Fraude bancária: entenda como funciona, principais golpes e como se proteger

19 ago, 2026
Entenda o que é fraude bancária, conheça os principais golpes e saiba como agir para proteger seus direitos.

Uma ligação aparentemente feita pelo banco, uma mensagem informando uma compra suspeita ou um pedido urgente para realizar um Pix podem parecer situações comuns do dia a dia. O problema é que criminosos utilizam justamente essas situações para convencer a vítima a fornecer dados, permitir acesso ao celular ou realizar operações que resultarão em prejuízo financeiro.

A fraude bancária pode acontecer de diferentes formas: por meio de engenharia social, falsas centrais de atendimento, phishing, clonagem de cartões, invasão de contas ou movimentações realizadas sem autorização do titular. Em alguns casos, o consumidor sequer percebe imediatamente que seus dados ou sua conta foram comprometidos.

Além do prejuízo financeiro, a vítima pode enfrentar dificuldades para bloquear operações, recuperar valores e demonstrar que determinada movimentação não foi realizada por ela. Em algumas situações, a fraude também pode envolver questões relacionadas ao estelionato, à responsabilidade civil e à relação de consumo.

O que você vai encontrar neste conteúdo:

  • Quais são os principais tipos de fraude bancária e como os criminosos atuam;
  • Como reconhecer sinais de que uma conta ou dado bancário foi comprometido;
  • O que fazer imediatamente depois de identificar uma fraude;
  • Como funciona a contestação de transações não reconhecidas;
  • Quando o banco pode ser responsabilizado pelos prejuízos;
  • Quais são os direitos do consumidor e os limites da responsabilidade da instituição financeira;
  • Quais cuidados ajudam a reduzir o risco de novos golpes.

O que é fraude bancária?

Fraude bancária é a utilização de meios fraudulentos para obter dinheiro, dados, acesso a contas ou vantagens indevidas relacionadas a serviços e operações financeiras. Ela pode envolver a própria conta do consumidor, cartões, Pix, transferências, empréstimos, aplicativos bancários ou outros produtos financeiros.

O termo é amplo e pode abranger situações juridicamente diferentes. Em um caso, o criminoso pode induzir a vítima a fazer uma transferência. Em outro, pode obter seus dados e contratar um empréstimo sem autorização. 

Também existem situações em que terceiros conseguem acessar a conta e realizar movimentações sem o conhecimento do titular.

Por isso, identificar uma fraude bancária não significa, por si só, que o banco será automaticamente responsável pelo prejuízo. 

A responsabilidade depende das circunstâncias do caso, especialmente da existência de falha na segurança ou na prestação do serviço e da relação entre essa falha e o dano sofrido.

Como funciona uma fraude bancária e quais são os principais objetivos dos criminosos?

Em geral, a fraude bancária começa com a tentativa de obter alguma vantagem sobre a vítima. O criminoso pode buscar dinheiro diretamente ou, primeiro, conseguir informações que permitam realizar uma operação financeira posteriormente.

Os principais objetivos costumam envolver:

  • Obter senhas, códigos ou credenciais de acesso;
  • Induzir a vítima a realizar uma transferência;
  • Acessar o aplicativo bancário;
  • Utilizar dados pessoais para contratar produtos financeiros;
  • Realizar compras ou saques com cartão;
  • Movimentar valores de uma conta comprometida;
  • Utilizar contas de terceiros para receber recursos provenientes de golpes.

Uma estratégia frequente é a chamada engenharia social. Nesse método, o criminoso explora a confiança, o medo ou a urgência da vítima. Em vez de simplesmente tentar invadir um sistema, ele procura convencer a própria pessoa a fornecer informações ou executar determinadas ações.

Um exemplo é a falsa central bancária:  O golpista afirma que identificou uma compra suspeita e orienta o cliente a realizar determinados procedimentos para “cancelá-la”. Na realidade, a vítima pode estar autorizando uma transferência, fornecendo um código de segurança ou permitindo acesso ao dispositivo.

O Banco Central alerta que falsas centrais podem utilizar ligações, mensagens e links para induzir clientes a executar procedimentos no aplicativo ou fornecer informações. 

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Diferença entre fraude bancária, golpe financeiro e estelionato

“Fraude bancária” e “golpe financeiro” são expressões amplas utilizadas para descrever diferentes práticas criminosas. Já o estelionato é um crime previsto no Código Penal, com requisitos jurídicos específicos.

O art. 171 do Código Penal caracteriza o estelionato como a obtenção de vantagem ilícita, em prejuízo de outra pessoa, mediante indução ou manutenção da vítima em erro por meio fraudulento. A legislação também prevê uma modalidade de fraude eletrônica, que abrange situações praticadas mediante informações fornecidas pela vítima ou por terceiro induzido a erro por meios como redes sociais, contatos telefônicos e correio eletrônico fraudulento, entre outros meios. 

Na prática, isso significa que nem todo uso cotidiano da palavra “fraude” corresponde necessariamente ao mesmo enquadramento criminal.

Por que as fraudes bancárias se tornaram cada vez mais comuns?

A expansão dos serviços financeiros digitais trouxe praticidade, mas também criou novas oportunidades para criminosos. Pagamentos, transferências e outras operações podem ser feitos pelo celular em poucos minutos, aumentando o potencial de prejuízo.

Os golpes também se tornaram mais sofisticados, com o uso de dados vazados, redes sociais, aplicativos de mensagens e técnicas de engenharia social.

Embora existam mecanismos de segurança, como autenticação, rastreabilidade, bloqueio cautelar e o MED, a tecnologia não elimina todos os riscos. 

Em muitos casos, o criminoso manipula a própria vítima para que ela autorize a operação sem perceber que está sendo enganada.

Principais tipos de fraude bancária

As fraudes bancárias podem assumir diferentes formatos. 

Algumas dependem de uma abordagem direta à vítima; outras envolvem comprometimento de dados, cartões ou dispositivos.

Conhecer os métodos mais comuns ajuda a identificar situações suspeitas antes que o prejuízo aconteça.

Golpes envolvendo Pix, transferências e pagamentos digitais

O Pix tornou as transferências mais rápidas e acessíveis, mas também passou a ser utilizado em diferentes modalidades de golpes.

Uma situação comum ocorre quando a vítima recebe uma mensagem ou ligação com uma história falsa e é convencida a enviar dinheiro para determinada conta. Também existem golpes envolvendo falsos vendedores, falsas cobranças, pedidos de transferência feitos em nome de conhecidos e situações em que o criminoso se passa por funcionário de uma instituição financeira.

É importante distinguir o golpe de um simples erro ou desacordo comercial, e quando houver fraude envolvendo Pix, a recomendação é comunicar a instituição financeira imediatamente e solicitar o MED. 

O pedido pode ser feito em até 80 dias da transação, e a recuperação dos valores depende da análise do caso e da existência de recursos na conta do fraudador ou de outros envolvidos. 

Portanto, o Pix não deve ser considerado uma operação sem possibilidade de contestação, mas também não existe garantia de recuperação automática do dinheiro.

Falsa central bancária, phishing e roubo de dados pessoais

Na falsa central bancária, o criminoso entra em contato com a vítima fingindo ser funcionário da instituição financeira.

A abordagem costuma começar com uma suposta movimentação suspeita. Em seguida, o golpista orienta a vítima a fornecer informações, acessar o aplicativo, clicar em um link ou realizar algum procedimento que, na verdade, favorece a fraude.

No phishing, a estratégia normalmente envolve mensagens, e-mails ou páginas falsas criadas para capturar dados.

Alguns sinais merecem atenção:

  • Pedido de senha ou código de autenticação;
  • Exigência de transferência para uma suposta “conta segura”;
  • Link enviado para atualização cadastral;
  • Solicitação para instalar aplicativo ou programa;
  • Ameaça de bloqueio imediato da conta;
  • Pressão para agir sem confirmar a informação por canais oficiais.

Clonagem de cartão e movimentações não reconhecidas

A clonagem de cartão é uma expressão popular usada para diferentes situações em que terceiros conseguem utilizar os dados do cartão ou realizar operações sem autorização do titular.

O problema pode aparecer como uma compra desconhecida, saque não reconhecido, contratação de crédito ou outra movimentação que o consumidor não realizou.

Ao identificar uma operação suspeita, é importante verificar os detalhes da transação e comunicar imediatamente à instituição financeira. A contestação deve ser formalizada e o consumidor deve guardar o protocolo e a resposta recebida.

A análise do caso pode depender de elementos como o tipo de operação, o meio utilizado, a autenticação empregada e os mecanismos de segurança existentes. 

Como identificar uma fraude bancária?

Uma fraude bancária pode ser identificada por uma movimentação financeira que o titular não reconhece ou por alterações inesperadas nos dados e nos mecanismos de acesso à conta.

Quanto mais cedo o problema for percebido, maiores tendem a ser as possibilidades de interromper novas operações e preservar informações importantes para a contestação.

Sinais de que uma conta ou dado bancário pode ter sido comprometido

Alguns sinais devem levar o consumidor a verificar imediatamente a segurança da conta:

  • Transferências ou Pix que não foram realizados pelo titular;
  • Compras desconhecidas no cartão;
  • Empréstimos ou contratos financeiros não reconhecidos;
  • Alterações inesperadas de senha ou dados cadastrais;
  • Novas chaves Pix que o titular não cadastrou;
  • Notificações de acesso em dispositivo desconhecido;
  • Mensagens sobre operações que não foram realizadas;
  • Recebimento de códigos de autenticação sem que tenha sido iniciada nenhuma operação.

Também é recomendável acompanhar periodicamente os produtos financeiros vinculados ao CPF. 

O Registrato, do Banco Central, permite consultar informações sobre contas e relacionamentos financeiros, entre outros dados. O BC também disponibiliza mecanismos como o BC PROTEGE+, voltado à prevenção da abertura de contas fraudulentas em nome do usuário. 

Como reconhecer abordagens suspeitas de criminosos?

A principal característica de muitas abordagens fraudulentas é a tentativa de fazer com que a vítima tome uma decisão rapidamente.

O ponto central é simples: os bancos não devem ser tratados como fonte de confiança apenas porque o interlocutor conhece alguns dados do cliente.

Informações como nome, CPF, número de telefone ou dados parciais da conta não comprovam que a pessoa do outro lado da ligação é realmente funcionária do banco.

Diante de uma abordagem inesperada:

  1. Encerre o contato;
  2. Não forneça senha, token ou código recebido por SMS;
  3. Não clique em links enviados pelo suposto atendente;
  4. Não instale aplicativos indicados durante a ligação;
  5. Procure o banco por um canal oficial;

Exemplos de situações comuns de fraude bancária

Imagine que uma pessoa recebe uma ligação informando que uma compra de alto valor foi realizada em seu cartão. O suposto funcionário diz que, para cancelar a operação, será necessário acessar o aplicativo e realizar alguns procedimentos.

A vítima segue as instruções e, sem perceber, autoriza uma transferência.

Nesse caso, não basta dizer que “a vítima fez o Pix”. É necessário analisar como a operação aconteceu, quais mecanismos de segurança estavam disponíveis e se havia elementos que permitiam à instituição identificar uma movimentação incompatível com o perfil do cliente.

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O que fazer ao sofrer uma fraude bancária

Ao identificar uma fraude bancária, a prioridade deve ser interromper novas movimentações, comunicar a instituição financeira e preservar as provas.

Não é recomendável esperar para reunir toda a documentação antes de avisar o banco. Algumas medidas, especialmente em fraudes envolvendo Pix, dependem de comunicação rápida.

Primeiras medidas para proteger a conta e reduzir prejuízos

As primeiras providências podem incluir:

  • Comunicar imediatamente o banco ou instituição de pagamento;
  • Bloquear cartão ou meio de pagamento comprometido;
  • Alterar senhas por canais oficiais, se houver suspeita de acesso indevido;
  • Solicitar a contestação das transações;
  • Verificar se foram contratados empréstimos ou outros produtos;
  • Solicitar o MED quando a fraude envolver Pix e estiver dentro das hipóteses aplicáveis;
  • Acompanhar a conta para identificar novas movimentações;
  • Preservar comprovantes e protocolos de atendimento.

No Pix, o Banco Central orienta a vítima a entrar em contato com a instituição o mais rapidamente possível para contestar a transação e solicitar o MED. O mecanismo permite o bloqueio e a análise dos valores recebidos, mas a devolução pode ser integral ou parcial, conforme a existência de recursos disponíveis. 

Registro de ocorrência e documentos importantes para comprovar a fraude

O boletim de ocorrência ajuda a formalizar o relato dos fatos e pode ser relevante para a investigação e para eventual discussão administrativa ou judicial.

Além do registro policial, é importante preservar documentos e informações capazes de reconstruir o que aconteceu.

Entre os elementos que podem ser úteis estão:

  • Extratos bancários;
  • Comprovantes de Pix e transferências;
  • Faturas do cartão;
  • Prints de mensagens;
  • E-mails recebidos;
  • Números de telefone utilizados pelos fraudadores;
  • Comprovantes de contratação;
  • Protocolos de atendimento;
  • Respostas fornecidas pelo banco;
  • Notificações do aplicativo;
  • Documentos relacionados a empréstimos ou outras operações contestadas.

Quanto mais organizada estiver a documentação, mais fácil tende a ser demonstrar a sequência dos acontecimentos.

O Banco Central também recomenda o registro de boletim de ocorrência e a apresentação dos documentos que comprovem o golpe quando a vítima procura os canais de atendimento. 

Comunicação com o banco e contestação de transações não reconhecidas

A contestação deve ser feita diretamente com a instituição financeira responsável pela operação, preferencialmente por canal que gere protocolo.

O consumidor deve informar quais transações não reconhece, quando percebeu o problema e quais providências já tomou.

É importante solicitar uma resposta formal sobre a contestação. Se o banco negar o ressarcimento, a justificativa da instituição pode se tornar relevante para avaliar os próximos passos.

No caso do Pix, o MED possui procedimento próprio. O pedido deve ser feito à instituição do pagador, que registra a contestação e inicia o procedimento de análise. Se houver confirmação de fraude e recursos disponíveis, poderá ocorrer devolução integral ou parcial. 

Se a solução administrativa não ocorrer, o consumidor pode procurar o Procon, registrar reclamação no Banco Central ou buscar o Poder Judiciário, conforme as circunstâncias do caso. 

Quais são os direitos da vítima de fraude bancária?

A vítima de fraude bancária pode ter direito ao ressarcimento dos prejuízos quando estiver demonstrada a responsabilidade da instituição financeira. Porém, essa conclusão não é automática.

O ponto central é verificar se houve defeito na prestação do serviço, se a fraude integra o risco da atividade bancária e se existe relação entre a atuação ou omissão da instituição e o dano sofrido.

Responsabilidade das instituições financeiras em casos de fraude

A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça consolidou, por meio da Súmula 479, o entendimento de que as instituições financeiras respondem objetivamente pelos danos decorrentes de fortuito interno relacionado a fraudes e delitos praticados por terceiros no âmbito das operações bancárias. 

Em termos simples, determinados riscos de fraude são considerados inerentes à própria atividade bancária. Nesses casos, o consumidor não precisa necessariamente demonstrar que houve intenção ou negligência específica de um funcionário do banco para discutir a responsabilidade civil.

O Código de Defesa do Consumidor prevê hipóteses capazes de afastar a responsabilidade objetiva, entre elas a inexistência de defeito na prestação do serviço e a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro. O STJ continua aplicando essas distinções em casos concretos. 

A jurisprudência recente reforça essa análise caso a caso. Em julho de 2026, por exemplo, o STJ destacou que a responsabilidade pelo golpe da falsa central não é automática quando não há transações incompatíveis com o perfil do cliente e fica caracterizada a inexistência de falha do serviço. 

Por outro lado, em junho de 2026, a Corte manteve decisão de responsabilização de instituição financeira em caso de falsa central envolvendo empréstimos e Pix de valores elevados, porque as operações eram incompatíveis com o perfil da consumidora e os mecanismos de prevenção não foram considerados eficazes. 

Esses julgamentos mostram por que não é correto afirmar simplesmente que “o banco sempre paga” ou que “se o cliente autorizou a operação, o banco nunca responde”. O resultado depende da dinâmica da fraude, das provas e da existência ou não de falha na segurança do serviço.

Relação entre fraude bancária e direito do consumidor

As relações entre consumidores e instituições financeiras estão submetidas ao Código de Defesa do Consumidor. O próprio STJ consolidou esse entendimento na Súmula 297

O art. 14 do CDC estabelece a responsabilidade objetiva do fornecedor de serviços pelos danos causados por defeitos relacionados à prestação do serviço, sem exigir, como regra, a demonstração de culpa.

Na prática, isso significa que uma discussão sobre fraude bancária pode envolver perguntas como:

  • O serviço oferecia a segurança que o consumidor legitimamente esperava?
  • A operação era compatível com o histórico de movimentação da conta?
  • Havia sinais de fraude que poderiam ter sido identificados?
  • A instituição adotou mecanismos de prevenção adequados?
  • Houve alguma conduta exclusiva do consumidor ou de terceiro capaz de romper o nexo causal?

A resposta a essas perguntas depende das provas do caso.

Quando buscar orientação jurídica para resolver o problema?

A orientação jurídica pode ser especialmente útil quando o prejuízo é relevante, a instituição financeira nega o ressarcimento ou existem dúvidas sobre quem deve responder pelo dano.

Também pode ser recomendável avaliar o caso com profissional habilitado quando houver:

  • Empréstimo ou financiamento não reconhecido;
  • Transferências ou Pix de valores elevados;
  • Várias operações fraudulentas em sequência;
  • Invasão de conta ou aplicativo;
  • Negativa administrativa do banco;
  • Bloqueio ou restrição decorrente de uma fraude;
  • Indícios de falha nos mecanismos de segurança;
  • Dificuldade para obter documentos ou informações sobre a operação.

A análise jurídica deve considerar os fatos concretos. Não existe uma solução única para todas as fraudes bancárias, e a existência de uma operação contestada não é suficiente, por si só, para determinar a responsabilidade da instituição.

Como evitar fraudes bancárias?

Nenhuma medida elimina totalmente o risco, mas alguns cuidados ajudam a reduzir as chances de golpes.

Desconfie de mensagens, ligações e links que envolvam pedidos de senha ou códigos, transferências para “contas seguras”, instalação de aplicativos, bloqueio urgente da conta ou pagamento antecipado para liberar empréstimos.

Na dúvida, encerre o contato e procure o banco pelos canais oficiais. Também é importante:

  • Usar senhas fortes e diferentes;
  • Manter aplicativos atualizados;
  • Não compartilhar códigos de autenticação;
  • Acompanhar extratos e faturas;
  • Conferir os dados antes de confirmar um Pix;
  • Evitar agir sob pressão ou urgência;
  • Limitar a exposição de dados pessoais;
  • Consultar regularmente as informações financeiras vinculadas ao CPF.

Se identificar uma movimentação suspeita, comunique o banco imediatamente, conteste a operação e preserve todos os documentos e registros relacionados ao golpe.

Do ponto de vista jurídico, a responsabilidade da instituição financeira depende das circunstâncias do caso e das provas sobre como a fraude ocorreu.

Conteúdo de caráter informativo. A análise de responsabilidade civil e das medidas judiciais ou administrativas adequadas depende das circunstâncias e das provas de cada caso.

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Sobre o autor

<a href="https://juridico.ai/author/jamile/" target="_self">Jamile Cruz</a>

Jamile Cruz

Pedagoga e estudante de Direito na UNEB. Pós-graduada em Direito Civil e Direito Digital. Apaixonada por educação, tecnologia e produção de conteúdo jurídico. Pesquisadora na área de proteção de dados e inovação no Direito.

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