Jurídico AI lança plataforma para gestão e inteligência do contencioso trabalhista para departamentos jurídicos.

Saiba mais
Direito Civil

Nova Lei dos Seguros entra em vigor em 2026: Quais são as principais mudanças?

Carlos Moura Carlos Moura 09/12/2025 7 minutos
Nova lei de seguros traz liberdade contratual, prazos para sinistros e proibição de cancelamento unilateral. Saiba o que muda para todos os envolvidos.
Nova Lei dos Seguros entra em vigor em 2026: Quais são as principais mudanças?

O Brasil acaba de ganhar um novo marco regulatório para o setor: a Lei 15.040/2024, conhecida como Marco Legal dos Seguros, entra em vigor em dezembro de 2025. 

A nova lei busca modernizar o mercado de seguros, simplificar normas, reforçar a proteção ao consumidor e trazer segurança jurídica para seguradoras, corretores e clientes.

Diante disso, a proposta é transformar o cenário regulatório brasileiro, estimulando investimentos, inovação e confiança nas contratações. 

A seguir, confira os principais pontos da lei 15.040/24, os impactos práticos e o que muda para quem contrata ou oferece seguros.

JuridicoAI - Escreva peças processuais em minutos

O que é o Marco Legal dos Seguros e por que ele foi criado?

O Marco Legal dos Seguros (Lei n.° 15.040/2024) regula os contratos de seguro privados no Brasil e foi criada para atualizar normas que estavam dispersas e desatualizadas. 

A lei estabelece um arcabouço claro e moderno para contratos de seguro, regulação de sinistros, deveres das partes, prazos e procedimentos de regulação. 

A criação da lei responde à necessidade de fortalecer o setor, facilitar o acesso dos consumidores aos seguros, reduzir assimetrias de informação, aumentar a concorrência e promover crescimento sustentável da economia sem pressão inflacionária. 

Quais as principais mudanças introduzidas pela nova lei do Marco Legal dos Seguros?

A nova legislação (Lei n.° 15.040/2024) introduz diversas inovações que afetam contratos, apólices, sinistros, prazos e deveres de segurados e seguradoras. 

Entre as principais mudanças estão:

  • Liberdade contratual ampliada, permitindo apólices mais flexíveis e adaptadas a diferentes perfis de risco e necessidades.

  • Dever de informações mais claros: o segurado deve responder questionário de risco no momento da contratação, declarando apenas o que for perguntado, e comunicar qualquer agravamento de risco. O sigilo ou omissão pode levar à perda de cobertura. 

  • Prazos definidos para regulação de sinistros: a seguradora tem prazo máximo para manifestar cobertura e, uma vez aceita a cobertura, prazo para pagamento da indenização. Esses prazos visam dar previsibilidade e segurança ao segurado. 

  • Proibição de cancelamento unilateral do contrato por parte da seguradora: salvo nas hipóteses previstas em lei. Isso aumenta a estabilidade e previsibilidade para segurados. 

  • Regras de prescrição e prazo para ações: a lei redefine prazos para que segurados ou beneficiários ingressem com ações contra seguradoras, levando em conta datas de ciência da recusa ou do evento. 

  • Transparência e clareza nas cláusulas contratuais: cláusulas abusivas ou ambíguas devem ser interpretadas em favor do segurado. 

Essas e outras mudanças posicionam o setor de seguros como mais moderno, confiável e alinhado com padrões internacionais. 

Quem ganha e quem precisa se adaptar com a nova lei do Marco Legal dos Seguros?

A nova Lei n.° 15.040/2024 afeta diretamente segurados, seguradoras, corretores, beneficiários e o mercado como um todo

Cada grupo terá adaptações e oportunidades distintas:

Para segurados e beneficiários:

  • Maior segurança e transparência nas apólices.
  • Cobertura mais clara e menores riscos de negativas arbitrárias de cobertura.
  • Prazos definidos para regulação de sinistros e indenizações, o que reduz incertezas.

Para seguradoras e corretores:

  • Necessidade de revisar contratos, questionários de risco e procedimentos internos.
  • Intenção de inovar com produtos personalizados, abrindo espaço para novas modalidades de seguro e maior competitividade.

Para o mercado em geral:

  • Possível entrada de novos players (insurtechs, brokers, empresas especializadas) graças à flexibilidade normativa.
  • Crescimento do setor de seguros como instrumento de apoio à economia e à segurança produtiva.

A partir de quando as regras passam a valer?

A Lei 15.040/2024 foi sancionada em 10 de dezembro de 2024 e entra em vigor a partir de 11 de dezembro de 2025, criando um novo marco para contratos de seguro no Brasil.

Para contratos novos ou renovados, a aplicação será imediata. Contratos antigos podem requerer atenção para adequação às novas regras, especialmente em cláusulas relativas a prazos de sinistro, dever de informação e condições de cancelamento.

Nova Lei dos Seguros entra em vigor em 2025 Quais são as principais mudanças.

Quais riscos ou desafios surgem com a nova lei Marco Legal dos Seguros?

Embora a lei represente modernização e avanço, há desafios para sua implementação:

  • Atualização dos sistemas e processos das seguradoras para cumprir os novos prazos e obrigações legais.

  • A necessidade de elaboração cuidadosa de questionários de risco e cláusulas contratuais, sob pena de disputas judiciais.

  • Necessidade de capacitação de corretores e profissionais do setor para operar sob a nova regulação.

  • Adaptação dos segurados: compreensão clara dos deveres de informação e obrigações contratuais para evitar perda de cobertura.

  • Possibilidade de complexidade inicial em casos de sinistros com múltiplos beneficiários ou situações atípicas, em que a lei admite exceções.

Esses pontos exigem atenção e preparo jurídico e administrativo, tanto para quem oferece seguro quanto para quem contrata.

Como advogados podem orientar clientes diante da nova lei de seguros?

Advogados podem orientar clientes oferecendo leitura técnica da nova lei, explicando deveres, riscos e oportunidades antes da contratação ou renovação de seguros. 

Essa orientação jurídica é essencial porque a Lei n° 15.040/2024 altera regras de informação, cobertura, sinistro e interpretação contratual, exigindo atenção detalhada ao que segurados e seguradoras precisam cumprir para evitar litígios.

A atuação preventiva do advogado agora deve incluir revisão das apólices, análise do questionário de risco, verificação das cláusulas de exclusão e identificação de eventuais ambiguidades que possam gerar conflito futuro. 

O profissional também deve explicar ao cliente o impacto da transparência exigida pela nova lei, sobretudo no dever de declarar circunstâncias que agravem o risco segurado.

Para empresas que contratam seguros complexos, como seguros de responsabilidade civil, seguros empresariais, seguro-garantia ou seguros de transporte, o advogado cumpre papel estratégico ao alinhar o contrato com a realidade operacional do negócio. 

Isso evita descobertas de risco tardias, negativas de cobertura e disputas judiciais que poderiam ser prevenidas.

No relacionamento com seguradoras e corretores, o advogado deve orientar o cliente a manter registros de comunicação, documentos comprobatórios e relatórios internos de risco. 

A nova lei reforça a necessidade de documentação clara, o que pode influenciar diretamente o desfecho de sinistros.

A preparação do segurado também deve incluir compreensão sobre prazos prescricionais, regras de indenização, hipóteses de recusa e protocolo correto de sinistros

Dessa forma, a educação jurídica do cliente reduz conflitos e fortalece a segurança na contratação. 

O que a nova lei representa para o futuro do mercado de seguros no Brasil?

A nova Lei n.° 15.040/2024 representa o início de uma nova era para o setor de seguros no Brasil, marcada por maior previsibilidade, segurança jurídica e competitividade. 

Assim, com regras claras e equilíbrio entre direitos e deveres, o mercado deve se tornar mais atraente para investidores e novos entrantes, estimulando inovação, oferta de produtos customizados e ampliação da penetração de seguros na sociedade.

Do ponto de vista regulatório, a lei fortalece a autoridade da SUSEP e moderniza o arcabouço normativo, alinhando o Brasil a países com tradição no mercado segurador. 

Para segurados, a perspectiva de acesso a seguros com cobertura mais confiável e menos burocracia representa ganho concreto em proteção patrimonial e segurança financeira.

Para advogados e consultores, a nova lei exige atenção redobrada na redação de contratos, análise de cláusulas e interpretação de prazos, o que aumenta a demanda por assessoria jurídica especializada e planejamento preventivo.

Leia também o artigo sobre STJ: Imóvel de alto valor no mercado é impenhorável se for a única moradia da família

JuridicoAI - Escreva peças processuais em minutos
Carlos Moura Carlos Moura 09/12/2025

FAQ

O que é a Jurídico AI e quem está por trás?

A Jurídico AI é uma plataforma de inteligência artificial para o contencioso trabalhista de médias e grandes empresas. A plataforma lê os processos da empresa, extrai dados estruturados e entrega dossiês de defesa, preparação de audiências e relatórios de passivo em tempo real, para que o departamento jurídico tenha visibilidade e controle sem depender de consolidação manual. Fundada em 2023 por Cesar Orlando (CEO), Marco Barcelos (CTO) e Pedro Tibau, advogado, a empresa reúne experiência em tecnologia e no mercado jurídico brasileiro. A plataforma está em operação desde janeiro de 2024, com investidores estratégicos e infraestrutura certificada Google Cloud Platform.

Quanto tempo leva para a equipe estar operando?

Quem vai usar a plataforma precisa de treinamento?

Com quais sistemas de RH existe integração?

Quais as vantagens de usar a Jurídico AI?

Notícias mais lidas

Direito Civil

  1. 1 Reconvenção ou pedido contraposto: qual usar na contestação? 10/09/26 → Ler artigo
  2. 2 Pedido contraposto: quando cabe e como fazer no Juizado Especial? 10/09/26 → Ler artigo
  3. 3 Imissão na posse: quando cabe e como funciona? 10/09/26 → Ler artigo
  4. 4 Como Buscar Jurisprudência com IA de Forma Rápida e Inteligente 09/09/26 → Ler artigo
  5. 5 Art. 485 do CPC: Extinção do processo sem resolução do mérito 08/09/26 → Ler artigo
  6. 6 Guia sobre a Lei do Inquilinato (Lei 8.245/91) [Atualizado] 08/09/26 → Ler artigo
  7. 7 Réu não encontrado para citação: o que fazer no processo? 07/09/26 → Ler artigo
  8. 8 Lucros cessantes: O que são, como comprovar e calcular a indenização? 07/09/26 → Ler artigo
  9. 9 Pedido de reconsideração interrompe o prazo recursal? 05/09/26 → Ler artigo
  10. 10 Pedido de desarquivamento de processo: quando cabe e como fazer? 05/09/26 → Ler artigo

Direito Penal

  1. 1 Contagem de Prazo no CPP: Como funciona? 09/09/26 → Ler artigo
  2. 2 Direito Penal: 5 modelos essenciais para atuação 02/09/26 → Ler artigo
  3. 3 Individualização da pena: como funciona e quais critérios devem ser analisados 26/08/26 → Ler artigo
  4. 4 Apresentação de memoriais: o que significa e qual o prazo? 26/08/26 → Ler artigo
  5. 5 Crime de Prevaricação no Código Penal: Tipos e Pena 23/08/26 → Ler artigo
  6. 6 Superlotação de presídios autoriza a progressão antecipada de regime? 13/08/26 → Ler artigo
  7. 7 Como calcular a progressão de regime? Veja os percentuais e a data-base 13/08/26 → Ler artigo
  8. 8 Progressão de Regime: Entenda os requisitos e como funciona 10/08/26 → Ler artigo
  9. 9 Quando o “olheiro” responde por tráfico de drogas? Entenda a decisão do STJ  04/08/26 → Ler artigo
  10. 10 Queixa-Crime: O Guia Definitivo para Potencializar sua Atuação Penal 28/07/26 → Ler artigo

Notícias sobre Direito

  1. 1 Provimento 255 do CNJ: o que todo advogado precisa saber 04/09/26 → Ler artigo
  2. 2 STF fixa R$ 5 mil como parâmetro para concessão da Justiça gratuita 04/09/26 → Ler artigo
  3. 3 Resumo em recursos ao STJ só será exigido após publicação de portaria   02/09/26 → Ler artigo
  4. 4 STJ cria dois circuitos para o filtro de relevância; entenda como funcionarão 25/08/26 → Ler artigo
  5. 5 STF valida restrição à recuperação judicial de devedor contumaz 25/08/26 → Ler artigo
  6. 6 CNJ muda regra do ITCMD no inventário extrajudicial: Entenda 20/08/26 → Ler artigo
  7. 7 STF amplia medidas protetivas da Lei Maria da Penha para casos sem vínculo doméstico 20/08/26 → Ler artigo
  8. 8 STF proíbe alíquota maior de IPTU com base na área do imóvel 18/08/26 → Ler artigo
  9. 9 STJ: envio de pornografia sem consentimento pode configurar importunação sexual 17/08/26 → Ler artigo
  10. 10 Casas Bahia: Entenda o pedido de recuperação judicial 17/08/26 → Ler artigo

Jurídico

  1. 1 Qual a diferença entre baixa e arquivamento de processo? 06/09/26 → Ler artigo
  2. 2 Controladoria jurídica: Como funciona no escritório de advocacia? 05/09/26 → Ler artigo
  3. 3 Como captar clientes na advocacia dentro das regras da OAB? 05/09/26 → Ler artigo
  4. 4 O que significa “Conclusos para Despacho”? 04/09/26 → Ler artigo
  5. 5 Despesas processuais: o que são, quais são e quem paga? 24/08/26 → Ler artigo
  6. 6 Preso pode votar? Entenda o que diz a lei! 23/08/26 → Ler artigo
  7. 7 Quando vale a pena recorrer de uma sentença? Entenda! 21/08/26 → Ler artigo
  8. 8 5 livros que todo advogado deveria ler 20/08/26 → Ler artigo
  9. 9 Quanto tempo tenho para entrar com uma ação na Justiça? Entenda os prazos 20/08/26 → Ler artigo
  10. 10 Como saber se fui citado em um processo? 18/08/26 → Ler artigo

Recentemente publicadas

  • Como adicionar logo e papel timbrado nas peças jurídicas com a Jurídico AI
    Blog do Produto - IA para advogados

    Como adicionar logo e papel timbrado nas peças jurídicas com a Jurídico AI?

    Aprenda a configurar logo, marca d’água e rodapé nas peças geradas pela Jurídico AI e mantenha os documentos alinhados à identidade visual do seu escritório.

    → Ler artigo
    11 set, 2026
  • Reconvenção ou pedido contraposto: qual usar na contestação
    Direito Civil

    Reconvenção ou pedido contraposto: qual usar na contestação?

    O réu também possui uma pretensão contra o autor? Entenda quando utilizar reconvenção ou pedido contraposto e evite escolher a medida inadequada.

    → Ler artigo
    10 set, 2026
  • Pedido contraposto no Juizado Especial: quando cabe e como fazer
    Direito Civil

    Pedido contraposto: quando cabe e como fazer no Juizado Especial?

    Saiba como funciona o pedido contraposto no Juizado Especial, em quais situações pode ser apresentado e quais cuidados o advogado deve ter ao formulá-lo na contestação.

    → Ler artigo
    10 set, 2026
  • Imissão na posse: quando cabe e como funciona
    Direito Civil

    Imissão na posse: quando cabe e como funciona?

    A imissão na posse permite que quem possui direito sobre um bem obtenha uma posse que ainda não exerceu. Veja quando cabe e o que analisar antes de ajuizar a ação.

    → Ler artigo
    10 set, 2026
  • Transcrição de áudio para advogados na Jurídico AI
    Blog do Produto - IA para advogados

    Transcrição de áudio para advogados: Como usar na Jurídico AI

    Neste artigo, você vai entender como a ferramenta de transcrição de áudio da Jurídico AI pode mudar sua forma de trabalhar: além de transformar arquivos de áudio em texto com precisão, ela também resume os principais pontos da conversa e organiza os tópicos relevantes.

    → Ler artigo
    10 set, 2026

Modelos Jurídicos

Veja mais
  • 10 set, 2026
    Modelo de Declaração de Trabalho para informar vínculo, função, jornada, remuneração e demais dados profissionais.

    Modelo de Declaração de Trabalho [2026]

    Modelo de Declaração de Trabalho para informar vínculo, função, jornada, remuneração e demais dados profissionais.

    → Ler artigo
  • 10 set, 2026
    Modelo de Declaração de Pobreza para instruir pedido de gratuidade da justiça, com indicação de renda, despesas e fundamentos legais.

    Modelo de Declaração de Pobreza – Atualizada 2026

    Modelo de Declaração de Pobreza para instruir pedido de gratuidade da justiça, com indicação de renda, despesas e fundamentos legais.

    → Ler artigo
  • 10 set, 2026
    Ação de Investigação de Paternidade [Réplica]

    Ação de Investigação de Paternidade [Modelo de Réplica Completo]

    Proteja os direitos dos seus clientes com o modelo completo de réplica em ação de investigação de paternidade. Resposta embasada e eficaz.

    → Ler artigo

Nossos produtos

  • Plataforma Jurídico AI para advogados Para advogados e escritórios

    IA para geração de peças e acompanhamento de casos

    Redação de peças, pesquisa de jurisprudência, transcrição de audiências e acompanhamento de casos. Com o seu tom de voz e o seu timbrado.

    Conhecer o produto
  • Plataforma Jurídico AI para departamentos jurídicos Para departamentos jurídicos

    IA para gestão do contencioso trabalhista

    Análise de processos, identificação de riscos e automação das rotinas do jurídico interno.

    Conhecer o produto