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Direito Civil

Modelo de Ação por Infiltração e Danos de Vizinhança

Jamile Cruz Jamile Cruz 25/09/2026 22 minutos
Modelo de Ação por Infiltração e Danos de Vizinhança para compelir o vizinho ou condomínio a reparar vazamentos e indenizar danos materiais e morais.
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O Modelo de Ação por Infiltração e Danos de Vizinhança é utilizado para compelir o vizinho ou o condomínio a realizar reparos estruturais e hidráulicos, além de pleitear indenização por danos materiais e morais decorrentes do vazamento.

A precisão técnica na petição inicial é fundamental para demonstrar a origem do vício construtivo, individualizar a responsabilidade civil e assegurar a concessão de tutela provisória diante do risco de agravamento dos danos ao imóvel.

Neste artigo, você encontrará um modelo completo, com pedido de tutela de urgência, cominação de astreintes, delimitação do uso nocivo da propriedade e cumulação de pedidos indenizatórios. Veja outros modelos de Direito Civil.

O que é o Modelo de Ação por Infiltração e Danos de Vizinhança?

O Modelo de Ação por Infiltração e Danos de Vizinhança é uma peça processual de conhecimento que veicula pretensão de obrigação de fazer com pedido indenizatório, fundamentada nos direitos de vizinhança e na responsabilidade civil aquiliana.

Seu uso é indicado quando notificações amigáveis restam infrutíferas e a inércia do confinante gera umidade, mofo, desprendimento de reboco ou risco à habitabilidade do imóvel vizinho.

A peça observa os requisitos do Código de Processo Civil e do Código Civil, exigindo a individualização do polo passivo, a juntada de prova técnica preliminar e a correta formulação dos pleitos mandamentais e condenatórios.

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Observação sobre o Modelo de Ação por Infiltração e Danos de Vizinhança

AO JUÍZO DA [NÚMERO DA VARA]ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE [CIDADE]/[UF]

[NOME COMPLETO DO AUTOR], [NACIONALIDADE DO AUTOR], [ESTADO CIVIL DO AUTOR], [PROFISSÃO DO AUTOR], portador da Cédula de Identidade RG nº [RG DO AUTOR], inscrito no CPF sob o nº [CPF DO AUTOR], endereço eletrônico [E-MAIL DO AUTOR], residente e domiciliado em [ENDEREÇO COMPLETO DO AUTOR], por intermédio de seu advogado infra-assinado (procuração anexa), com endereço profissional em [ENDEREÇO COMPLETO DO ADVOGADO], onde recebe intimações e notificações de praxe, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, com fundamento nos arts. 186, 927, 1.277, 1.280 e 1.336 do Código Civil, bem como nos arts. 300, 319, 497 e 537 do Código de Processo Civil, propor a presente

AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C REPARAÇÃO DE DANOS MATERIAIS E MORAIS COM PEDIDO DE TUTELA DE URGÊNCIA

[MANTER APENAS SE APLICÁVEL]

Caso o réu seja pessoa física:

em face de [NOME COMPLETO DO RÉU], [NACIONALIDADE DO RÉU], [ESTADO CIVIL DO RÉU], [PROFISSÃO DO RÉU], portador da Cédula de Identidade RG nº [RG DO RÉU], inscrito no CPF sob o nº [CPF DO RÉU], endereço eletrônico [E-MAIL DO RÉU], residente e domiciliado em [ENDEREÇO COMPLETO DO RÉU], pelos fatos e fundamentos jurídicos a seguir expostos:

[MANTER APENAS SE APLICÁVEL]

Caso o réu seja condomínio edilício:

em face do [NOME COMPLETO DO CONDOMÍNIO RÉU], pessoa jurídica de direito privado inscrita no CNPJ sob o nº [CNPJ DO CONDOMÍNIO RÉU], com sede em [ENDEREÇO COMPLETO DO CONDOMÍNIO RÉU], endereço eletrônico [E-MAIL DO CONDOMÍNIO RÉU], neste ato representado por seu síndico [NOME COMPLETO DO SÍNDICO], [NACIONALIDADE DO SÍNDICO], [ESTADO CIVIL DO SÍNDICO], [PROFISSÃO DO SÍNDICO], inscrito no CPF sob o nº [CPF DO SÍNDICO], pelos fatos e fundamentos jurídicos a seguir expostos:

Da Gratuidade da Justiça

[MANTER APENAS SE APLICÁVEL]

Caso a parte autora não possua condições financeiras de arcar com as custas do processo:

A parte autora declara não possuir recursos financeiros suficientes para suportar as despesas processuais, custas e honorários advocatícios sem prejuízo do próprio sustento e do de sua família, fazendo jus à concessão dos benefícios da gratuidade da justiça.

Para fins de comprovação da hipossuficiência econômica alegada, junta-se aos autos a competente declaração de hipossuficiência firmada pela parte autora, acompanhada dos respectivos comprovantes de rendimentos e despesas [DOCUMENTOS COMPROBATÓRIOS DE RENDA], documentos estes aptos a evidenciar a real impossibilidade de custeio dos encargos decorrentes da presente demanda.

[INSERIR JURISPRUDÊNCIA APLICÁVEL]

Dessa forma, requer a concessão integral dos benefícios da justiça gratuita em favor da parte autora, assegurando-se o pleno acesso à jurisdição para a defesa dos direitos violados.

Dos Fatos

A parte autora é legítima [PROPRIETÁRIA / POSSUIDORA] do imóvel situado em [ENDEREÇO DO IMÓVEL DO AUTOR], onde reside e mantém a sua posse mansa e pacífica.

[MANTER APENAS SE APLICÁVEL]

Caso a controvérsia decorra de relação entre unidades condominiais autônomas:

A parte ré é [PROPRIETÁRIA / POSSUIDORA] da unidade autônoma vizinha, localizada em [ENDEREÇO DO IMÓVEL DO RÉU], imóvel contíguo e imediatamente [SUPERIOR / LATERAL] ao imóvel da parte autora.

[MANTER APENAS SE APLICÁVEL]

Caso a controvérsia decorra de falha estrutural ou em área comum administrada por condomínio:

A origem dos danos decorre de área comum do edifício situado em [ENDEREÇO COMPLETO DO CONDOMÍNIO RÉU], sob responsabilidade direta de conservação e manutenção do [NOME COMPLETO DO CONDOMÍNIO RÉU].

Ocorre que, a partir de [DATA DO INÍCIO DAS INFILTRAÇÕES], a parte autora passou a constatar o surgimento de graves infiltrações e vazamentos em seu imóvel, cuja origem decorre diretamente de [DESCREVER A ORIGEM DO VAZAMENTO OU INFILTRAÇÃO], localizado no imóvel vizinho sob a esfera de controle e responsabilidade da parte ré.

Em razão do constante e ininterrupto fluxo de água e umidade, o imóvel da parte autora sofreu severos danos materiais e estéticos, consubstanciados em [DESCREVER OS DANOS CONCRETOS NO IMÓVEL], consoante atestam as fotografias e o laudo técnico preliminar acostados à presente exordial.

Além dos prejuízos materiais e patrimoniais, o acúmulo de umidade, bolor e mofo tem gerado insalubridade no ambiente doméstico, colocando em risco a saúde, o sossego e a incolumidade física dos moradores, impossibilitando a plena e regular utilização dos cômodos atingidos.

Diante do agravamento progressivo do quadro, a parte autora buscou reiteradamente a solução amigável e extrajudicial da controvérsia, mediante [DESCREVER AS TENTATIVAS DE CONTATO E NOTIFICAÇÕES], ocorridas nas datas de [DATAS DAS TENTATIVAS EXTRAJUDICIAIS], conforme comprovam as cópias de mensagens e notificações anexas.

Nada obstante os insistentes apelos e a formalização do problema, a parte ré quedou-se inerte e recusou-se a realizar as obras necessárias para estancar a origem do vazamento e reparar os danos causados, mantendo postura negligente e omissa perante a ruína iminente provocada no imóvel vizinho.

Assim, diante da recalcitrância da parte ré e da necessidade premente de estancar a fonte causadora das infiltrações, bem como de obter a justa reparação pelos danos suportados, restou inviabilizada qualquer composição voluntária, impondo-se a propositura da presente ação.

Da Tutela de Urgência

Nos termos do art. 300 do Código de Processo Civil, a tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.

A probabilidade do direito resta plenamente demonstrada pelo robusto acervo probatório acostado à presente petição inicial, consubstanciado em fotografias, laudo técnico preliminar, comprovantes de notificações extrajudiciais e comunicações dirigidas à parte ré. Tais documentos evidenciam, de forma inequívoca, a titularidade do imóvel da parte autora, a origem das infiltrações e vazamentos provenientes da esfera de domínio e responsabilidade da parte ré, bem como o reiterado descumprimento do dever legal de conservação e de abstenção do uso nocivo da propriedade.

O perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo, por sua vez, exsurge da natureza contínua e progressiva das infiltrações, as quais provocam o agravamento diário dos estragos físicos e estruturais no imóvel da parte autora. A constante umidade e o acúmulo de água geram riscos concretos de curto-circuito na rede elétrica, descolamento de reboco, desabamento de forros e proliferação de fungos e mofo, comprometendo gravemente a habitabilidade do bem, a segurança patrimonial e a higidez física e respiratória de seus ocupantes. A espera pelo trâmite processual ordinário tornará os prejuízos irreparáveis ou de difícil reparação.

Ressalta-se que a medida pretendida reveste-se de plena reversibilidade, porquanto visa unicamente a compelir a parte ré à execução de reparos hidráulicos e estruturais indispensáveis à contenção do vazamento, inexistindo qualquer perigo de irreversibilidade dos efeitos da decisão.

[INSERIR JURISPRUDÊNCIA APLICÁVEL]

Dessa forma, com fulcro no art. 300, § 2º, e nos arts. 497 e 537 do Código de Processo Civil, requer a concessão liminar da tutela de urgência, inaudita altera parte, para determinar que a parte ré:

a) execute, no prazo de [PRAZO PARA CUMPRIMENTO DA OBRIGAÇÃO], todas as obras e intervenções técnicas necessárias no imóvel sob sua responsabilidade, a fim de estancar e cessar definitivamente a origem das infiltrações e vazamentos que atingem o imóvel da parte autora, sob pena de incidência de multa diária no valor de [VALOR DA MULTA DIÁRIA EM REAIS];

[MANTER APENAS SE APLICÁVEL]

Caso haja necessidade de ingresso de profissionais ou do autor no imóvel vizinho para inspeção e contenção imediata:

b) autorize e franqueie o imediato acesso de profissionais técnicos e peritos ao interior do imóvel causador do dano, em data e horário previamente ajustados, para a realização das vistorias e dos reparos emergenciais estritamente necessários à contenção da água, sob pena de cominação de multa diária de [VALOR DA MULTA DIÁRIA EM REAIS] por ato de embaraço.

Do Direito de Vizinhança e do Uso Anormal da Propriedade

O direito de vizinhança é regido pelo princípio da convivência pacífica e pela função social da propriedade, impondo ao proprietário ou possuidor o dever de exercer suas prerrogativas de domínio sem causar interferências indevidas, prejudiciais ou intoleráveis aos prédios vizinhos.

Nesse sentido, o art. 1.277 do Código Civil preceitua expressamente que o proprietário ou o possuidor de um prédio tem o direito de fazer cessar as interferências prejudiciais à segurança, ao sossego e à saúde dos que o habitam, provocadas pela utilização de propriedade vizinha. Ademais, o parágrafo único do referido dispositivo veda as interferências que ultrapassem os limites ordinários de tolerância dos moradores da vizinhança, considerando a natureza da utilização e a localização dos imóveis.

No caso vertente, resta configurado o manifesto uso anormal da propriedade pela parte ré, porquanto a falta de manutenção adequada das instalações hidráulicas e estruturais sob sua responsabilidade provocou o surgimento de infiltrações e vazamentos contínuos que afetam diretamente o imóvel da parte autora, vulnerando sua incolumidade patrimonial e a salubridade do ambiente doméstico.

Outrossim, dispõe o art. 1.280 do Código Civil que o proprietário ou o possuidor tem direito a exigir do dono do prédio vizinho a reparação deste quando ameace ruína. A inércia da parte ré diante do conhecimento inequívoco das avarias e do constante gotejamento ou escoamento hídrico consubstancia ato ilícito por omissão negligente, violando os limites éticos e sociais impostos pelo ordenamento jurídico ao exercício do direito de propriedade.

[MANTER APENAS SE APLICÁVEL]

Caso a controvérsia envolva unidades condominiais:

Cumpre destacar, ainda, o dever específico imposto pelo art. 1.336, inciso IV, do Código Civil, que veda aos condôminos a utilização de suas partes de maneira prejudicial ao sossego, à salubridade e à segurança dos demais possuidores. A omissão na conservação da unidade residencial ou das tubulações internas infringe diretamente os deveres de convivência condominial e impõe a obrigação de pronta regularização.

[MANTER APENAS SE APLICÁVEL]

Caso a infiltração decorra de construções contíguas ou encostadas à parede divisória:

Incide ainda a vedação expressa do art. 1.308 do Código Civil, que proíbe encostar à parede divisória quaisquer aparelhos, depósitos ou instalações suscetíveis de produzir infiltrações ou interferências prejudiciais ao prédio vizinho, assegurando ao confinante a cessação imediata do ato lesivo.

[INSERIR JURISPRUDÊNCIA APLICÁVEL]

Para coibir a perpetuação do ilícito e reverter a situação degradante imposta ao imóvel confinante, o art. 497 do Código de Processo Civil autoriza a imposição de tutela específica destinada à prestação de obrigação de fazer. Com efeito, o parágrafo único do art. 497 do diploma processual assevera que, para a concessão da tutela específica destinada a inibir a prática, a reiteração ou a continuação de um ilícito, ou a sua remoção, é irrelevante a demonstração da ocorrência de dano ou da existência de culpa ou dolo.

Dessa forma, impõe-se a procedência da presente demanda para condenar a parte ré na obrigação de fazer consistente na realização integral e definitiva de todas as obras, reformas e adequações técnicas necessárias nas instalações de seu imóvel, a fim de estancar de forma irreversível os vazamentos e infiltrações que atingem a propriedade da parte autora, restabelecendo a plena higidez, salubridade e segurança do local.

Da Responsabilidade Civil e do Dever de Indenizar

A responsabilidade civil decorre do dever jurídico de não lesar a esfera jurídica alheia, impondo a integral reparação àquele que, mediante ato ilícito, provoca prejuízos de ordem patrimonial ou extrapatrimonial a outrem.

Nos termos do art. 186 do Código Civil, aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito. Por sua vez, o art. 927 do mesmo diploma estabelece que aquele que, por ato ilícito, causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo.

No caso em apreço, todos os elementos caracterizadores da responsabilidade civil encontram-se plenamente demonstrados:

a) a conduta ilícita, consubstanciada na omissão negligente da parte ré na conservação, manutenção e reparo tempestivo das tubulações, instalações hidráulicas e estruturas do imóvel sob sua responsabilidade, mesmo após reiteradas notificações e solicitações extrajudiciais;

b) o dano, consubstanciado na expressiva deterioração física e estrutural do imóvel da parte autora, na perda de bens móveis e nos gravames de ordem moral decorrentes da inabitabilidade e do desgaste emocional enfrentado;

c) o nexo de causalidade direto, porquanto os prejuízos suportados decorrem de maneira imediata e exclusiva do fluxo de água, umidade e infiltrações emanados do imóvel da parte ré.

Ademais, conforme prescreve o art. 942 do Código Civil, os bens do responsável pela ofensa ou violação do direito de outrem ficam sujeitos à reparação do dano causado, respondendo solidariamente todos aqueles que concorreram para a produção do evento lesivo.

Dos Danos Materiais

O dano material abrange os prejuízos patrimoniais efetivos e emergentes suportados pela parte autora em virtude da infiltração e da retenção indevida de água.

As avarias ocasionadas na unidade da parte autora demandam intervenção técnica especializada para refazimento de reboco, impermeabilização, aplicação de gesso, recuperação da rede elétrica, repintura e substituição de revestimentos danificados, além do ressarcimento pelos bens móveis e armários inutilizados pela umidade constante.

Para a apuração do valor necessário ao integral restabelecimento do imóvel ao seu estado anterior (status quo ante), a parte autora realizou a cotação prévia por meio de orçamentos técnicos idôneos, emitidos por profissionais e empresas qualificadas, os quais instruem a presente inicial.

[MANTER APENAS SE APLICÁVEL]

Caso os reparos ainda não tenham sido executados pelo autor:

Dessa forma, a condenação deve corresponder ao menor valor obtido dentre os 3 (três) orçamentos técnicos acostados, totalizando a quantia de [VALOR DO MENOR ORÇAMENTO EM REAIS], necessária para a execução integral das obras de restauração do imóvel.

[MANTER APENAS SE APLICÁVEL]

Caso a parte autora já tenha realizado despesas emergenciais e reparos prévios:

Conforme comprovam as notas fiscais e recibos de pagamento anexos, a parte autora despendeu a quantia de [VALOR DOS REPAROS JÁ EXECUTADOS EM REAIS] na realização de obras e intervenções emergenciais para mitigar a ruína do local, fazendo jus ao imediato e integral reembolso de tais valores, devidamente corrigidos e acrescidos de juros de mora.

Dos Danos Morais

O dano moral experimentado pela parte autora é patente e ultrapassa os limites ordinários do mero dissabor ou do mero aborrecimento cotidiano da vida em sociedade.

A conduta omissiva e desidiosa da parte ré privou a parte autora do pleno gozo, conforto e sossego de seu próprio lar, impondo-lhe a convivência forçada e prolongada com umidade constante, mofo, bolor, descascamento de paredes, odores fétidos e riscos concretos à segurança física e às instalações elétricas.

Tal situação de insalubridade e degradação do ambiente doméstico afeta a dignidade da pessoa humana, a higidez da saúde respiratória dos moradores e a tranquilidade psíquica, agravada pela sensação de impotência e frustração decorrente da reiterada recusa do vizinho em adotar as providências de sua incumbência.

[INSERIR JURISPRUDÊNCIA APLICÁVEL]

Dessa forma, à luz dos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, bem como do caráter punitivo, pedagógico e compensatório inerente à indenização extrapatrimonial, revela-se justa a condenação da parte ré ao pagamento de indenização por danos morais no importe de [VALOR DA INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS EM REAIS], quantia apta a mitigar os sofrimentos suportados e a coibir a reiteração da conduta negligente.

Da Opção pela Realização ou Não da Audiência de Conciliação

Em atendimento ao disposto no art. 319, inciso VII, do Código de Processo Civil, a parte autora manifesta expressamente sua posição quanto à realização da audiência preliminar de conciliação ou mediação.

[MANTER APENAS SE APLICÁVEL]

Caso a parte autora opte pela realização da audiência de conciliação ou mediação:

A parte autora manifesta expressamente o seu interesse na designação e realização da audiência de conciliação ou mediação, visando à composição amigável da lide e à resolução consensual do conflito de vizinhança.

[MANTER APENAS SE APLICÁVEL]

Caso a parte autora opte pelo desinteresse na realização da audiência de conciliação ou mediação:

Considerando as infrutíferas tentativas prévias de autocomposição e a urgência na cessação das infiltrações, a parte autora manifesta expressamente o seu desinteresse na designação da audiência de conciliação ou mediação, requerendo o regular prosseguimento do feito com a citação da parte ré para apresentação de defesa.

Dos Pedidos e Requerimentos

Ante o exposto, requer a Vossa Excelência:

[MANTER APENAS SE APLICÁVEL]

Caso tenha sido requerida a gratuidade da justiça:

a) A concessão dos benefícios da gratuidade da justiça, nos termos do art. 98 e seguintes do Código de Processo Civil, por ser a parte autora hipossuficiente na acepção jurídica do termo, não dispondo de recursos para arcar com as despesas processuais sem prejuízo do sustento próprio e de sua família;

b) A concessão da tutela provisória de urgência de natureza antecipada, inaudita altera parte, com fundamento no art. 300 do Código de Processo Civil, para o fim de determinar à parte ré a realização imediata de todas as obras, reparos emergenciais e intervenções técnicas necessárias no imóvel sob sua responsabilidade, estancando por completo as infiltrações e vazamentos que atingem o imóvel da parte autora, fixando-se o prazo de [PRAZO PARA CUMPRIMENTO DA OBRIGAÇÃO] para o integral cumprimento, sob pena de incidência de multa diária no importe de [VALOR DA MULTA DIÁRIA EM REAIS], nos termos do art. 537 do Código de Processo Civil;

c) A citação da parte ré para, querendo, comparecer à eventual audiência de conciliação designada e, no prazo legal, apresentar resposta aos termos da presente ação, sob pena de incidência dos efeitos materiais e processuais da revelia e de confissão quanto à matéria fática;

d) No mérito, a total procedência dos pedidos formulados na presente petição inicial, com a confirmação e convolação em definitiva da tutela de urgência deferida, para:

[MANTER APENAS SE APLICÁVEL]

Caso os reparos na unidade geradora dependam de obrigação de fazer definitiva:

d.1) Condenar a parte ré na obrigação de fazer definitiva, nos termos do art. 497 do Código de Processo Civil e dos arts. 1.277 e 1.280 do Código Civil, consistente na reforma, revisão e manutenção estrutural e hidráulica integral das instalações de seu imóvel que originam as infiltrações, de modo a garantir a cessação definitiva e irreversível dos vazamentos, sob pena de execução específica e majoração de multa diária cominatória;

[MANTER APENAS SE APLICÁVEL]

Caso a indenização por danos materiais funde-se em orçamentos para reparo do imóvel do autor:

d.2) Condenar a parte ré ao pagamento de indenização por danos materiais no montante de [VALOR DO MENOR ORÇAMENTO EM REAIS], correspondente ao menor orçamento acostado para a recuperação integral do imóvel danificado, acrescido de correção monetária a contar da data do orçamento e juros de mora legais a partir do evento danoso ou da citação;

[MANTER APENAS SE APLICÁVEL]

Caso a indenização por danos materiais compreenda o reembolso de despesas emergenciais já despendidas:

d.3) Condenar a parte ré ao reembolso e ressarcimento dos danos materiais emergentes já suportados pela parte autora, no montante de [VALOR DOS REPAROS JÁ EXECUTADOS EM REAIS], com a incidência de correção monetária a partir de cada desembolso e juros de mora legais;

d.4) Condenar a parte ré ao pagamento de compensação por danos morais no valor de [VALOR DA INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS EM REAIS], em virtude dos graves transtornos, da insalubridade, do abalo psíquico e da privação da fruição pacífica do domicílio, devidamente corrigido monetariamente e com incidência de juros de mora legais;

e) A condenação da parte ré ao pagamento integral das custas processuais, despesas judiciais e honorários advocatícios sucumbenciais, a serem fixados sobre o valor da condenação ou do proveito econômico obtido;

f) A produção de todos os meios de prova em direito admitidos, especialmente a prova pericial técnica de engenharia para apuração da origem e extensão dos danos, a juntada de novos documentos, vistorias e o depoimento pessoal do réu, sob pena de confissão.

Dá-se à causa o valor de [VALOR DA CAUSA EM REAIS].

Nestes termos,
Pede deferimento.

[CIDADE], [DATA].

[ASSINATURA DO ADVOGADO]
[NOME DO ADVOGADO]
OAB/[UF] nº [NÚMERO DA OAB]

Como a Jurídico AI pode auxiliar na elaboração de Ação por Infiltração e Danos de Vizinhança

A elaboração de uma petição inicial por direito de vizinhança exige atenção minuciosa aos laudos técnicos, às fotografias dos danos, à discriminação exata dos orçamentos e à fixação adequada do valor da causa.

A Jurídico AI auxilia o advogado na estruturação dos fatos, na correlação dos dispositivos legais pertinentes e na adaptação dos pedidos de tutela provisória e astreintes conforme a urgência do caso concreto.

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Quem deve figurar no polo passivo em caso de infiltração em condomínio?

A responsabilidade depende da origem da tubulação. Se o vazamento decorre da rede geral (prumada principal) ou de áreas comuns, o condomínio responde; se originado da rede secundária interna do apartamento, o proprietário ou possuidor da unidade vizinha deve ser acionado.

É possível pedir tutela de urgência para reparação imediata do vazamento?

Sim. Demonstrados a probabilidade do direito e o perigo de agravamento estrutural ou risco à saúde dos moradores, o juiz pode conceder liminar determinando o conserto imediato sob pena de multa diária.

O inquilino pode propor esta ação de vizinhança?

Sim. O possuidor direto tem legitimidade ativa autônoma para exigir a cessação de interferências prejudiciais à sua segurança, saúde e sossego decorrentes do uso nocivo do imóvel vizinho.

Quais provas são fundamentais para instruir a petição inicial?

Recomenda-se acostar laudo técnico de engenharia ou vistoria especializada, fotografias nítidas dos danos, cópias de notificações extrajudiciais e no mínimo três orçamentos de empresas distintas para comprovar o prejuízo material.

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Jamile Cruz Jamile Cruz 25/09/2026

Graduanda em Direito e Marketing, pós-graduada em Direito Civil e Direito Digital. Possui experiência na redação de peças processuais, produção de conteúdo jurídico e SEO. É pesquisadora na área de Inteligência Artificial e Direito, com interesse nos impactos e desafios da tecnologia no sistema de Justiça. Inscrita na OAB/BA como estagiária, sob o nº 33984E

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