A Ação de concessão de aposentadoria por tempo de contribuição é uma das demandas mais frequentes na advocacia previdenciária, especialmente diante das mudanças trazidas pela Reforma da Previdência e das constantes negativas administrativas do INSS.
Com isso em mente, a equipe da Jurídico AI desenvolveu um modelo de Ação de concessão de aposentadoria por tempo de contribuição, visando oferecer uma solução ágil e detalhada para essa etapa do litígio previdenciário.
Fique até o final e veja como otimizar a elaboração das suas peças previdenciárias com mais praticidade e estratégia!
O que é uma Ação de concessão de aposentadoria por tempo de contribuição?
A ação de concessão de aposentadoria por tempo de contribuição é a medida utilizada quando o segurado possui direito ao benefício, mas o pedido foi negado pelo INSS ou concedido de forma incorreta.
Atualmente, o advogado previdenciarista precisa ter atenção ao fato de que não existe apenas uma regra aplicável.
Dependendo da situação do segurado, o benefício pode ser analisado pela regra da idade progressiva, pela regra dos pontos, pelo pedágio de 50% ou pelo pedágio de 100%.
Cada uma delas possui requisitos próprios e isso impacta diretamente na estratégia do processo.
Dicas para uma boa Ação de concessão de aposentadoria por tempo de contribuição
Faça uma análise previdenciária completa antes do requerimento administrativo ou da ação judicial;
Verifique cuidadosamente o CNIS para identificar vínculos ausentes, salários incorretos ou contribuições não computadas;
Confirme qual é a regra de transição mais vantajosa para o segurado;
Analise se existe direito adquirido às regras anteriores à Reforma da Previdência;
Organize toda a documentação, como CTPS, PPP ((Perfil Profissiográfico Previdenciário) , carnês, holerites e contratos de trabalho;
Estruture um requerimento administrativo bem fundamentado antes da judicialização;
Domine o uso da plataforma Meu INSS, principalmente em pedidos com particularidades, como aposentadoria do professor;
Apresente na petição inicial uma linha do tempo contributiva clara e objetiva;
Utilize memória de cálculo para demonstrar o preenchimento dos requisitos;
Verifique a possibilidade de reafirmação da DER quando o segurado completa os requisitos durante a análise do pedido;
Fundamente a ação com a regra específica aplicável ao caso concreto;
Evite pedidos genéricos e adapte a estratégia conforme o histórico contributivo do segurado.
Confira o infográfico com essas dicas sintetizadas:
Especialização no Direito BR
AO JUÍZO DA ___ª VARA FEDERAL DA SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE [CIDADE] / [UF]
[Nome completo do segurado(a)], [nacionalidade], [estado civil], [profissão], inscrito(a) no CPF sob o nº [CPF], portador(a) da Carteira de Identidade nº [RG], residente e domiciliado(a) na [endereço completo], CEP [CEP], endereço eletrônico [e-mail], por meio de seus advogados, in fine assinados, constituídos na forma da procuração anexa, vem à presença de Vossa Excelência propor
AÇÃO DE CONCESSÃO DE APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO
em face do Instituto Nacional do Seguro Social – INSS, autarquia federal , pelos fatos e fundamentos a seguir delineados.
1. DOS FATOS
O presente feito tem por escopo a análise da relação previdenciária estabelecida entre [Nome completo do segurado(a)], doravante denominado segurado, e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Desde o início de sua trajetória laboral, o segurado dedicou-se ao exercício de atividades que demandaram contribuições regulares ao regime geral de previdência social, conforme será detalhado. A atuação profissional, notadamente no cargo de [Profissão/cargo exercido pelo segurado(a)], por todo o período de contribuição previdenciária, consolidou um histórico de adimplemento de suas obrigações perante o sistema, configurando-se como um contribuinte ativo e diligente.
No curso de sua vida contributiva, o segurado buscou o reconhecimento de seu direito à aposentadoria, apresentando requerimento administrativo junto à autarquia previdenciária na data de [Data do requerimento administrativo]. Na ocasião, foram apresentados os elementos fáticos e documentais que, segundo a ótica do segurado, comprovavam o preenchimento dos requisitos legais para a concessão do benefício pleiteado, totalizando um tempo de contribuição de [Tempo de contribuição alegado pelo segurado(a)].
Contudo, sobreveio decisão administrativa que indeferiu o benefício previdenciário, sob o fundamento de [Motivo do indeferimento administrativo (se houver)]. Tal negativa administrativa, ao desconsiderar o período de contribuição e a natureza das atividades exercidas pelo segurado, resultou em um quadro de manifesto prejuízo ao seu direito previdenciário. A análise dos elementos apresentados demonstrava, em tese, o cumprimento dos requisitos legais, tornando o indeferimento desprovido de amparo fático e legal.
A despeito das robustas evidências apresentadas e da conformidade com a legislação previdenciária vigente à época, o INSS optou por negar o benefício, sem a devida análise aprofundada das particularidades do caso. Diante da manifesta improcedência da decisão administrativa e da ausência de alternativas para a satisfação de seu direito, não restou alternativa ao segurado senão buscar a tutela jurisdicional para o reconhecimento de seu direito à aposentadoria, com base nos fatos e fundamentos que serão expostos nas seções subsequentes.
2. DO DIREITO
2.1. DA SUFICIÊNCIA DO TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO PARA APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO
O segurado [Nome completo do segurado(a)] preenche os requisitos legais para a concessão do benefício de aposentadoria por tempo de contribuição, uma vez que o período laborado e as contribuições vertidas ao Regime Geral de Previdência Social superam o montante exigido pela legislação vigente. A análise promovida pela autarquia previdenciária, contudo, deixou de computar, de forma equivocada, períodos contributivos essenciais, resultando no indeferimento administrativo do pleito.
Conforme o disposto na Lei nº 8.213/1991, a aposentadoria por tempo de contribuição é devida ao segurado que comprovar o tempo mínimo de contribuição. O Regulamento da Previdência Social, em seu Decreto nº 3.048/1999, detalha os critérios para a contagem deste tempo, que deve abranger todas as atividades remuneradas e contribuições efetivamente recolhidas. A documentação acostada aos autos comprova o vínculo empregatício e o recolhimento das contribuições previdenciárias pelo segurado em diversas épocas, totalizando o tempo necessário para a fruição do benefício.
Diante disso, a decisão administrativa que considerou insuficiente o tempo de contribuição do segurado carece de respaldo legal e fático. A desconsideração de períodos contributivos válidos, sem a devida fundamentação ou amparo normativo, configura ato ilegal que impede o reconhecimento do direito adquirido. A Lei nº 14.331/2022, ao alterar a legislação previdenciária, reforça a necessidade de uma análise criteriosa dos requisitos para a concessão dos benefícios, o que não ocorreu na esfera administrativa.
Assim, resta demonstrada a suficiência do tempo de contribuição do segurado para a concessão da aposentadoria por tempo de contribuição. Impõe-se, por conseguinte, o reconhecimento judicial de todos os períodos contributivos devidos e o consequente cômputo para fins de aposentadoria, com a determinação da implantação do benefício e o pagamento das parcelas retroativas devidas desde o requerimento administrativo.
2.2. DA REFORMA DO ATO ADMINISTRATIVO DE INDEFERIMENTO DO INSS
A decisão administrativa que indeferiu o benefício previdenciário do segurado [Nome completo do segurado(a)] padece de vício de legalidade, porquanto não observou o correto cômputo do tempo de contribuição, requisito essencial para a concessão da aposentadoria por tempo de contribuição. Conforme exposto no subcapítulo anterior, o segurado possui o tempo de labor e as contribuições vertidas em montante suficiente para o deferimento do pleito, em consonância com o regramento insculpido na Lei nº 8.213/1991.
A análise promovida pela autarquia previdenciária, ao desconsiderar períodos contributivos válidos e necessários à comprovação do tempo mínimo exigido, incorreu em equívoco que demanda correção judicial. O Decreto nº 3.048/1999, ao regulamentar a contagem do tempo de contribuição, estabelece que devem ser considerados todos os períodos em que houve recolhimento previdenciário, sem ressalvas que se apliquem ao caso concreto. A desconsideração administrativa, portanto, configura violação direta à norma, desvirtuando o objetivo da legislação previdenciária de garantir o acesso aos benefícios em conformidade com o tempo de contribuição efetivamente prestado.
Nesse contexto, a pretensão resistida pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) baseia-se em uma interpretação restritiva e equivocada das normas aplicáveis, ignorando a robusta documentação que comprova o labor e as contribuições do segurado. A Lei nº 14.331/2022, ao dispor sobre requisitos em litígios previdenciários, reforça a necessidade de uma análise pormenorizada e legalmente embasada dos pedidos administrativos. Assim, a decisão de indeferimento, ao não considerar a totalidade do tempo de contribuição do segurado, revela-se manifestamente contrária à lei, impondo-se a sua reforma pelo Poder Judiciário para o fim de reconhecer o direito postulado.
2.3. DA NECESSIDADE DE RECONHECIMENTO DE PERÍODOS CONTRIBUTIVOS DESCONSIDERADOS
A análise administrativa realizada pelo Instituto Nacional do Seguro Social incorreu em equívoco ao desconsiderar períodos contributivos que são plenamente válidos e essenciais para a comprovação do tempo de contribuição necessário à concessão da aposentadoria por tempo de contribuição. A legislação previdenciária, notadamente a Lei nº 8.213/1991 e o Decreto nº 3.048/1999, estabelece que devem ser computados todos os períodos em que houve o recolhimento das contribuições previdenciárias, sem qualquer ressalva que se aplique ao caso em apreço. A omissão do ente autárquico em reconhecer tais contribuições efetivamente vertidas pelo segurado [Nome completo do segurado(a)] representa uma falha na aplicação da norma, impedindo o gozo de um direito que já se encontrava consolidado.
Diante disso, resta configurada a ilegalidade na decisão que indeferiu o benefício sob a alegação de insuficiência de tempo de contribuição. A desconsideração de períodos contributivos válidos, sem a devida justificativa legal ou fática, configura um vício que deve ser sanado pelo Poder Judiciário. Conforme já exposto, o segurado demonstrou, por meio da documentação acostada, o labor e o recolhimento das contribuições em diversas épocas, totalizando o tempo mínimo exigido pela legislação previdenciária para a aposentadoria por tempo de contribuição. A pretensão resistida pelo INSS baseia-se, portanto, em uma interpretação restritiva e equivocada das normas aplicáveis, ignorando a realidade fática e a robusta prova documental apresentada.
Impõe-se, assim, o reconhecimento judicial de todos os períodos contributivos que foram indevidamente desconsiderados pela autarquia previdenciária. O cômputo integral do tempo de contribuição é medida que se impõe para garantir o direito do segurado à aposentadoria, em consonância com os princípios da dignidade da pessoa humana e da proteção social. Por conseguinte, requer-se a averbação de todos os períodos laborados e contribuídos, com a consequente concessão do benefício previdenciário e o pagamento das parcelas retroativas devidas, a partir do preenchimento dos requisitos legais.
3. DOS REQUERIMENTOS
Diante do exposto, a parte autora requer:
1. A concessão do benefício de aposentadoria por tempo de contribuição, com o consequente reconhecimento de todos os períodos contributivos válidos e a averbação para fins de aposentadoria, assegurando o cômputo integral do tempo de contribuição para a formação do direito ao benefício. 2. A reforma do ato administrativo de indeferimento do pedido de aposentadoria por tempo de contribuição, uma vez que a análise realizada pela autarquia previdenciária não considerou corretamente o tempo de contribuição do segurado, conforme demonstrado. 3. O pagamento das parcelas retroativas devidas, correspondentes ao período compreendido entre a data em que o segurado preencheu os requisitos para a aposentadoria e a data da efetiva implantação do benefício, com os devidos acréscimos legais.
4. A citação do INSS para apresentar contestação. 5. A condenação do INSS ao pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios, estes a serem fixados em conformidade com o disposto no art. 85 do Código de Processo Civil.
Protesta por todos os meios de prova em direito admitidos, especialmente prova documental complementar, testemunhal e pericial, se necessárias.
Dá-se à causa o valor de R$ [Valor da Causa], conforme o art. 292 do Código de Processo Civil.
Termos em que,
Pede deferimento.
[Local], [DD/MM/AAAA]
[Nome do Advogado]
[OAB/UF no XXXXX]
Como fazer uma Ação de concessão de aposentadoria por tempo de contribuição com a Jurídico AI
O primeiro passo é acessar a plataforma da Jurídico AI.
Após entrar na página inicial, vá até a área de peças jurídicas, clique em previdenciário e selecione a opção inicial de ação de benefício previdenciário.
Em seguida, preencha as informações do caso. Informe o nome do cliente, que será o segurado, e detalhe os fatos da demanda da forma mais completa possível.
A plataforma também permite o preenchimento por áudio, o que facilita bastante a descrição do caso no dia a dia da advocacia previdenciária.
Logo abaixo, informe o nome da parte contrária, que normalmente será o INSS.
Depois disso, personalize a peça conforme a necessidade do caso concreto.
A plataforma permite escolher entre um texto objetivo, para petições mais enxutas, ou extensivo, para peças mais detalhadas.
Também é possível selecionar o estilo de escrita, adicionar ou não jurisprudências e realizar o envio de documentos para fortalecer a fundamentação da ação.
Após preencher todas as informações, clique em avançar. A IA fará a leitura dos documentos enviados e das informações preenchidas para estruturar a peça de forma estratégica.
Em poucos instantes, a plataforma entrega uma prévia da petição. Nessa etapa, o advogado consegue visualizar um resumo do entendimento da IA sobre o caso, os fatos-chave identificados e a estrutura pensada para a ação.
Na sequência, clique novamente em avançar para que a plataforma realize a busca de jurisprudências compatíveis com as teses da demanda.
Por fim, basta clicar em gerar peça.
Em poucos segundos, a Jurídico AI entrega uma ação de concessão de aposentadoria por tempo de contribuição pronta para revisão, edição e complementação técnica pelo advogado.
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