Lei nº 14.994/2024: Aumento da pena para feminicídio
Larissa Santos Teles 05/08/202518 minutos
Lei nº 14.994/24 eleva penas para feminicídio e dispõe outras medidas.
A Lei 14.994/2024, de 10 de outubro de 2024, alterou os artigos 92, 129, 141 e 147 do Código Penal (CP), que passam a vigorar com uma redação nova específica para crimes de violência contra a mulher.
A principal modificação foi o aumento da pena para crime de feminicídio e essas mudanças configuram uma tentativa de defesa à segurança, saúde e vida das mulheres.
Para que você não fique por fora dessas mudanças, confira abaixo as alterações e como elas impactam o sistema judiciário.
Antes da promulgação daLei nº 14.994/2024, o Código Penal não possuía um artigo específico para o crime de feminicídio. Assim, esse tipo penal era visto como uma qualificadora do § 2º do artigo 121, que trata sobre homicídio qualificado.
Além disso, a lei prevê outras mudanças significativas no CP, incluindo crimes de ameaça (art. 147), contra a honra (arts. 138, 139 e 140), lesão corporal (art. 129) e nos efeitos da condenação (art. 92).
A Lei de Contravenções Penais, a Lei Maria da Penha, a Lei de Execuções Penais e o Código de Processo Penal também vão passar a vigorar com modificações.
A principal motivação para tamanhas alterações em diferentes legislações que regulam o sistema penal brasileiro consiste na tentativa de reprimir a violência contra à mulher, que ainda é muito recorrente.
O que mudou com a Lei nº 14.994/2024?
Confira agora as principais alterações sancionadas em detalhes:
Art. 92 do CP: Efeitos da condenação automáticos
Para o artigo que estipula os efeitos da condenação no CP, passa a ser automática para o feminicida, a perda do poder familiar e perda de cargoou mandato eletivo ou proibição de futura nomeação em função pública, desde a sua condenação em definitivo até o fim da pena).
Vejamos a nova redação:
Art. 92, CP.
II – a incapacidade para o exercício do poder familiar, da tutela ou da curatela nos crimes dolosos sujeitos à pena de reclusão cometidos contra outrem igualmente titular do mesmo poder familiar, contra filho, filha ou outro descendente, tutelado ou curatelado, bem como nos crimes cometidos contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, nos termos do § 1º do art. 121-A deste Código; (NR)
§ 1º Os efeitos de que trata este artigo não são automáticos, devendo ser motivadamente declarados na sentença pelo juiz, mas independem de pedido expresso da acusação, observado o disposto no inciso III do § 2º deste artigo. (NR)
§ 2º Ao condenado por crime praticado contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, nos termos do § 1º do art. 121-A deste Código serão: (NR)
I – aplicados os efeitos previstos nos incisos I e II do caput deste artigo; (NR)
II – vedadas a sua nomeação, designação ou diplomação em qualquer cargo, função pública ou mandato eletivo entre o trânsito em julgado da condenação até o efetivo cumprimento da pena; (NR)
III – automáticos os efeitos dos incisos I e II do caput do inciso II do § 2º deste artigo. (NR)
Art. 121-A do CP: Aumento da pena para o crime de Feminicídio
Como foi dito anteriormente, não existia um tipo penal específico para o homicídio de uma mulherem razão do sexo feminino.
Então, o feminicídio se tratava de uma qualificadora do § 2º do artigo 121, sendo tratado como homicídio qualificado. Confira a antiga redação:
Feminicídio
VI – contra mulher por razões da condição do sexo feminino.
Pena – reclusão, de 12 a 30 anos.
Agora, o feminicídio passa a ser crime autônomo, ou seja, possui um artigo próprio no CPB, que é o 121-A, e a pena de reclusão aumenta e passa a ser de 20 a 40 anos. Vejamos a nova redação:
Feminicídio
Art. 121-A, CP. Matar mulher por razões da condição do sexo feminino:
Pena – reclusão, de 20 (vinte) a 40 (quarenta) anos.
§ 1º Considera-se que há razões da condição do sexo feminino quando o crime envolve:
I – violência doméstica e familiar;
II – menosprezo ou discriminação à condição de mulher.
§ 2º A pena do feminicídio é aumentada de 1/3 (um terço) até a metade se o crime é praticado:
I – durante a gestação, nos 3 (três) meses posteriores ao parto ou se a vítima é a mãe ou a responsável por criança, adolescente ou pessoa com deficiência de qualquer idade;
II – contra pessoa menor de 14 (catorze) anos, maior de 60 (sessenta) anos, com deficiência ou portadora de doenças degenerativas que acarretem condição limitante ou de vulnerabilidade física ou mental;
III – na presença física ou virtual de descendente ou de ascendente da vítima;
IV – em descumprimento das medidas protetivas de urgência previstas nos incisos I, II e III docaputdo art. 22 da Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha);
V – nas circunstâncias previstas nos incisos III, IV e VIII do § 2º do art. 121 deste Código.
Coautoria
§ 3º Comunicam-se ao coautor ou partícipe as circunstâncias pessoais elementares do crime previstas no § 1º deste artigo.
Art. 129 do CP: Dobro da pena para o crime de lesão corporal
A antiga redação delimitava uma pena de detenção de 3 meses a 3 anos para o crime de violência doméstica.
Agora, os crimes de lesão corporal praticados contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou companheiro, ou contra pessoa com quem o réu tenha convivido, passam a ter pena de reclusão de 2 a 5 anos.
Antiga redação:
Violência Doméstica
§ 9o Se a lesão for praticada contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou companheiro, ou com quem conviva ou tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o agente das relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade:
Pena – detenção, de 3 meses a 3 anos.
Nova redação:
Violência Doméstica
§ 9o Se a lesão for praticada contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou companheiro, ou com quem conviva ou tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o agente das relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade:
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos.
Art. 141 do CP: Dobro da pena para os crimes contra a honra
O art. 141 do CP, que regula as causas de aumento para os crimes de calúnia, difamação e injúria passa a vigorar com um novo parágrafo, que dobra a pena caso sejam praticados por razões da condição do sexo feminino.
Antiga redação:
Art. 141, CP – As penas cominadas neste Capítulo aumentam-se de um terço, se qualquer dos crimes é cometido:
I – contra o Presidente da República, ou contra chefe de governo estrangeiro;
II – contra funcionário público, em razão de suas funções, ou contra os Presidentes do Senado Federal, da Câmara dos Deputados ou do Supremo Tribunal Federal;
III – na presença de várias pessoas, ou por meio que facilite a divulgação da calúnia, da difamação ou da injúria.
IV – contra criança, adolescente, pessoa maior de 60 (sessenta) anos ou pessoa com deficiência, exceto na hipótese prevista no § 3º do art. 140 deste Código.
§ 1º – Se o crime é cometido mediante paga ou promessa de recompensa, aplica-se a pena em dobro.
§ 2º Se o crime é cometido ou divulgado em quaisquer modalidades das redes sociais da rede mundial de computadores, aplica-se em triplo a pena.
Nova redação:
Art. 141, CP – As penas cominadas neste Capítulo aumentam-se de um terço, se qualquer dos crimes é cometido:
I – contra o Presidente da República, ou contra chefe de governo estrangeiro;
II – contra funcionário público, em razão de suas funções, ou contra os Presidentes do Senado Federal, da Câmara dos Deputados ou do Supremo Tribunal Federal;
III – na presença de várias pessoas, ou por meio que facilite a divulgação da calúnia, da difamação ou da injúria.
IV – contra criança, adolescente, pessoa maior de 60 (sessenta) anos ou pessoa com deficiência, exceto na hipótese prevista no § 3º do art. 140 deste Código.
§ 1º – Se o crime é cometido mediante paga ou promessa de recompensa, aplica-se a pena em dobro.
§ 2º Se o crime é cometido ou divulgado em quaisquer modalidades das redes sociais da rede mundial de computadores, aplica-se em triplo a pena.
§ 3º Se o crime é cometido contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, nos termos do § 1º do art. 121-A deste Código, aplica-se a pena em dobro.
Art. 147 do CP: Dobro da pena para o crime de ameaça
O art. 147 do CP, que tipifica o crime de ameaça, passa a vigorar com modificações. Ganhando dois novos parágrafos que indicam:
Esse crime terá a pena aplicada em dobro se cometido contra a mulher por razões da condição do sexo feminino;
A ação penal NÃO dependerá de representação da ofendida.
Vejamos o art. 147 completo:
Ameaça
Art. 147, CP – Ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de causar-lhe mal injusto e grave:
Pena – detenção, de um a seis meses, ou multa.
§ 1º Se o crime é cometido contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, nos termos do § 1º do art. 121-A deste Código, aplica-se a pena em dobro. (NR)
§ 2º Somente se procede mediante representação, exceto na hipótese prevista no § 1º deste artigo. (NR)
Lei de Contravenções Penais (Decreto-Lei nº 3.688/41): Pena aumentada para o triplo
Na contravenção penalde vias de fato, quando praticada contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, a pena será aumentada do triplo. Vejamos as modificações na redação:
Art. 21. Praticar vias de fato contra alguem:
Pena – prisão simples, de quinze dias a três meses, ou multa, de cem mil réis a um conto de réis, se o fato não constitue crime.
Parágrafo único. Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) até a metade se a vítima é maior de 60 (sessenta) anos.
§ 1º Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) até a metade se a vítima é maior de 60 (sessenta) anos.
§ 2º Se a contravenção é praticada contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, nos termos do § 1º do art. 121-A do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), aplica-se a pena em triplo. (NR)
Lei de Crimes Hediondos (Lei nº 8.072/90): Feminicídio como crime hediondo
Altera-se também a Lei dos Crimes Hediondos, que passa a reconhecer o feminicídio como crime hediondo.
Confira a nova redação:
Art. 1º São considerados hediondos os seguintes crimes, todos tipificados no Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal, consumados ou tentados:
Na Lei Maria da Penha, a pena para o crime de descumprimento de medida protetiva (art. 24-A) passa a ser de 2 a 5 anos de reclusão e multa. Antes a pena era de detenção de 3 meses a 2 anos.
Veja a mudança:
Antiga redação:
Art. 24-A. Descumprir decisão judicial que defere medidas protetivas de urgência previstas nesta Lei:
Pena – detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois) anos.
Nova redação:
Art. 24-A. Descumprir decisão judicial que defere medidas protetivas de urgência previstas nesta Lei:
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa.
Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210/84)
A Lei de Execução Penal (LEP) também passa a vigorar com diversas alterações significativas, analisemos cada uma delas a seguir:
O condenado não poderá contar com visita íntima ou conjugal.
Nova redação do art. 41 da LEP:
Art. 41 – Constituem direitos do preso:
X – visita do cônjuge, da companheira, de parentes e amigos em dias determinados;
§ 2º O preso condenado por crime contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, nos termos do § 1º do art. 121-A do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), não poderá usufruir do direito previsto no inciso X em relação à visita íntima ou conjugal.
Caso um condenado ou preso provisório por crime de violência doméstica ou familiar, ameaçar ou praticar novas violências contra a vítima ou seus familiares durante o cumprimento da pena, ele será transferido para presídio distante do local de residência da vítima.
Confira a nova redação do art. 86 da LEP:
Art. 86. As penas privativas de liberdade aplicadas pela Justiça de uma Unidade Federativa podem ser executadas em outra unidade, em estabelecimento local ou da União.
§ 4º Será transferido para estabelecimento penal distante do local de residência da vítima, ainda que localizado em outra unidade federativa, inclusive da União, o condenado ou preso provisório que, tendo cometido crime de violência doméstica e familiar contra a mulher, ameace ou pratique violência contra a vítima ou seus familiares durante o cumprimento da pena.
O feminicida terá de cumprir 55% da pena para usufruir da progressão de regime, valendo também para o réu for primário. Ademais, também está vedada a liberdade condicional.
Veja a nova redação do art. 112 da LEP:
Art. 112. A pena privativa de liberdade será executada em forma progressiva com a transferência para regime menos rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o preso tiver cumprido ao menos:
VI-A – 55% (cinquenta e cinco por cento) da pena, se o apenado for condenado pela prática de feminicídio, se for primário, vedado o livramento condicional;
Passa a ser obrigatório o uso de tornozeleira eletrônica em caso de saída temporária.
Passa a vigorar o art. 146-E da LEP:
Art. 146-E. O condenado por crime contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, nos termos do § 1º do art. 121-A do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), ao usufruir de qualquer benefício em que ocorra a sua saída de estabelecimento penal, será fiscalizado por meio de monitoração eletrônica.
Código de Processo Penal (Decreto-Lei nº 3.689/41): Prioridade de tramitação
Os processos que apurem a prática de crime hediondo ou violência contra a mulher terão prioridade de tramitação de feitos, independentemente de pagamento de custas.
Passa a vigorar o art. 364-A do CPP:
Art. 394-A. Os processos que apurem a prática de crime hediondo ou violência contra a mulher terão prioridade de tramitação em todas as instâncias.
§ 1º Os processos que apurem violência contra a mulher independerão do pagamento de custas, taxas ou despesas processuais, salvo em caso de má-fé.
§ 2º As isenções de que trata o § 1º deste artigo aplicam-se apenas à vítima e, em caso de morte, ao cônjuge, ascendente, descendente ou irmão, quando a estes couber o direito de representação ou de oferecer queixa ou prosseguir com a ação.
Vigência e Aplicação
A Lei nº 14.994/2024 entrou em vigor na data de sua publicação, no Diário Oficial da União, em 10 de outubro de 2024.
Sendo aplicável a todas as causas iniciadas após essa data, que tratem sobre o crime hediondo de feminicídio ou violência contra a mulher.
A Importância da Lei nº 14.994/2024 no combate ao feminicídio
Para concluir, a Lei nº 14.994/24, que aumenta as penas para o crime de feminicídio, representa um avanço no combate à violência contra as mulheres no Brasil.
Ao endurecer as punições, a legislação reafirma a importância de garantir maior proteção às vítimas e reforça o compromisso com a justiça e os direitos humanos.
Entretanto, é essencial que essa mudança seja acompanhada de políticas públicas efetivas e medidas preventivas, como o fortalecimento da rede de apoio às mulheres e a promoção da educação em direitos, a fim de alcançar resultados concretos e duradouros na erradicação desse tipo de crime.
O que a Lei 14.994/2024 altera?
A Lei 14.994/2024 tornou o feminicídio um crime autônomo, com pena de 20 a 40 anos de reclusão. Além disso:
– Acrescentou novas circunstâncias agravantes: como a prática do crime durante a gestação da vítima ou na presença de familiares; – Endureceu a progressão de regime e restringiu saídas temporárias para condenados; – Ampliou penas para crimes como lesão corporal, ameaça, crimes contra a honra e descumprimento de medidas protetivas; – Previu possibilidade de suspensão ou perda do poder familiar do agressor.
O que diz a lei da violência doméstica?
A Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) define que qualquer ação ou omissão baseada no gênero que cause danos físicos, psicológicos, sexuais, morais ou patrimoniais à mulher, no âmbito doméstico ou familiar, é crime, determinando medidas protetivas, punição ao agressor e assistência integral à vítima.
O que se enquadra em feminicídio?
Feminicídio corresponde ao assassinato de mulher por razões da condição do sexo feminino, geralmente no contexto de violência doméstica, menosprezo ou discriminação de gênero, e tornou-se um crime autônomo em 2024 com penas mais severas.
O que se enquadra em violência doméstica?
Violência doméstica engloba ações ou omissões que causem dano físico, psicológico, sexual, moral ou patrimonial à mulher por parte de familiares, companheiros, ex-companheiros ou qualquer pessoa do convívio doméstico, independentemente de laço sanguíneo, abrangendo agressões, ameaças, abusos e restrição de direitos.
Quanto é a fiança da Maria da Penha?
Nos crimes da Lei Maria da Penha, a autoridade policial não pode conceder fiança. Apenas o juiz pode decidir, caso a caso. Em situações graves, como lesão corporal dolosa, o crime pode ser inafiançável.
O que é crime passional?
Crime passional é um crime violento cometido sob forte emoção, como raiva ou ciúmes, geralmente movido por paixão, sem premeditação, e frequentemente acontece em contextos de relações íntimas ou familiares, sendo associado à violência doméstica e de gênero.
Qual a pena para lesão corporal leve na Lei Maria da Penha?
Lesão corporal leve, em situação de violência doméstica contra a mulher, tem pena de três meses a três anos de detenção, podendo ser agravada conforme circunstâncias e com possibilidade de aplicação de medidas protetivas urgentes.
Quais são as leis que protegem a mulher?
Além da Lei Maria da Penha, existem outras leis brasileiras de proteção à mulher:
– Lei do Feminicídio (Lei 13.104/2015 e atualizações); – Lei Carolina Dieckmann (Lei 12.737/2012); – Lei do Minuto Seguinte (Lei 12.845/2013); – Lei Joana Maranhão (Lei 12.650/2014); – Leis contra o Assédio e Importunação Sexual.
Qual é a diferença entre feminicídio e violência doméstica?
Violência doméstica refere-se a diversas formas de agressão ou abuso contra a mulher no contexto familiar, enquanto feminicídio é o assassinato da mulher motivado por sua condição de gênero, normalmente como agravamento máximo dentro do ciclo de violência doméstica.
O que é o crime de violência psicológica contra a mulher?
Violência psicológica contra a mulher consiste em qualquer conduta que cause dano emocional, diminuição da autoestima, controle de comportamentos, isolamento social, humilhação, ameaça, chantagem ou manipulação, sendo expressamente reconhecida e punida pela Lei Maria da Penha.
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