Jurídico AI lança plataforma para gestão e inteligência do contencioso trabalhista para departamentos jurídicos.

Saiba mais
Notícias sobre Direito

Nova Lei do Luto Parental entra em vigor em agosto de 2025 no Brasil

Carlos Moura Carlos Moura 16/07/2025 8 minutos
A Nova Lei do Luto Parental entra em vigor em agosto de 2025 e garante acolhimento, apoio psicológico e direitos às famílias enlutadas no Brasil.
Nova Lei do Luto Parental entra em vigor em agosto de 2025 no Brasil

A dor da perda gestacional, fetal ou neonatal é profunda, silenciosa e muitas vezes invisibilizada. 

Por muito tempo, famílias brasileiras enfrentaram esse luto sem o acolhimento adequado, em meio a estruturas hospitalares que não estavam preparadas para lidar com tamanha fragilidade emocional. Mas essa realidade está prestes a mudar.

A partir de agosto de 2025, entra em vigor em todo o país a Lei do Luto Parental (Lei 15.139/2025), que estabelece uma política nacional de atendimento digno e humanizado para pais e mães que passam por esse momento tão delicado. 

Dessa forma, a nova legislação determina uma série de medidas obrigatórias que impactam diretamente o funcionamento de hospitais públicos e privados, promovendo acolhimento, escuta ativa e respeito às necessidades emocionais dessas famílias.

Neste artigo, você vai entender o que muda com a nova lei, quais são os principais direitos garantidos aos pais e mães enlutados, e por que essa iniciativa representa um avanço histórico na humanização da saúde no Brasil. 

Continue a leitura e saiba como essa nova política pública pode transformar o cuidado com o luto em nosso país — oferecendo dignidade onde antes havia silêncio.

JuridicoAI - Escreva peças processuais em minutos

O que muda com a Lei do Luto Parental?

Aprovada em maio de 2025, a Lei nº 15.139/25, chamada de  Lei do Luto Parental, estabelece uma série de medidas para garantir acolhimento, dignidade e respeito às famílias que enfrentam a perda gestacional, fetal ou neonatal. 

Confira os principais pontos da nova lei:

  • Acomodação separada para mães enlutadas: as maternidades deverão garantir um espaço físico separado para as mães que perderam seus bebês, evitando o contato com outras puérperas e recém-nascidos. O objetivo é minimizar o sofrimento emocional e proporcionar um ambiente mais acolhedor e respeitoso.
  • Direito ao momento de despedida: a família passa a ter direito a um local apropriado e um tempo suficiente para se despedir do bebê, com a presença de pessoas previamente autorizadas pelos pais. Essa medida reconhece a importância do rito de despedida para o processo de luto.
  • Registro simbólico do bebê: os pais poderão registrar simbolicamente o nome escolhido para o bebê natimorto, além de solicitar itens como impressões digitais e plantares, fotos e outros elementos que preservem a memória da criança, se assim desejarem.
  • Acompanhante no parto, mesmo em caso de perda: a presença de um acompanhante de livre escolha da gestante é garantida durante o parto, inclusive nos casos de natimorto ou quando a perda for identificada no momento do parto. Essa medida reforça o direito ao apoio emocional da mulher em um momento delicado.
  • Encaminhamento para apoio psicológico pós-alta: após a alta hospitalar, os profissionais de saúde deverão encaminhar a família para acompanhamento psicológico contínuo, preferencialmente realizado em domicílio ou na unidade de saúde mais próxima da residência, conforme a situação.
  • Investigação da causa da perda: a lei determina que a equipe médica realize, sempre que possível, exames para investigar a causa da perda gestacional, fetal ou neonatal. O resultado deve ser compartilhado com a família de forma clara e sensível, respeitando seu direito à informação.
  • Apoio nos trâmites de sepultamento ou cremação: a assistência social dos hospitais deve prestar apoio às famílias nos procedimentos relacionados ao sepultamento ou cremação do bebê, considerando as crenças, vontades e necessidades da família.
  • Capacitação de profissionais de saúde: médicos, enfermeiros e demais membros da equipe de saúde deverão receber formação específica e continuada para lidar com situações de luto parental, com foco na escuta ativa, empatia, acolhimento e respeito.
  • Campanhas de conscientização sobre o luto: a lei prevê que estados e municípios desenvolvam campanhas públicas permanentes de conscientização sobre o luto gestacional, neonatal e infantil. O objetivo é combater o tabu que envolve o tema e fomentar a empatia social com as famílias enlutadas.
  • Oficialização do mês de outubro como o Mês do Luto Gestacional, Neonatal e Infantil: o mês de outubro foi instituído oficialmente para dar visibilidade à causa. Durante esse período, o poder público deverá promover ações educativas, eventos e espaços de escuta voltados ao enfrentamento do luto e à valorização da memória dos bebês.

Confira a seguir um resumo das principais garantias da Lei do Luto Parental: 

Resumo das principais garantias da Lei do Luto Parental.

Políticas Públicas que Humanizam: a importância da Lei do Luto Parental

A Lei do Luto Parental representa um avanço na humanização do atendimento à saúde, promovendo respeito, acolhimento e dignidade para famílias em um dos momentos mais difíceis de suas vidas.

Dessa forma, a implementação da Lei do Luto Parental marca um novo capítulo na atenção à saúde das famílias brasileiras. 

Com a entrada em vigor das novas regras, hospitais e profissionais de saúde passam a ter um compromisso ainda maior com o acolhimento e a escuta ativa, reconhecendo o impacto emocional da perda gestacional, fetal ou neonatal. 

O suporte psicológico e social, agora garantido por lei, contribui para que mães, pais e familiares possam vivenciar o luto de maneira mais amparada e menos solitária.

Além disso, a capacitação dos profissionais e a promoção de campanhas de conscientização ampliam o debate sobre o luto parental em toda a sociedade. 

O reconhecimento oficial do mês de outubro como período de reflexão e informação sobre o tema incentiva a quebra de tabus e a valorização do cuidado humanizado. 

Dessa forma, a legislação não apenas transforma a rotina hospitalar, mas também estimula uma mudança cultural em relação à dor dessas famílias.

Por fim, a Lei do Luto Parental demonstra que políticas públicas sensíveis às necessidades emocionais e sociais da população são fundamentais para a construção de um sistema de saúde mais justo e empático. 

O avanço representa um passo importante para garantir que o luto seja vivido com dignidade, respeito e apoio, promovendo acolhimento real em um dos momentos mais delicados da vida.

Confira também nossa página sobre ChatGPT para Advogados: menos pesquisa, mais resultados na sua advocacia

JuridicoAI - Escreva peças processuais em minutos

Quando entra em vigor a Lei do Luto Parental no Brasil?

A Lei do Luto Parental (Lei nº 15.139/2025) entra em vigor em agosto de 2025 em todo o território nacional. 

Aprovada em maio de 2025, a legislação estabelece uma política nacional de atendimento digno e humanizado para pais e mães que passam por perda gestacional, fetal ou neonatal.

Quais são os principais direitos garantidos às mães enlutadas nos hospitais?

As mães enlutadas têm direito a acomodação separada, evitando o contato com outras puérperas e recém-nascidos para minimizar o sofrimento emocional. 

Também é garantido o direito ao acompanhante de livre escolha durante o parto, mesmo em casos de natimorto, e encaminhamento para apoio psicológico após a alta hospitalar.

Como funciona o direito ao momento de despedida previsto na lei?

A família passa a ter direito a um local apropriado e tempo suficiente para se despedir do bebê, com a presença de pessoas previamente autorizadas pelos pais. Essa medida reconhece a importância do rito de despedida para o processo de elaboração do luto.

O que é o registro simbólico do bebê?

Os pais poderão registrar simbolicamente o nome escolhido para o bebê natimorto, além de solicitar itens como impressões digitais, fotos e outros elementos que preservem a memória da criança, caso assim desejem. Essa medida valoriza a existência e a memória do bebê.

Quais são as obrigações dos hospitais em relação à investigação da causa da perda?

A lei determina que a equipe médica realize, sempre que possível, exames para investigar a causa da perda gestacional, fetal ou neonatal. O resultado deve ser compartilhado com a família de forma clara e sensível, respeitando seu direito à informação sobre o ocorrido.

Como os profissionais de saúde devem se preparar para aplicar a nova lei?

Médicos, enfermeiros e demais membros da equipe de saúde deverão receber formação específica e continuada para lidar com situações de luto parental. O treinamento tem foco na escuta ativa, empatia, acolhimento e respeito às necessidades emocionais das famílias.

Qual é o papel do assistente social no atendimento às famílias enlutadas?

A assistência social dos hospitais deve prestar apoio às famílias nos procedimentos relacionados ao sepultamento ou cremação do bebê, considerando as crenças, vontades e necessidades específicas de cada família durante esse processo delicado.

Qual foi o mês escolhido como o Mês do Luto Gestacional, Neonatal e Infantil?

A lei oficializou o mês de outubro para dar visibilidade à causa do luto parental. Durante esse período, o poder público deve promover ações educativas, eventos e espaços de escuta voltados ao enfrentamento do luto e à valorização da memória dos bebês, além de campanhas de conscientização para combater o tabu que envolve o tema.

Carlos Moura Carlos Moura 16/07/2025

FAQ

O que é a Jurídico AI e quem está por trás?

A Jurídico AI é uma plataforma de inteligência artificial para o contencioso trabalhista de médias e grandes empresas. A plataforma lê os processos da empresa, extrai dados estruturados e entrega dossiês de defesa, preparação de audiências e relatórios de passivo em tempo real, para que o departamento jurídico tenha visibilidade e controle sem depender de consolidação manual. Fundada em 2023 por Cesar Orlando (CEO), Marco Barcelos (CTO) e Pedro Tibau, advogado, a empresa reúne experiência em tecnologia e no mercado jurídico brasileiro. A plataforma está em operação desde janeiro de 2024, com investidores estratégicos e infraestrutura certificada Google Cloud Platform.

Quanto tempo leva para a equipe estar operando?

Quem vai usar a plataforma precisa de treinamento?

Com quais sistemas de RH existe integração?

Quais as vantagens de usar a Jurídico AI?

Notícias mais lidas

Direito Civil

  1. 1 Apresentação de memoriais: o que significa e qual o prazo? 26/08/26 → Ler artigo
  2. 2 7 erros comuns ao usar jurisprudência e como evitá-los 25/08/26 → Ler artigo
  3. 3 Execução e cumprimento de sentença: qual a diferença? 25/08/26 → Ler artigo
  4. 4 Como rescindir um contrato? 22/08/26 → Ler artigo
  5. 5 Multa contratual pode ser abusiva? 22/08/26 → Ler artigo
  6. 6 Quando o direito de arrependimento não se aplica? 21/08/26 → Ler artigo
  7. 7 Como antecipar na petição inicial possíveis pontos da contestação 21/08/26 → Ler artigo
  8. 8 Fraude bancária: entenda como funciona, principais golpes e como se proteger 19/08/26 → Ler artigo
  9. 9 Modelo de contrato de financiamento imobiliário [cláusulas essenciais] 19/08/26 → Ler artigo
  10. 10 Qual a diferença entre calúnia, difamação e injúria? 19/08/26 → Ler artigo

Direito Penal

  1. 1 Individualização da pena: como funciona e quais critérios devem ser analisados 26/08/26 → Ler artigo
  2. 2 Apresentação de memoriais: o que significa e qual o prazo? 26/08/26 → Ler artigo
  3. 3 Crime de Prevaricação no Código Penal: Tipos e Pena 23/08/26 → Ler artigo
  4. 4 Superlotação de presídios autoriza a progressão antecipada de regime? 13/08/26 → Ler artigo
  5. 5 Como calcular a progressão de regime? Veja os percentuais e a data-base 13/08/26 → Ler artigo
  6. 6 Progressão de Regime: Entenda os requisitos e como funciona 10/08/26 → Ler artigo
  7. 7 Quando o “olheiro” responde por tráfico de drogas? Entenda a decisão do STJ  04/08/26 → Ler artigo
  8. 8 Queixa-Crime: O Guia Definitivo para Potencializar sua Atuação Penal 28/07/26 → Ler artigo
  9. 9 Injúria: Definição legal, consequências e atuação jurídica 20/05/26 → Ler artigo
  10. 10 Lei 15.397/2026: Mudanças no Código Penal 06/05/26 → Ler artigo

Notícias sobre Direito

  1. 1 STJ cria dois circuitos para o filtro de relevância; entenda como funcionarão 25/08/26 → Ler artigo
  2. 2 STF valida restrição à recuperação judicial de devedor contumaz 25/08/26 → Ler artigo
  3. 3 CNJ muda regra do ITCMD no inventário extrajudicial: Entenda 20/08/26 → Ler artigo
  4. 4 STF amplia medidas protetivas da Lei Maria da Penha para casos sem vínculo doméstico 20/08/26 → Ler artigo
  5. 5 STF proíbe alíquota maior de IPTU com base na área do imóvel 18/08/26 → Ler artigo
  6. 6 STJ: envio de pornografia sem consentimento pode configurar importunação sexual 17/08/26 → Ler artigo
  7. 7 Casas Bahia: Entenda o pedido de recuperação judicial 17/08/26 → Ler artigo
  8. 8 Candidato inelegível pode registrar candidatura? Entenda o caso Pablo Marçal 17/08/26 → Ler artigo
  9. 9 OAB pede veto ao projeto que aumenta as custas na Justiça Federal 14/08/26 → Ler artigo
  10. 10 STJ fixa limites ao testemunho indireto na decisão de pronúncia 13/08/26 → Ler artigo

Jurídico

  1. 1 O print certo, no lugar errado, não convence ninguém: Onde e como posicionar provas em peças processuais? 25/08/26 → Ler artigo
  2. 2 IA evoluindo rápido e honorários pressionados: qual é o segredo para o sucesso financeiro num mundo que tenta ser “AI-first”? 25/08/26 → Ler artigo
  3. 3 Como deve ser monitoramento de processos num mundo com IA? 25/08/26 → Ler artigo
  4. 4 Despesas processuais: o que são, quais são e quem paga? 24/08/26 → Ler artigo
  5. 5 Preso pode votar? Entenda o que diz a lei! 23/08/26 → Ler artigo
  6. 6 Quando vale a pena recorrer de uma sentença? Entenda! 21/08/26 → Ler artigo
  7. 7 5 livros que todo advogado deveria ler 20/08/26 → Ler artigo
  8. 8 Quanto tempo tenho para entrar com uma ação na Justiça? Entenda os prazos 20/08/26 → Ler artigo
  9. 9 Como saber se fui citado em um processo? 18/08/26 → Ler artigo
  10. 10 Qual a diferença entre jurisprudência e súmula? 18/08/26 → Ler artigo

Recentemente publicadas

  • Entenda o que é sobrepartilha de bens, quando ela é necessária, como funciona, qual o rito, o valor da causa e o prazo para requerê-la.
    Direito de Família

    Sobrepartilha de bens: entenda como funciona e quando fazer

    Entenda o que é sobrepartilha de bens, quando ela é necessária, como funciona, qual o rito, o valor da causa e o prazo para requerê-la.

    → Ler artigo
    26 ago, 2026
  • Individualização da pena: como funciona e quais critérios devem ser analisados
    Direito Penal

    Individualização da pena: como funciona e quais critérios devem ser analisados

    A individualização da pena orienta a definição da sanção no caso concreto. Entenda suas etapas, a relação com a dosimetria e quais critérios exigem atenção na análise da pena.

    → Ler artigo
    26 ago, 2026
  • Apresentação de memoriais e prazo para o advogado
    Direito Civil

    Apresentação de memoriais: o que significa e qual o prazo?

    A apresentação de memoriais pode ocorrer em diferentes momentos do processo e não possui um prazo único. Entenda o conceito, quando são utilizados e quais cuidados observar.

    → Ler artigo
    26 ago, 2026
  • A empresa pode demitir durante as férias? Entenda as regras sobre dispensa, aviso-prévio, retorno ao trabalho e estabilidade após o período de descanso.
    Direito Trabalhista

    A empresa pode demitir durante as férias?

    A empresa pode demitir durante as férias? Entenda as regras sobre dispensa, aviso-prévio, retorno ao trabalho e estabilidade após o período de descanso.

    → Ler artigo
    25 ago, 2026
  • STJ cria dois circuitos para o filtro de relevância dos recursos especiais
    Notícias sobre Direito

    STJ cria dois circuitos para o filtro de relevância; entenda como funcionarão

    O STJ criou dois circuitos para o filtro de relevância: um destinado à solução do caso concreto e outro voltado à formação de teses jurídicas.

    → Ler artigo
    25 ago, 2026

Modelos Jurídicos

Veja mais
  • 26 ago, 2026
    Entenda como funciona a sobrepartilha extrajudicial e confira um modelo de escritura pública para regularizar bens descobertos após a partilha.

    Modelo de Sobrepartilha de Bens Extrajudicial [atualizado]

    Entenda como funciona a sobrepartilha extrajudicial e confira um modelo de escritura pública para regularizar bens descobertos após a partilha.

    → Ler artigo
  • 26 ago, 2026
    Confira um modelo de sobrepartilha judicial completo e editável, com fundamentação jurídica, legislação aplicável e estrutura para adaptar a petição ao caso concreto.

    Modelo de Sobrepartilha Judicial: veja como elaborar a petição

    Confira um modelo de sobrepartilha judicial completo e editável, com fundamentação jurídica, legislação aplicável e estrutura para adaptar a petição ao caso concreto.

    → Ler artigo
  • 25 ago, 2026
    Confira um modelo de Pedido de Desbloqueio de Valores Salariais para casos em que a constrição judicial atinge verba de natureza alimentar, com fundamentos no CPC e jurisprudência aplicável.

    Modelo de Pedido de Desbloqueio de Valores Salariais 2026

    Confira um modelo de Pedido de Desbloqueio de Valores Salariais para casos em que a constrição judicial atinge verba de natureza alimentar, com fundamentos no CPC e jurisprudência aplicável.

    → Ler artigo

Nossos produtos

  • Plataforma Jurídico AI para advogados Para advogados e escritórios

    IA para geração de peças e acompanhamento de casos

    Redação de peças, pesquisa de jurisprudência, transcrição de audiências e acompanhamento de casos. Com o seu tom de voz e o seu timbrado.

    Conhecer o produto
  • Plataforma Jurídico AI para departamentos jurídicos Para departamentos jurídicos

    IA para gestão do contencioso trabalhista

    Análise de processos, identificação de riscos e automação das rotinas do jurídico interno.

    Conhecer o produto