87% dos advogados adotam IA, e 75% defendem regulamentação

10 ago, 2026
Advogada utilizando inteligência artificial no notebook durante sua rotina jurídica.

A IA na advocacia já faz parte da rotina profissional. Pesquisa realizada pela Associação dos Advogados de São Paulo (AASP) mostra que 87,4% dos Advogados utilizam alguma ferramenta de inteligência artificial no exercício da profissão.

Ao mesmo tempo, segundo a divulgação da associação, 75% defendem uma regulamentação específica. No painel completo, o percentual exato é de 74,2%: 30,9% consideram a regulamentação urgente e 43,3% entendem que ela deve ocorrer com cautela.

O levantamento reuniu 1.149 respostas de pessoas associadas à AASP entre 14 de maio e 14 de julho de 2026. Embora tenham participado profissionais de 21 estados, 87,8% dos respondentes atuam em São Paulo. Portanto, os resultados retratam os participantes da pesquisa, e não necessariamente toda a advocacia brasileira.

JuridicoAI - Escreva peças processuais em minutos

Em quais tarefas os advogados já utilizam IA?

De acordo com a pesquisa, 62,1% dos participantes utilizam IA regularmente e 25,3% fazem uso ocasional.

Entre as atividades realizadas com o apoio da tecnologia, destacam-se:

A pergunta permitia a indicação de até três atividades. Por isso, os percentuais não devem ser somados.

Os dados mostram que a IA já participa de tarefas centrais da advocacia. Isso amplia os ganhos possíveis, mas também aumenta o impacto de eventuais erros sobre documentos e estratégias jurídicas.

Produtividade acompanhada de revisão

Para 84,3% dos participantes, a inteligência artificial aumenta a produtividade. O resultado ajuda a explicar a rápida incorporação dessas ferramentas ao trabalho jurídico.

A confiança nas respostas, porém, continua condicionada à supervisão: 75,4% afirmaram confiar no conteúdo produzido pela IA desde que façam a revisão. Apenas 0,3% declararam confiança plena.

Na prática, revisar não significa apenas corrigir a redação. O advogado precisa confirmar os fatos, conferir os dispositivos legais, localizar os precedentes mencionados e verificar se a argumentação se aplica ao caso concreto.

Leia também sobre Como editar peças jurídicas com IA: Saiba como melhorar sua peça com IA

Informações incorretas lideram os riscos

As chamadas “alucinações”, informações incorretas ou inexistentes apresentadas pela ferramenta, foram apontadas por 54% dos participantes como o principal risco da IA.

Em seguida, aparecem o uso sem supervisão humana, com 23,2%; a dependência excessiva da tecnologia, com 14%; e a violação do sigilo profissional com 7,2%.

Esses percentuais representam a percepção dos entrevistados e não significam que todos tenham enfrentado esses problemas. Ainda assim, mostram que uma ferramenta jurídica não deve ser avaliada apenas pela velocidade ou pela qualidade aparente do texto. Também importa saber se as informações e fontes podem ser verificadas.

Capacitação e ferramentas especializadas

Mesmo com a ampla adoção, 85,3% dos participantes reconhecem a necessidade de capacitação específica em inteligência artificial aplicada ao Direito.

Além disso, 90,3% acreditam que uma IA desenvolvida para a advocacia brasileira seria mais segura ou eficiente do que uma ferramenta genérica.

A pesquisa registra a percepção dos entrevistados, mas não compara tecnicamente plataformas específicas. Por isso, a especialização deve ser analisada em conjunto com outros critérios, como acesso às fontes, atualização das informações, proteção de dados e políticas de privacidade.

Regulamentação e cuidados práticos

A pesquisa mostra que aproximadamente três em cada quatro participantes defendem a regulamentação da IA na advocacia. O levantamento, entretanto, não apresenta uma proposta nem identifica exatamente quais regras cada pessoa considera necessárias.

Supervisão humana, sigilo profissional, proteção de dados, transparência e responsabilidade por erros são alguns pontos que podem integrar esse debate, considerando os riscos apontados pelos próprios participantes.

Enquanto regras específicas são discutidas, alguns cuidados podem ser adotados:

  • revisar o conteúdo produzido;
  • confirmar fontes, jurisprudências e dispositivos legais;
  • verificar a aplicação da resposta ao caso concreto;
  • evitar a inserção indiscriminada de informações sigilosas; e
  • manter a validação final sob responsabilidade profissional.

O apoio à regulamentação não representa necessariamente resistência à tecnologia. A mesma pesquisa mostra ampla adoção e percepção de ganhos de produtividade.

Com a IA incorporada à rotina jurídica, a questão deixa de ser apenas se os advogados utilizarão a tecnologia. O desafio passa a ser como empregá-la de forma verificável, segura e compatível com a responsabilidade profissional.

IA aplicada à rotina jurídica

A Jurídico AI reúne ferramentas desenvolvidas para apoiar advogados em atividades como pesquisa, organização de informações e elaboração de documentos jurídicos. 

A tecnologia auxilia o trabalho profissional, enquanto a revisão, a estratégia e a decisão permanecem sob responsabilidade do advogado. Conheça as funcionalidades da Jurídico AI.

Fontes:

JuridicoAI - Escreva peças processuais em minutos

Sobre o autor

<a href="https://juridico.ai/author/carlos/" target="_self">Carlos Silva</a>

Carlos Silva

Graduando em Direito, com expertise na elaboração de peças processuais, sólido conhecimento em Direito Civil e atuação como pesquisador na área de Direito Digital.

Redija peças de qualidade em poucos minutos com IA

Petições e peças ricas em qualidade

IA 100% treinada na legislação, doutrina e jurisprudência

Milhares de usuários já utilizam Juridico AI

Teste grátis

A IA já está transformando o Direito, e você?

Assine nossa newsletter e receba novidades antes de todo mundo.