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5 livros que todo advogado deveria ler

Jamile Cruz Jamile Cruz 20/08/2026 7 minutos
Descubra 5 livros que todo advogado deveria ler para ampliar sua visão sobre Direito, justiça, poder, punição, ética e sociedade, com obras de Beccaria, Orwell, Shakespeare, Foucault e Sandel.
5 livros que todo advogado deveria ler

A formação de um advogado não acontece apenas por meio da leitura de leis, códigos e decisões judiciais

Para compreender melhor o Direito, também é importante entrar em contato com obras que discutem justiça, poder, punição, ética e sociedade.

Pensando nisso, selecionamos cinco livros que podem contribuir para a formação de quem estuda ou trabalha com Direito. 

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1. Dos Delitos e das Penas, de Cesare Beccaria 

Publicado em 1764, Dos Delitos e das Penas, de Cesare Beccaria, é uma leitura indispensável para quem deseja desenvolver um olhar mais crítico sobre o Direito Penal.

Apesar de ter sido escrito há mais de 250 anos, o livro apresenta reflexões que continuam atuais. Beccaria analisa questões relacionadas à justiça, à punição e às formas mais eficientes de combater a criminalidade.

Um dos pontos centrais da obra é a ideia de que prevenir os crimes é melhor do que simplesmente aplicar punições. Para o autor, a utilidade da pena está também em impedir que o condenado volte a causar danos, evitando a reincidência.

Outro ponto muito interessante é a relação entre a certeza da punição e a sua intensidade. Beccaria defende que a certeza de um castigo, ainda que moderado, pode ser mais eficaz do que uma punição extremamente cruel acompanhada da esperança de impunidade.

Por isso, Dos Delitos e das Penas é uma daquelas obras que ajudam o profissional do Direito a ir além da simples aplicação da norma e a desenvolver senso crítico sobre o sistema penal.

2. Vigiar e Punir, de Michel Foucault 

Publicado em 1975, Vigiar e Punir, de Michel Foucault, é uma obra essencial para compreender a história das penas e das prisões.

Foucault apresenta uma análise das transformações pelas quais passaram as formas de punição ao longo da história, especialmente da época em que os castigos físicos eram extremamente cruéis até a formação de modelos de punição baseados na vigilância e no encarceramento.

A obra também permite retomar uma questão apresentada anteriormente em Dos Delitos e das Penas: a ideia de que penas mais cruéis não necessariamente tornam a sociedade melhor.

Ao analisar períodos históricos marcados por castigos físicos severos, Foucault mostra como as formas de punição foram sendo transformadas. A discussão ajuda o leitor a compreender que o sistema de penas não é algo imutável, mas resultado de diferentes transformações históricas e sociais.

Vigiar e Punir é, portanto, uma obra importante para quem deseja compreender não apenas como as penas são aplicadas, mas também por que determinadas formas de punição foram construídas e como elas se relacionam com o exercício do poder e da vigilância.

3. O Mercador de Veneza, de William Shakespeare

O Mercador de Veneza, de William Shakespeare, é uma obra teatral escrita no século XVI que, mesmo sendo um clássico, continua trazendo questões relevantes para os debates contemporâneos.

A obra apresenta temas como discriminação racial, intolerância e violência, assuntos que também podem ser observados sob diferentes perspectivas dentro do Direito e da sociedade.

Para o advogado, a leitura permite refletir sobre como os conflitos humanos podem chegar ao sistema de justiça carregados de preconceitos, interesses pessoais e sentimentos de vingança

A obra é uma ótima oportunidade para observar como questões relacionadas à discriminação e à intolerância podem influenciar relações sociais e conflitos que chegam à esfera jurídica.

Por isso, mesmo sendo uma obra escrita há séculos, O Mercador de Veneza continua sendo uma leitura interessante para quem gosta de clássicos e Direito, especialmente para quem deseja refletir sobre os limites entre justiça, vingança e preconceito.

4. A Revolução dos Bichos, de George Orwell 

Publicado em 1945, A Revolução dos Bichos, de George Orwell, apresenta uma história aparentemente simples, mas que permite inúmeras reflexões sobre poder, corrupção e organização da sociedade.

A obra é uma fábula política ambientada em uma fazenda. Os animais se revoltam contra o fazendeiro com o objetivo de construir uma sociedade igualitária. Porém, com o passar do tempo, os porcos, que assumem a liderança da revolução, acabam se tornando tão corruptos quanto os próprios humanos que haviam combatido.

Para quem estuda e trabalha com o  Direito, a obra pode ser especialmente interessante porque permite refletir sobre a relação entre poder e corrupção.

A história mostra como uma estrutura criada com determinada finalidade pode ser modificada por aqueles que passam a controlá-la. Essa discussão pode ser relacionada à própria compreensão das instituições, do exercício do poder e dos mecanismos utilizados para limitar abusos.

É também uma leitura bastante acessível. O livro é curto, utiliza uma narrativa simples e consegue abordar questões políticas complexas por meio de uma fábula.

Por isso, A Revolução dos Bichos pode ser uma ótima escolha para quem deseja ampliar sua capacidade de analisar criticamente as relações de poder, autoridade e corrupção, temas que aparecem constantemente no universo jurídico.

5. Justiça: O que é fazer a coisa certa, de Michael Sandel 

Para fechar a lista, chegamos ao único livro do século XXI: Justiça: O que é fazer a coisa certa, publicado em 2008 por Michael Sandel, professor da Universidade Harvard.

O livro apresenta diversas situações hipotéticas e casos reais para provocar reflexões sobre questões éticas relacionadas ao Direito, à política e à economia.

E é justamente aí que está uma das maiores contribuições da obra para quem estuda Direito: ela mostra como pode ser complexa a tentativa de determinar o que é justo.

No Direito, nem tudo é preto no branco. Muitas situações exigem interpretação, ponderação e análise de diferentes argumentos antes que seja possível chegar a uma conclusão.

Essa característica aparece constantemente na prática jurídica e processual. O advogado precisa analisar os fatos apresentados, identificar os interesses envolvidos, interpretar as normas aplicáveis e construir uma argumentação capaz de sustentar sua posição.

O livro de Sandel ajuda a desenvolver justamente essa capacidade de questionar, refletir e analisar diferentes perspectivas.

Por isso, Justiça: O que é fazer a coisa certa é uma excelente leitura para quem deseja compreender que o Direito não se resume à aplicação mecânica de regras. Existe uma dimensão de ética, filosofia e reflexão sobre justiça que acompanha diversas decisões jurídicas.

Precisando de tempo para ler seus livros?

A rotina da advocacia envolve muito mais do que estudar Direito. 

Entre prazos, elaboração de peças, análise de documentos, acompanhamento de processos e outras tarefas operacionais, encontrar tempo para uma boa leitura pode acabar ficando em segundo plano. 

Nesse cenário, a Jurídico AI pode ajudar o advogado a desafogar parte dessas atividades e tornar a rotina mais organizada e produtiva, deixando mais tempo e espaço para aquilo que também contribui para sua formação e bem-estar, como ler um bom livro. 

Teste a Jurídico AI grátis agora mesmo e descubra como simplificar sua rotina jurídica. 

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Jamile Cruz Jamile Cruz 20/08/2026

FAQ

O que é a Jurídico AI e quem está por trás?

A Jurídico AI é uma plataforma de inteligência artificial para o contencioso trabalhista de médias e grandes empresas. A plataforma lê os processos da empresa, extrai dados estruturados e entrega dossiês de defesa, preparação de audiências e relatórios de passivo em tempo real, para que o departamento jurídico tenha visibilidade e controle sem depender de consolidação manual. Fundada em 2023 por Cesar Orlando (CEO), Marco Barcelos (CTO) e Pedro Tibau, advogado, a empresa reúne experiência em tecnologia e no mercado jurídico brasileiro. A plataforma está em operação desde janeiro de 2024, com investidores estratégicos e infraestrutura certificada Google Cloud Platform.

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