Câmara aprova projeto de Lei da Reforma Tributária: O que muda para advogados, empresas e contribuintes

18 dez, 2025
Câmara aprova projeto de Lei da Reforma Tributária O que muda para advogados, empresas e contribuintes.

A Câmara dos Deputados concluiu a votação do projeto que regulamenta a reforma tributária em dezembro de 2025, um marco que redefine parte do sistema de impostos no Brasil. 

A proposta, originada da Emenda Constitucional nº 132/2023 e objeto de intenso debate legislativo nos últimos anos, busca simplificar a estrutura tributária, fortalecer a coordenação entre os entes federados e implantar novos tributos sobre o consumo. 

Dessa forma, a aprovação do texto-base pelo Plenário representa um passo decisivo no reordenamento dos impostos federais, estaduais e municipais, trazendo impactos substanciais para advogados que assessoram empresas, pessoas físicas e entes públicos em planejamento tributário, litígios fiscais e conformidade regulatória. 

O que a Câmara aprovou recentemente sobre a reforma tributária?

A Câmara dos Deputados aprovou a redação final do projeto de lei complementar (PLP 108/2024) que regulamenta a reforma tributária, incluindo as regras de gestão e fiscalização do novo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). 

O texto também trata da incidência do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doações (ITCMD) e outros aspectos da estrutura tributária que passarão a vigorar conforme cronogramas de transição. 

Após a aprovação, o projeto segue para sanção presidencial

JuridicoAI - Escreva peças processuais em minutos

O que muda com a criação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS)?

Com a reforma, o IBS unificará tributos sobre o consumo que atualmente geram cumulatividade e complexidade, como o ICMS estadual e o ISS municipal. 

A gestão e fiscalização do novo tributo ficarão a cargo de um comitê gestor formado por representantes de todos os entes federados, responsável por definir regras de cálculo, distribuição de receitas e metodologias de fiscalização. 

Dessa forma, a criação desse sistema busca reduzir conflitos entre esferas de governo e promover um modelo mais integrado de arrecadação. 

STJ relativiza publicidade e reconhece união estável homoafetiva pós-morte

A reforma tributária elimina a cumulatividade de impostos?

Sim. Um dos objetivos centrais da reforma é eliminar a cumulatividade que hoje caracteriza a cobrança de tributos sobre o consumo, reduzindo distorções e injustiças no sistema impositivo brasileiro. 

A unificação de tributos em um modelo baseado no IBS busca tributar bens e serviços de forma mais transparente, reduzindo a complexidade e aumentando a previsibilidade do sistema tributário. 

Nova Lei dos Seguros entra em vigor em 2025: Quais são as principais mudanças?

Como a reforma trata os tributos estaduais e municipais?

A reforma incorpora mecanismos de coordenação entre União, estados e municípios por meio do Comitê Gestor do IBS, que reunirá representantes de todos os entes federados para coordenar arrecadação, fiscalização, cobrança e distribuição dos recursos. 

Essa estrutura visa reduzir conflitos federativos e promover equilíbrio na repartição tributária, além de tornar mais claro o papel de cada esfera de governo no novo sistema. 

Quais são os principais impactos esperados para contribuintes?

Os impactos para contribuintes incluem:

  • Simplificação das obrigações acessórias e reduzida burocracia decorrente da unificação tributária;
  • Maior previsibilidade na tributação do consumo;
  • Potencial redução de conflitos entre estados e municípios sobre a base tributária;
  • Regras mais claras para incidência do IBS e da CBS;
  • Ajustes temporais na transição entre o sistema antigo e o novo regime. 

Esses pontos demandam análise específica para cada setor econômico, já que alguns perfis de contribuintes podem ser mais impactados do que outros.

STJ: Imóvel de alto valor no mercado é impenhorável se for a única moradia da família

Quais os próximos passos após a aprovação pela Câmara?

Após a aprovação pela Câmara, o projeto segue para sanção presidencial

Caso seja sancionado sem vetos, a lei passará a vigorar conforme os cronogramas estabelecidos, muitas vezes com fases de implementação graduais. 

A partir da sanção, o Executivo terá prazo para regulamentar pontos operacionais e, em muitos casos, editar instruções normativas necessárias para a aplicação prática das novas regras tributárias.

A reforma tributária representa uma mudança imediata no sistema fiscal?

Depende. A reforma é um marco regulatório que traça a base de um novo sistema de tributos, mas sua implementação será gradual e condicionada a regulamentações específicas. 

Muitas das mudanças, como a consolidação do IBS, exigirão medidas complementares, calendários de transição e ajustes operacionais ao longo de vários anos. 

Isso significa que, para advogados e contribuintes, a transição deve ser acompanhada com cuidado para garantir conformidade e aproveitar oportunidades de planejamento tributário. 

Câmara aprova projeto de Lei da reforma tributária.

Como essa aprovação afeta a atuação de advogados tributários?

A aprovação do projeto da reforma tributária impacta diretamente a atuação de advogados tributários porque altera bases de cálculo e regimes de tributação, abrindo demandas por:

  • Revisão de estratégias de planejamento tributário em empresas e grupos econômicos.
  • Readequação de processos de compliance fiscal diante de novos tributos.
  • Consultoria preventiva para identificar vantagens e riscos durante a transição.
  • Atuação em contencioso tributário para questões interpretativas durante a implementação.
  • Assessoria sobre obrigações acessórias e governança tributária diante do novo modelo. 

Esses elementos tornam essencial que advogados e consultores atualizem seus conhecimentos sobre o novo regime, antecipem impactos setoriais e integrem a análise da reforma nas estratégias de seus clientes.

STJ fixa critérios para suspender CNH, passaporte e cartões na execução

Quais mudanças específicas afetam diretamente contribuintes e empresas?

Depende do perfil do contribuinte, mas, de forma geral, a reforma traz mudanças de impacto direto nos seguintes aspectos:

  • Simplificação tributária: o modelo de IBS e CBS tende a substituir vários tributos sobre bens e serviços, unificando bases e reduzindo conflitos normativos.
  • Gestão compartilhada: a gestão dos tributos passa por um comitê com participação de União, estados e municípios, o que pode influenciar o debate sobre alíquotas e repartição de receitas.
  • Transição regulatória: o projeto prevê fases de implementação que começam antes do fim total da vigência da sistemática anterior, gerando necessidade de planejamento tributário durante a transição.
  • Impacto setorial: setores específicos, como o farmacêutico, terão regras de isenção ou alíquota zero para produtos definidos por regulamentação. 

Esses são pontos que podem alterar tanto a carga tributária efetiva como o modo de cumprimento das obrigações acessórias para pessoas jurídicas e físicas.

O que essa reforma representa para o sistema tributário brasileiro?

A aprovação do projeto de regulamentação da reforma tributária representa um avanço na modernização do sistema tributário brasileiro, promovendo simplificação, maior coordenação federativa e potencial redução de distorções geradas pela cumulação de tributos. 

Para o sistema econômico, espera-se que o novo modelo favoreça a competitividade, a atração de investimentos e uma maior eficiência administrativa, ainda que a transição traga desafios operacionais e exigências de adaptação para contribuintes e entes públicos. 

Leia também o artigo sobre Imunidade Tributária: Guia completo para advogados

JuridicoAI - Escreva peças processuais em minutos

O que é o IBS e como ele vai funcionar?

O IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) é um novo tributo que unificará o ICMS estadual e o ISS municipal, eliminando a complexidade e a cumulatividade dos impostos sobre o consumo. 

Sua gestão será feita por um comitê gestor com representantes de todos os entes federados (União, estados e municípios), que definirá regras de cálculo, distribuição de receitas e fiscalização. 

O objetivo é criar um sistema mais integrado e reduzir conflitos entre as diferentes esferas de governo.

A reforma tributária entra em vigor imediatamente após a sanção presidencial?

Não. Embora a aprovação do projeto seja um marco importante, a implementação da reforma será gradual e condicionada a regulamentações específicas. 

Muitas mudanças, especialmente a consolidação do IBS, exigirão medidas complementares, calendários de transição e ajustes operacionais ao longo de vários anos. 

Por isso, contribuintes e advogados devem acompanhar atentamente a transição para garantir conformidade e identificar oportunidades de planejamento.

Quais são os principais benefícios da reforma para empresas e contribuintes?

Os principais benefícios incluem a simplificação das obrigações acessórias com redução da burocracia, maior previsibilidade na tributação do consumo, redução de conflitos entre estados e municípios sobre a base tributária, regras mais claras para incidência dos novos tributos (IBS e CBS) e a eliminação da cumulatividade de impostos. 

Esses pontos podem variar de acordo com o setor econômico e o perfil de cada contribuinte.

Como advogados tributaristas devem se preparar para as mudanças?

Os advogados tributaristas precisarão atualizar seus conhecimentos sobre o novo regime e oferecer diversos serviços aos clientes:

Incluindo revisão de estratégias de planejamento tributário;
Readequação de processos de compliance fiscal;
Consultoria preventiva para identificar vantagens e riscos durante a transição;
Atuação em contencioso tributário para questões interpretativas; e 
Assessoria sobre obrigações acessórias e governança tributária no novo modelo.

O Comitê Gestor do IBS terá que papel na reforma?

O Comitê Gestor do IBS será responsável por coordenar a arrecadação, fiscalização, cobrança e distribuição dos recursos do novo imposto, reunindo representantes da União, estados e municípios. 

Essa estrutura visa reduzir conflitos federativos, promover equilíbrio na repartição tributária e tornar mais claro o papel de cada esfera de governo no novo sistema tributário, funcionando como um mecanismo de coordenação entre todos os entes federados.

Sobre o autor

Micaela Sanches

Micaela Sanches

Bacharel em Direito, com especializações em Comunicação e Jornalismo, além de Direito Ambiental e Direito Administrativo. Bacharel em Publicidade e Propaganda, uma das minhas paixões. Amo escrever e aprender sobre diversos assuntos. Atualmente, estou cursando Psicologia.

Redija peças de qualidade em poucos minutos com IA

Petições e peças ricas em qualidade

IA 100% treinada na legislação, doutrina e jurisprudência

Milhares de usuários já utilizam Juridico AI

Teste grátis

A IA já está transformando o Direito, e você?

Assine nossa newsletter e receba novidades antes de todo mundo.