motivação para tamanhas alterações em diferentes legislações que regulam o sistema penal brasileiro consiste na tentativa de reprimir a violência contra à mulher, que ainda é muito recorrente.

Juiz lendo sobre as alterações promovidas pela Lei 14.994/2024

O que mudou com a Lei nº 14.994/2024?

Confira agora as principais alterações sancionadas em detalhes:

Art. 92 do CP: Efeitos da condenação automáticos

Para o artigo que estipula os efeitos da condenação no CP, passa a ser automática para o feminicida, a perda do poder familiar e perda de cargo ou mandato eletivo ou proibição de futura nomeação em função pública, desde a sua condenação em definitivo até o fim da pena).

Vejamos a nova redação:

Art. 92, CP. 

II – a incapacidade para o exercício do poder familiar, da tutela ou da curatela nos crimes dolosos sujeitos à pena de reclusão cometidos contra outrem igualmente titular do mesmo poder familiar, contra filho, filha ou outro descendente, tutelado ou curatelado, bem como nos crimes cometidos contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, nos termos do § 1º do art. 121-A deste Código; (NR)

§ 1º Os efeitos de que trata este artigo não são automáticos, devendo ser motivadamente declarados na sentença pelo juiz, mas independem de pedido expresso da acusação, observado o disposto no inciso III do § 2º deste artigo. (NR)

§ 2º Ao condenado por crime praticado contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, nos termos do § 1º do art. 121-A deste Código serão: (NR)

I – aplicados os efeitos previstos nos incisos I e II do caput deste artigo; (NR)

II – vedadas a sua nomeação, designação ou diplomação em qualquer cargo, função pública ou mandato eletivo entre o trânsito em julgado da condenação até o efetivo cumprimento da pena; (NR)

III – automáticos os efeitos dos incisos I e II do caput do inciso II do § 2º deste artigo. (NR)

Art. 121-A do CP: Aumento da pena para o crime de Feminicídio

Como foi dito anteriormente, não existia um tipo penal específico para o homicídio de uma mulher em razão do sexo feminino.

Então, o feminicídio se tratava de uma qualificadora do § 2º do artigo 121, sendo tratado como homicídio qualificado. Confira a antiga redação:

Feminicídio

VI – contra mulher por razões da condição do sexo feminino.

Pena – reclusão, de 12 a 30 anos.

Agora, o feminicídio passa a ser crime autônomo, ou seja, possui um artigo próprio no CPB, que é o 121-A, e a pena de reclusão aumenta e passa a ser de 20 a 40 anos. Vejamos a nova redação:

Feminicídio

Art. 121-A, CP. Matar mulher por razões da condição do sexo feminino:

Pena – reclusão, de 20 (vinte) a 40 (quarenta) anos.

§ 1º Considera-se que há razões da condição do sexo feminino quando o crime envolve:

I – violência doméstica e familiar;

II – menosprezo ou discriminação à condição de mulher.

§ 2º A pena do feminicídio é aumentada de 1/3 (um terço) até a metade se o crime é praticado:

I – durante a gestação, nos 3 (três) meses posteriores ao parto ou se a vítima é a mãe ou a responsável por criança, adolescente ou pessoa com deficiência de qualquer idade;

II – contra pessoa menor de 14 (catorze) anos, maior de 60 (sessenta) anos, com deficiência ou portadora de doenças degenerativas que acarretem condição limitante ou de vulnerabilidade física ou mental;

III – na presença física ou virtual de descendente ou de ascendente da vítima;

IV – em descumprimento das medidas protetivas de urgência previstas nos incisos I, II e III docaputdo art. 22 da Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha);

V – nas circunstâncias previstas nos incisos III, IV e VIII do § 2º do art. 121 deste Código.

Coautoria

§ 3º Comunicam-se ao coautor ou partícipe as circunstâncias pessoais elementares do crime previstas no § 1º deste artigo.

Art. 129 do CP:  Dobro da pena para o crime de lesão corporal

A antiga redação delimitava uma pena de detenção de 3 meses a 3 anos para o crime de violência doméstica.

Agora, os crimes de lesão corporal praticados contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou companheiro, ou contra pessoa com quem o réu tenha convivido, passam a ter pena de reclusão de 2 a 5 anos.

Antiga redação:

Violência Doméstica    

§ 9o  Se a lesão for praticada contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou companheiro, ou com quem conviva ou tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o agente das relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade:

Pena – detenção, de 3 meses a 3 anos.

Nova redação:

Violência Doméstica    

§ 9o  Se a lesão for praticada contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou companheiro, ou com quem conviva ou tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o agente das relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade:

Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos.

Art. 141 do CP: Dobro da pena para os crimes contra a honra

O art. 141 do CP, que regula as causas de aumento para os crimes de calúnia, difamação e injúria passa a vigorar com um novo parágrafo, que dobra a pena caso sejam praticados por razões da condição do sexo feminino.

Antiga redação:

Art. 141, CP – As penas cominadas neste Capítulo aumentam-se de um terço, se qualquer dos crimes é cometido:

I – contra o Presidente da República, ou contra chefe de governo estrangeiro;

II – contra funcionário público, em razão de suas funções, ou contra os Presidentes do Senado Federal, da Câmara dos Deputados ou do Supremo Tribunal Federal;       

III – na presença de várias pessoas, ou por meio que facilite a divulgação da calúnia, da difamação ou da injúria.

IV – contra criança, adolescente, pessoa maior de 60 (sessenta) anos ou pessoa com deficiência, exceto na hipótese prevista no § 3º do art. 140 deste Código.     

§ 1º – Se o crime é cometido mediante paga ou promessa de recompensa, aplica-se a pena em dobro.         

§ 2º Se o crime é cometido ou divulgado em quaisquer modalidades das redes sociais da rede mundial de computadores, aplica-se em triplo a pena. 

Nova redação:

Art. 141, CP – As penas cominadas neste Capítulo aumentam-se de um terço, se qualquer dos crimes é cometido:

I – contra o Presidente da República, ou contra chefe de governo estrangeiro;

II – contra funcionário público, em razão de suas funções, ou contra os Presidentes do Senado Federal, da Câmara dos Deputados ou do Supremo Tribunal Federal;       

III – na presença de várias pessoas, ou por meio que facilite a divulgação da calúnia, da difamação ou da injúria.

IV – contra criança, adolescente, pessoa maior de 60 (sessenta) anos ou pessoa com deficiência, exceto na hipótese prevista no § 3º do art. 140 deste Código.     

§ 1º – Se o crime é cometido mediante paga ou promessa de recompensa, aplica-se a pena em dobro.         

§ 2º Se o crime é cometido ou divulgado em quaisquer modalidades das redes sociais da rede mundial de computadores, aplica-se em triplo a pena. 

§ 3º Se o crime é cometido contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, nos termos do § 1º do art. 121-A deste Código, aplica-se a pena em dobro.

Art. 147 do CP: Dobro da pena para o crime de ameaça

O art. 147 do CP, que tipifica o crime de ameaça, passa a vigorar com modificações. Ganhando dois novos parágrafos que indicam:

  • Esse crime terá a pena aplicada em dobro se cometido contra a mulher por razões da condição do sexo feminino;
  • A ação penal NÃO dependerá de representação da ofendida.

Vejamos o art. 147 completo:

Ameaça

Art. 147, CP – Ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de causar-lhe mal injusto e grave:

Pena – detenção, de um a seis meses, ou multa.

§ 1º Se o crime é cometido contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, nos termos do § 1º do art. 121-A deste Código, aplica-se a pena em dobro. (NR)

§ 2º Somente se procede mediante representação, exceto na hipótese prevista no § 1º deste artigo. (NR)

Lei de Contravenções Penais (Decreto-Lei nº 3.688/41): Pena aumentada para o triplo

Na contravenção penal de vias de fato, quando praticada contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, a pena será aumentada do triplo. Vejamos as modificações na redação:

Art. 21. Praticar vias de fato contra alguem:

Pena – prisão simples, de quinze dias a três meses, ou multa, de cem mil réis a um conto de réis, se o fato não constitue crime.

Parágrafo único. Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) até a metade se a vítima é maior de 60 (sessenta) anos.  

§ 1º Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) até a metade se a vítima é maior de 60 (sessenta) anos.      

§ 2º Se a contravenção é praticada contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, nos termos do § 1º do art. 121-A do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), aplica-se a pena em triplo. (NR)

Lei de Crimes Hediondos (Lei nº 8.072/90): Feminicídio como crime hediondo

Altera-se também a Lei dos Crimes Hediondos, que passa a reconhecer o feminicídio como crime hediondo.

Confira a nova redação:

Art. 1º São considerados hediondos os seguintes crimes, todos tipificados no Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal, consumados ou tentados:

I-B – feminicídio (art. 121-A); (NR)

Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/06)

Na Lei Maria da Penha, a pena para o crime de descumprimento de medida protetiva (art. 24-A) passa a ser de 2 a 5 anos de reclusão e multa. Antes a pena era de detenção de 3 meses a 2 anos.

Veja a mudança:

Antiga redação:

Art. 24-A. Descumprir decisão judicial que defere medidas protetivas de urgência previstas nesta Lei:    

Pena – detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois) anos. 

Nova redação:

Art. 24-A. Descumprir decisão judicial que defere medidas protetivas de urgência previstas nesta Lei:          

Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa.

Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210/84)

A Lei de Execução Penal (LEP) também passa a vigorar com diversas alterações significativas, analisemos cada uma delas a seguir:

  • O condenado não poderá contar com visita íntima ou conjugal.

Nova redação do art. 41 da LEP:

Art. 41 – Constituem direitos do preso:

X – visita do cônjuge, da companheira, de parentes e amigos em dias determinados;

§ 2º O preso condenado por crime contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, nos termos do § 1º do art. 121-A do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), não poderá usufruir do direito previsto no inciso X em relação à visita íntima ou conjugal.

  • Caso um condenado ou preso provisório por crime de violência doméstica ou familiar, ameaçar ou praticar novas violências contra a vítima ou seus familiares durante o cumprimento da pena, ele será transferido para presídio distante do local de residência da vítima.

Confira a nova redação do art. 86 da LEP:

Art. 86. As penas privativas de liberdade aplicadas pela Justiça de uma Unidade Federativa podem ser executadas em outra unidade, em estabelecimento local ou da União.

§ 4º Será transferido para estabelecimento penal distante do local de residência da vítima, ainda que localizado em outra unidade federativa, inclusive da União, o condenado ou preso provisório que, tendo cometido crime de violência doméstica e familiar contra a mulher, ameace ou pratique violência contra a vítima ou seus familiares durante o cumprimento da pena.

  • O feminicida terá de cumprir 55% da pena para usufruir da progressão de regime, valendo também para o réu for primário. Ademais, também está vedada a liberdade condicional.

Veja a nova redação do art. 112 da LEP:

Art. 112. A pena privativa de liberdade será executada em forma progressiva com a transferência para regime menos rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o preso tiver cumprido ao menos:

VI-A – 55% (cinquenta e cinco por cento) da pena, se o apenado for condenado pela prática de feminicídio, se for primário, vedado o livramento condicional;

  • Passa a ser obrigatório o uso de tornozeleira eletrônica em caso de saída temporária.

Passa a vigorar o art. 146-E da LEP:

Art. 146-E. O condenado por crime contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, nos termos do § 1º do art. 121-A do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), ao usufruir de qualquer benefício em que ocorra a sua saída de estabelecimento penal, será fiscalizado por meio de monitoração eletrônica.

Código de Processo Penal (Decreto-Lei nº 3.689/41): Prioridade de tramitação

Os processos que apurem a prática de crime hediondo ou violência contra a mulher terão prioridade de tramitação de feitos, independentemente de pagamento de custas. 

Passa a vigorar o art. 364-A do CPP:

Art. 394-A. Os processos que apurem a prática de crime hediondo ou violência contra a mulher terão prioridade de tramitação em todas as instâncias.   

§ 1º Os processos que apurem violência contra a mulher independerão do pagamento de custas, taxas ou despesas processuais, salvo em caso de má-fé.  

§ 2º As isenções de que trata o § 1º deste artigo aplicam-se apenas à vítima e, em caso de morte, ao cônjuge, ascendente, descendente ou irmão, quando a estes couber o direito de representação ou de oferecer queixa ou prosseguir com a ação.

Escreva peças processuais em minutos. Testar grátis no JurídicoAI

Vigência e Aplicação

A Lei nº 14.994/2024 entrou em vigor na data de sua publicação, no Diário Oficial da União, em 10 de outubro de 2024. 

Sendo aplicável a todas as causas iniciadas após essa data, que tratem sobre o crime hediondo de feminicídio ou violência contra a mulher.

A Importância da Lei nº 14.994/2024 no combate ao feminicídio

Para concluir, a Lei nº 14.994/24, que aumenta as penas para o crime de feminicídio, representa um avanço no combate à violência contra as mulheres no Brasil. 

Ao endurecer as punições, a legislação reafirma a importância de garantir maior proteção às vítimas e reforça o compromisso com a justiça e os direitos humanos. 

Entretanto, é essencial que essa mudança seja acompanhada de políticas públicas efetivas e medidas preventivas, como o fortalecimento da rede de apoio às mulheres e a promoção da educação em direitos, a fim de alcançar resultados concretos e duradouros na erradicação desse tipo de crime.

Escreva peças processuais em minutos. Testar grátis no JurídicoAI

O que a Lei 14.994/2024 altera?

A Lei 14.994/2024 tornou o feminicídio um crime autônomo, com pena de 20 a 40 anos de reclusão. Além disso:

– Acrescentou novas circunstâncias agravantes: como a prática do crime durante a gestação da vítima ou na presença de familiares;
– Endureceu a progressão de regime e restringiu saídas temporárias para condenados;
– Ampliou penas para crimes como lesão corporal, ameaça, crimes contra a honra e descumprimento de medidas protetivas;
– Previu possibilidade de suspensão ou perda do poder familiar do agressor.

O que diz a lei da violência doméstica?

A Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) define que qualquer ação ou omissão baseada no gênero que cause danos físicos, psicológicos, sexuais, morais ou patrimoniais à mulher, no âmbito doméstico ou familiar, é crime, determinando medidas protetivas, punição ao agressor e assistência integral à vítima.

O que se enquadra em feminicídio?

Feminicídio corresponde ao assassinato de mulher por razões da condição do sexo feminino, geralmente no contexto de violência doméstica, menosprezo ou discriminação de gênero, e tornou-se um crime autônomo em 2024 com penas mais severas.

O que se enquadra em violência doméstica?

Violência doméstica engloba ações ou omissões que causem dano físico, psicológico, sexual, moral ou patrimonial à mulher por parte de familiares, companheiros, ex-companheiros ou qualquer pessoa do convívio doméstico, independentemente de laço sanguíneo, abrangendo agressões, ameaças, abusos e restrição de direitos.

Quanto é a fiança da Maria da Penha?

Nos crimes da Lei Maria da Penha, a autoridade policial não pode conceder fiança. Apenas o juiz pode decidir, caso a caso. Em situações graves, como lesão corporal dolosa, o crime pode ser inafiançável.

O que é crime passional?

Crime passional é um crime violento cometido sob forte emoção, como raiva ou ciúmes, geralmente movido por paixão, sem premeditação, e frequentemente acontece em contextos de relações íntimas ou familiares, sendo associado à violência doméstica e de gênero.

Qual a pena para lesão corporal leve na Lei Maria da Penha?

Lesão corporal leve, em situação de violência doméstica contra a mulher, tem pena de três meses a três anos de detenção, podendo ser agravada conforme circunstâncias e com possibilidade de aplicação de medidas protetivas urgentes.

Quais são as leis que protegem a mulher?

Além da Lei Maria da Penha, existem outras leis brasileiras de proteção à mulher: 

– Lei do Feminicídio (Lei 13.104/2015 e atualizações);
– Lei Carolina Dieckmann (Lei 12.737/2012);
– Lei do Minuto Seguinte (Lei 12.845/2013);
– Lei Joana Maranhão (Lei 12.650/2014);
– Leis contra o Assédio e Importunação Sexual.

Qual é a diferença entre feminicídio e violência doméstica?

Violência doméstica refere-se a diversas formas de agressão ou abuso contra a mulher no contexto familiar, enquanto feminicídio é o assassinato da mulher motivado por sua condição de gênero, normalmente como agravamento máximo dentro do ciclo de violência doméstica.

O que é o crime de violência psicológica contra a mulher?

Violência psicológica contra a mulher consiste em qualquer conduta que cause dano emocional, diminuição da autoestima, controle de comportamentos, isolamento social, humilhação, ameaça, chantagem ou manipulação, sendo expressamente reconhecida e punida pela Lei Maria da Penha.

Referências:

Diário Oficial da União – Lei nº 14.994/24

Código Penal – Decreto-Lei nº2.848/40

Lei de Contravenções Penais – Decreto-Lei nº 3.688/41

Lei de Crimes Hediondos – Lei nº 8.072/90

Lei Maria da Penha – Lei nº 11.340/06

Lei de Execução Penal – Lei nº 7.210/84

Código de Processo Penal – Decreto-Lei nº 3.689/41

Larissa Santos Teles Larissa Santos Teles 05/08/2025

Notícias mais lidas

Direito Civil

  1. 1 Art. 14 do CDC: como atuar em casos de falha na prestação de serviço 06/11/26 → Ler artigo
  2. 2 Art. 334 do CPC: prazos e atuação na audiência de conciliação 06/11/26 → Ler artigo
  3. 3 RENAJUD: restrição de veículos na execução 05/11/26 → Ler artigo
  4. 4 SISBAJUD: como funciona o bloqueio de valores e como pedir 05/11/26 → Ler artigo
  5. 5 Súmula 83 do STJ: quando se aplica e como impugnar 04/11/26 → Ler artigo
  6. 6 RPV: o que é, limite, prazo de pagamento e como pedir 03/11/26 → Ler artigo
  7. 7 Agravo de instrumento: prazo, cabimento e como preparar um recurso estratégico 03/11/26 → Ler artigo
  8. 8 Direitos do consumidor na Black Friday: como o advogado deve atuar? 03/11/26 → Ler artigo
  9. 9 É possível acumular benefícios do INSS? Veja o que é permitido 30/10/26 → Ler artigo
  10. 10 Fake news nas eleições: quando pedir remoção ou direito de resposta? 29/10/26 → Ler artigo

Direito Penal

  1. 1 Prisão Domiciliar: Requisitos e funcionamento 06/11/26 → Ler artigo
  2. 2 Acordo de Não Persecução Penal (ANPP): requisitos e condições 06/11/26 → Ler artigo
  3. 3 Indulto natalino: quem tem direito, crimes excluídos e como pedir 05/11/26 → Ler artigo
  4. 4 PEC da Segurança Pública: o que muda e como afeta a advocacia? 04/11/26 → Ler artigo
  5. 5 Art. 157 do CP: roubo majorado, latrocínio e teses de defesa 02/11/26 → Ler artigo
  6. 6 Crimes conexos: tipos e exemplos 29/10/26 → Ler artigo
  7. 7 Apelação Criminal: Prazos e Cabimento no CPP 27/10/26 → Ler artigo
  8. 8 Liberdade provisória: requisitos e como fundamentar o pedido 27/10/26 → Ler artigo
  9. 9 Absolvição sumária no processo penal [Art. 397 CPP] 25/10/26 → Ler artigo
  10. 10 Homicídio culposo: penas, provas e possibilidades de defesa 23/10/26 → Ler artigo

Notícias sobre Direito

  1. 1 Dupla intimação: prazo conta pelo portal, decide STJ (Tema 1.180) 05/11/26 → Ler artigo
  2. 2 STF valida fim da isenção previdenciária parcial por doença grave: ADI 6336 30/10/26 → Ler artigo
  3. 3 CNJ admite procurações assinadas pelo gov.br em processos judiciais 28/10/26 → Ler artigo
  4. 4 Candidato inelegível pode registrar candidatura? Entenda o caso Pablo Marçal 23/10/26 → Ler artigo
  5. 5 INSS não pode negar pedido de benefício apto sem permitir complementação de prova 22/10/26 → Ler artigo
  6. 6 STF valida conciliação criminal em delegacias: o que muda para a advocacia criminal? 21/10/26 → Ler artigo
  7. 7 Compensação da dívida não reduz base dos honorários, decide STJ 20/10/26 → Ler artigo
  8. 8 Usucapião de domínio na internet: STJ discute possibilidade 20/10/26 → Ler artigo
  9. 9 Dia do Servidor Público e Finados 2026: cuidados com os prazos processuais 20/10/26 → Ler artigo
  10. 10 Fim da escala 6×1 promulgado: quando começa a valer e o que muda 15/10/26 → Ler artigo

Jurídico

  1. 1 Renúncia e revogação do mandato: quais são os efeitos sobre os honorários? 06/11/26 → Ler artigo
  2. 2 CNPJ técnico para advogados: quem precisa e o que muda em 2027 06/11/26 → Ler artigo
  3. 3 Skills do Claude para advogado criminalista: habeas corpus, resposta à acusação e revogação de preventiva 04/11/26 → Ler artigo
  4. 4 Como criar uma skill do Claude para o seu escritório? Passo a passo com modelo de SKILL.md jurídico 04/11/26 → Ler artigo
  5. 5 Como analisar um processo com o Claude? Skill do Método F.O.R.A. para baixar 04/11/26 → Ler artigo
  6. 6 Como fazer contestação com o Claude? Skill pronta para baixar [com jurisprudência real pela Jurídico AI] 04/11/26 → Ler artigo
  7. 7 Jurisprudência do TJMG: como pesquisar acórdãos e decisões 03/11/26 → Ler artigo
  8. 8 IA nas Eleições: O que pode gerar remoção, multa ou cassação? 29/10/26 → Ler artigo
  9. 9 Como criar modelos de peças jurídicas? Faça uma vez, use sempre e adapte cada caso com a Jurídico AI 29/10/26 → Ler artigo
  10. 10 Reforma Administrativa: o que pode mudar no serviço público? 26/10/26 → Ler artigo

Recentemente publicadas

  • Prisão Domiciliar_ Requisitos e funcionamento
    Direito Penal

    Prisão Domiciliar: Requisitos e funcionamento

    Entenda tudo sobre a prisão domiciliar: requisitos legais, como funciona o cumprimento da pena e as condições impostas pela Justiça.

    → Ler artigo
    6 nov, 2026
  • Acordo de Não Persecução Penal (ANPP)_ Entenda os requisitos!
    Direito Penal

    Acordo de Não Persecução Penal (ANPP): requisitos e condições

    Entenda os requisitos do ANPP, as condições do acordo, a confissão segundo o STJ e as consequências do cumprimento ou descumprimento.

    → Ler artigo
    6 nov, 2026
  • Renúncia e revogação do mandato: quais são os efeitos sobre os honorários?
    Jurídico

    Renúncia e revogação do mandato: quais são os efeitos sobre os honorários?

    Renúncia e revogação do mandato: entenda os efeitos nos honorários e prepare sua cobrança com apoio da Jurídico AI.

    → Ler artigo
    6 nov, 2026
  • CNPJ técnico para advogados: quem precisa e o que muda em 2027
    Jurídico

    CNPJ técnico para advogados: quem precisa e o que muda em 2027

    Entenda o CNPJ técnico para advogados e as regras para 2027. Revise contratos e prepare seus documentos com apoio da Jurídico AI.

    → Ler artigo
    6 nov, 2026
  • Art. 14 do CDC: falha na prestação de serviço e atuação do advogado
    Direito Civil

    Art. 14 do CDC: como atuar em casos de falha na prestação de serviço

    Analise a falha na prestação de serviço, organize as provas e prepare sua inicial ou defesa com a Jurídico AI.

    → Ler artigo
    6 nov, 2026

Modelos Jurídicos

Veja mais
  • 7 nov, 2026
    Modelo de Contrarrazões ao Recurso em Sentido Estrito

    Modelo de Contrarrazões ao Recurso em Sentido Estrito

    Modelo de Contrarrazões ao Recurso em Sentido Estrito para responder ao recurso interposto pela parte contrária e requerer a manutenção integral da decisão judicial.

    → Ler artigo
  • 7 nov, 2026
    Modelo de Contrarrazões ao Recurso Adesivo

    Modelo de Contrarrazões ao Recurso Adesivo

    Modelo de Contrarrazões ao Recurso Adesivo para responder à insurgência recursal subordinada, com preliminares de inadmissibilidade e mérito para manter a decisão.

    → Ler artigo
  • 6 nov, 2026
    Modelo de Pedido de Livramento Condicional

    Modelo de Pedido de Livramento Condicional

    Modelo de Pedido de Livramento Condicional para pleitear a soltura antecipada de apenado que atingiu o lapso temporal e preenche os requisitos de bom comportamento.

    → Ler artigo

Nossos produtos

  • Plataforma Jurídico AI para advogados Para advogados e escritórios

    IA para geração de peças e acompanhamento de casos

    Redação de peças, pesquisa de jurisprudência, transcrição de audiências e acompanhamento de casos. Com o seu tom de voz e o seu timbrado.

    Conhecer o produto
  • Plataforma Jurídico AI para departamentos jurídicos Para departamentos jurídicos

    IA para gestão do contencioso trabalhista

    Análise de processos, identificação de riscos e automação das rotinas do jurídico interno.

    Conhecer o produto