De cético que testou a IA no caso mais difícil a quem não larga mais a ferramenta
André Pontarolli advoga na área criminal desde 2005. Viveu a virada de era da pesquisa jurídica: começou em um tempo em que jurisprudência se buscava em livro, porque a internet 'engatinhava', e viu o direito criminal seguir tão artesanal quanto sempre foi. Hoje, vive a virada para a inteligência artificial
O ramo do direito criminal é muito artesanal e cada caso tem as suas peculiaridades
O desafio
A advocacia criminal não escolhe hora. É o telefone tocando no meio do jantar, o cliente em flagrante, a decisão que sai numa sexta-feira exigindo um pedido de liberdade imediato.
Antes da Jurídico AI, cada caso significava começar do zero, muitas vezes com a página em branco, para redigir uma peça técnica, complexa e bem fundamentada em questão de minutos. “O ramo do direito criminal é muito artesanal e cada caso tem as suas peculiaridades”, explica Pontarolli.
O problema é que esse trabalho manual competia com outras tarefas igualmente importantes: reuniões com clientes, atendimento a familiares, visitas ao presídio. “Esse trabalho, sempre tomava, e ainda toma, muito tempo dos advogados”, diz. O resultado era cansaço físico, cansaço mental e uma ansiedade constante, tanto na rotina profissional quanto pessoal.
Foi nesse contexto que ele decidiu testar a Jurídico AI em um caso complexo da sua carreira.
Por que a Jurídico AI
Pontarolli conheceu a Jurídico AI em sala de aula, como professor. Alunos usaram a ferramenta para uma queixa-crime de um exercício e mostraram a ele o resultado. Ele já tinha visto outras IAs genéricas, mas nunca uma voltada especificamente para o direito.
O teste decisivo foi comparar a Jurídico AI com um trabalho que ele já tinha feito sozinho: uma resposta à acusação em um caso complexo. “Fui ali verificando detalhe por detalhe, vírgula por vírgula, e vi que era algo diferenciado”, conta.
O que mais pesou foi a especificidade. A Jurídico AI não devolve um modelo pré-formatado genérico: entra nas minúcias do caso e separa tese por tese, com espaço para inserir jurisprudência própria. “Não é um modelo. É bem diferente daquilo que às vezes a pessoa tem de expectativa”, diz Pontarolli.
E mais: a ferramenta trouxe teses que ele nem tinha pensado. “Teses que talvez você nem tenha pensado aparecem ali, e você complementa uma coisa, vai complementando outra. Foi uma virada de chave que me fez gostar muito de utilizar a inteligência artificial”, resume.
Como Pontarolli usa a Jurídico AI
- Transcrição de audiências: transcreve os áudios das audiências e usa esse material depois na hora de redigir as petições.
- Raciocínio jurídico no chat: troca ideias com o chat da Jurídico AI para tirar dúvidas e encadear teses antes de começar a escrever.
- Redação de petições: o uso principal.Envia o relatório do caso, a Jurídico AI sugere teses e entrega uma minuta como ponto de partida, que ele edita e pode complementar com jurisprudência própria e doutrina.
- Direto do celular: como está sempre na rua, entre clientes, presídio e audiências, usa a ferramenta pelo celular sem precisar estar no escritório.
O que muda no dia a dia
Antes, Pontarolli enfrentava o peso de redigir peças complexas do zero, sob prazo curto, o que competia com tarefas igualmente importantes da advocacia criminal, como reuniões com clientes e visitas ao presídio. Isso gerava cansaço e ansiedade, na rotina profissional e pessoal. Hoje, ele parte de uma minuta que a Jurídico AI já estrutura, edita e complementa com mais de 20 anos de experiência, e sobra mais tempo para o que só o advogado pode fazer. “Otimizar o tempo para o advogado é fundamental”, finaliza Pontarolli.
Resultados (até o momento)
Menos tempo, mesma qualidade: redige um habeas corpus em cerca de 20% do tempo que levava antes, com qualidade igual ou superior.
Teses que não tinha visto: a ferramenta aponta teses que ele não havia considerado, além das que ele já levava para o caso.
Mais tempo para o que importa: menos horas na tela, mais tempo para reuniões com clientes, família e visitas ao presídio.
Funciona também no bolso: redige petições pelo celular, entre uma visita e outra.