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title: "Interpelação Judicial: como funciona e quando utilizar"
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excerpt: "A interpelação judicial é uma ferramenta estratégica do advogado. Neste artigo, explicamos quando ela é necessária, como fazer na prática, os efeitos processuais, e ainda diferenciamos a interpelação judicial da extrajudicial e da notificação."
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  - "Direito Civil"
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A**interpelação judicial** é uma medida de j**urisdição voluntária**, usada por advogados como instrumento estratégico para formalizar comunicações relevantes entre as partes.

Apesar de não envolver um julgamento de mérito, **ela possui valor jurídico significativo**, podendo, por exemplo, constituir o devedor em mora e interromper o prazo prescricional.

Neste artigo, você vai entender em detalhes **o que é a interpelação judicial**, quando ela deve ser utilizada, como elaborá-la, quais são seus efeitos práticos e qual a diferença em relação à notificação e ao protesto judicial.

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## O que é interpelação judicial?

A **interpelação judicial** é uma medida de jurisdição voluntária utilizada para**provocar formalmente uma manifestação ou comportamento da parte contrária**.

Geralmente, ela é utilizada em situações que envolvem **obrigações contratuais, mora, ou exigência de cumprimento de dever previamente acordado**.

Diferentemente de um processo litigioso, a interpelação **não tem como finalidade um julgamento de mérito**, mas sim **a comunicação formal por meio do Poder Judiciário**.

De modo que, confere a esse ato uma **força probatória robusta** e **registro oficial do conteúdo e da ciência da parte destinatária.**

Na prática, o advogado que opta por esse instrumento está buscando **formalizar um pedido ou advertência**, como forma de **preservar direitos, evitar alegações de surpresa ou desconhecimento**, além de **preparar o caminho para eventual demanda futura**.

É comum, por exemplo, em casos de notificação para cumprimento de cláusulas contratuais, cobranças extrajudiciais com intuito de constituir mora, ou exigência de explicações formais.

Confira nosso artigo sobre[Contranotificação: Como responder a uma Notificação Extrajudicial? [Modelo]](https://juridico.ai/direito-civil/contranotificacao-extrajudicial-modelo/)

## **Base legal da interpelação judicial**

A **base legal da interpelação judicial** está no **art. 726 do**[Código de Processo Civil](https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm)
**de 2015**, inserido no capítulo que trata dos **procedimentos de jurisdição voluntária**. O artigo dispõe:

> “**Art. 726, CPC –**Quem tiver interesse em manifestar formalmente sua vontade a outrem sobre assunto juridicamente relevante poderá notificar pessoas participantes da mesma relação jurídica para dar-lhes ciência de seu propósito.”

Embora o caput mencione **“notificar”**, é importante saber que, além da **notificação**, o disposto também se aplica aos casos de**interpelação e protesto**.

Isso porque**o Código não diferencia expressamente esses institutos**, cabendo ao advogado delimitar o objeto e a finalidade do pedido de forma clara.

Basicamente, a **interpretação prática** é que a seguinte:

- **Notificação:** visa apenas cientificar;
- **Protesto**: pretende resguardar direitos;
- **Interpelação**: provocar o cumprimento de uma obrigação ou exigir manifestação da parte interpelada.

[Como fazer réplica de contestação?](https://juridico.ai/juridico/replica-impugnacao-contestacao-guia/)

## **Quando cabe uma interpelação judicial?**

A **interpelação judicial** é cabível sempre que houver **necessidade de formalizar, via Poder Judiciário, um pedido ou exigência** relacionada a uma situação juridicamente relevante.

É especialmente útil nas seguintes hipóteses:

- **Constituir em mora o devedor**, exigindo o cumprimento de obrigação pendente;
- **Exigir cumprimento de cláusulas contratuais**, como entrega de bens, realização de serviços ou cessação de condutas indevidas;
- **Solicitar manifestação ou esclarecimento formal** sobre fatos jurídicos relevantes;
- **Preparar prova documental robusta** para eventual futura ação judicial.

Ela também é indicada **quando há risco de alegação de desconhecimento** da parte contrária, ou quando se busca **garantir segurança jurídica** a partir de uma comunicação com valor processual.

O uso do Judiciário confere **presunção de veracidade quanto à ciência da parte interpelada**, o que pode ser decisivo em processos posteriores.  
  
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## **Como fazer uma interpelação judicial?**

A **estrutura da interpelação judicial** é de uma petição simples! Sendo assim, é necessário formular com precisão a narrativa fática e seguir o rigor técnico de uma segue uma lógica [petição inicial](https://juridico.ai/peticao-inicial/)
.

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O advogado deve estar atento à **clareza na identificação dos fatos** e à **segurança jurídica das informações apresentadas**, o que contribui para evitar contratempos no andamento da demanda.

Entre os **elementos que devem constar no corpo da interpelação**, destacam-se:

- **Identificação de quem proferiu a conduta questionada** (quando houver mais de uma pessoa, é fundamental individualizar as ações);
- **Certeza sobre a autoria dos fatos**, evitando ambiguidades;
- **Descrição objetiva e cronológica do ocorrido**, com a **indicação da data, modo e local** dos fatos;
- **Forma como o interpelante tomou conhecimento da situação**;
- **Possível enquadramento jurídico dos fatos narrados**, apontando, por exemplo, **os crimes em tese praticados**, quando cabível.

O advogado deve também **reunir documentos que embasem a interpelação**, começando pelos básicos:

- **RG**
- **CPF**
- **Comprovante de residência**
- **Procuração** com poderes específicos para o ajuizamento da medida.

Além disso, documentos que comprovem a **relação jurídica entre as partes** (como [contratos](https://juridico.ai/contratos-inteligencia-artificial/)
, notas fiscais, mensagens, e-mails, entre outros) **reforçam a credibilidade do pedido**.

A petição deve conter:

- **Qualificação completa das partes**;
- **Exposição clara dos fatos e da fundamentação jurídica**;
- **Pedido específico**, que pode ter como finalidade: a **declaração de um direito**, o **cumprimento de uma obrigação** ou a **obrigação do interpelado prestar esclarecimentos formais**.

Com a petição finalizada, o próximo passo é **protocolar a ação junto ao juízo competente**.

Após o protocolo, o juiz **analisará o cabimento da medida** e, se deferido, **ordenará a citação do interpelado** para que este **se manifeste nos autos** ou **cumpra o que foi solicitado**.

Caso o interpelado **não se manifeste após a citação**, isso poderá gerar **efeitos jurídicos desfavoráveis** — como a **presunção de veracidade dos fatos alegados**, a depender do caso concreto.

![Advogado analisando como fazer uma interpelação judicial](https://juridico.ai/wp-content/uploads/2025/07/Como-fazer-uma-interpelacao-judicial-1024x512.jpg)

## **Efeitos jurídicos da interpelação judicial**

Embora não constitua, por si só, direito subjetivo ou obrigação, a interpelação judicial **gera importantes efeitos jurídicos**, tais como:

- **Constituição em mora**, nos termos do art. 397 do Código Civil, quando exigido o cumprimento de obrigação não cumprida no prazo;
- **Interrupção de prazos prescricionais**, em determinadas hipóteses;
- **Valor probatório reforçado**, já que o conteúdo da interpelação e sua entrega são certificados por oficial de justiça e registrados nos autos;
- **Preparação para demandas futuras**, servindo como elemento de prova de tentativa prévia de resolução da controvérsia;
- **Ressalva ou conservação de direitos**, principalmente em casos de protesto judicial com objetivo de prevenir responsabilidade.

## **Interpelação judicial e interpelação extrajudicial: qual a diferença?**

A distinção entre a **interpelação judicial** e a **interpelação extrajudicial** está no **meio utilizado para cientificar formalmente a outra parte** e no **grau de formalidade e força probatória** de cada modalidade.

A **interpelação judicial** ocorre **dentro de um processo judicial**, mediante **petição protocolada por advogado**, endereçada ao juízo competente. Sua finalidade é:

- **Dar ciência formal à parte contrária sobre um fato relevante**;
- **Requisitar esclarecimentos ou documentos necessários ao processo**;
- **Constituir o devedor em mora**, quando essa formalização se fizer necessária para efeitos jurídicos.

Por ser processual, **traz o respaldo e a chancela do Poder Judiciário**, conferindo **maior formalidade e força probatória**. É especialmente recomendada quando há necessidade de **registro oficial da comunicação** ou quando se antevê a **judicialização do conflito**.

Já a **interpelação extrajudicial** é realizada **fora do Judiciário**, de forma **direta entre as partes**, e **dispensa o ajuizamento de uma ação**. Pode ser feita:

- Por **carta com aviso de recebimento (AR)**;
- Por **meio de cartório de Títulos e Documentos**;
- Por **oficial de justiça**, quando viável.

Embora mais célere e econômica, a via extrajudicial **pode ter sua eficácia questionada**, especialmente se houver disputa quanto ao conteúdo ou à validade da comunicação.

A escolha entre uma ou outra **depende da estratégia adotada pelo advogado**, considerando o **nível de formalidade exigido**, a **necessidade de prova robusta**, e os **efeitos jurídicos pretendidos** com a interpelação.

[Notificação Extrajudicial: O que é, suas finalidades e como utilizá-la na prática jurídica](https://juridico.ai/direito-civil/notificacao-extrajudicial/)

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## **Qual o prazo para responder a uma interpelação judicial?**

**Não há um prazo processual fixado em lei para que o interpelado responda à interpelação judicial.** Isso ocorre porque a interpelação não constitui, em si, um processo contencioso.

Ela não se confunde com recurso ou com ação judicial típica, e sua finalidade é apenas **comunicativa**, ainda que mais formal.

Por essa razão, em determinados casos, embora haja a citação do interpelado para ciência do teor da interpelação, não se configura a aplicação do art. 231 do CPC, que trata do início do prazo processual, justamente por ser um meio informativo, sem obrigatoriedade de resposta.

Todavia, há situações em que o juiz pode, ao autorizar a interpelação, determinar um prazo para que o requerido se manifeste sobre o assunto.

Mas é importante saber: não há, **na lei****, obrigatoriedade de resposta**, de modo que não há que se falar em prazo para manifestação da parte interpelada, do ponto de vista processual (a não ser que o juiz assim determine ao caso concreto)

Portanto, **por não exigir contraditório**, a interpelação pode ser utilizada apenas para registrar uma informação ou aviso, sem que se espere, de fato, uma resposta. Nesses casos, se não há necessidade de resposta, naturalmente **não há prazo a ser contado**.

### **E quanto ao prazo prescricional?**

Embora não haja prazo processual para responder, é importante destacar que a **interpelação judicial pode interferir no prazo****prescricional**, dependendo de sua finalidade.

Se a interpelação for utilizada para **constituir o devedor em mora**, ela se enquadra como uma das hipóteses do **Art. 202, inciso V, do Código Civil**, que trata das causas que **interrompem a prescrição**:

> **Art. 202, V, Código Civil –** “Interrompe a prescrição: V – por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor.”

Nesse caso, o envio da interpelação tem efeitos concretos no*plano prescricional*.

A partir da **intimação do interpelado**, o prazo prescricional é interrompido e reiniciado, ou seja, volta a ser contado do zero a partir da data da intimação.

A jurisprudência tem reconhecido esse efeito:

> “A interpelação judicial se insere no inciso V do art. 202, por se tratar de ato judicial passível de constituir o devedor em mora, tratando-se de causa interruptiva do prazo de prescrição. O termo inicial do novo prazo prescricional é a data em que ocorreu a intimação do interpelado na ação de interpelação judicial.” *(TJ-MG – AC: 10000190232769001 MG, Rel.: Maria das Graças Rocha Santos, j. 05/08/2020, pub. 06/08/2020).*

## Quanto custa uma interpelação judicial?

O valor de uma interpelação judicial **varia conforme o estado da federação e o tribunal competente**, já que cada unidade da federação possui sua **própria tabela de custas judiciais**.

Entre os custos envolvidos, destacam-se:

- **Custas judiciais iniciais** e **taxa judiciária**;
- **Despesas com diligência do oficial de justiça**, quando necessária a citação ou entrega de documentos;
- [Honorários advocatícios](https://juridico.ai/direito-civil/modelo-contrato-honorarios-advocaticios/) , se houver contratação de escritório ou profissional autônomo.

### **Diferença entre notificação, interpelação e protesto (no âmbito judicial)**

No contexto da **jurisdição voluntária judicial**, os institutos da **notificação, interpelação e protesto** são frequentemente utilizados de forma conjunta, mas possuem **finalidades distintas**.

Todos possuem como embasamento legal o art. 726 do CPC/2015, e têm como ponto comum a **formalização, por via judicial, de manifestações de vontade com relevância jurídica**.

![Notificação Judicial Finalidade: Cientificar formalmente a parte sobre um fato, evento ou intenção jurídica. Exemplo prático: Comunicar rescisão contratual ou mudança de endereço. Interpelação Judicial Finalidade: Exigir comportamento ou manifestação, com base em relação jurídica existente. Exemplo prático: Solicitar cumprimento de cláusula contratual ou prestação de contas. Protesto Judicial Finalidade: Preservar ou ressalvar direitos, muitas vezes com intuito de interromper prazos ou registrar posição formal. Exemplo prático: Protestar por inadimplemento para interromper prescrição.](https://juridico.ai/wp-content/uploads/2025/07/Tabelas-e-Quadros-1.jpg)

Essas medidas judiciais **substituem as vias extrajudiciais** quando há necessidade de força probante mais forte, ou **quando a parte interpelante deseja registrar o ato nos autos do Judiciário**, como forma de proteção contra futuras alegações de desconhecimento ou inércia.

[https://juridico.ai/](https://juridico.ai/)
### **O que é uma interpelação judicial?**

A interpelação judicial é um procedimento de jurisdição voluntária utilizado para formalizar uma exigência, cobrança, solicitação ou aviso à parte contrária, por meio do Poder Judiciário.   
Diferente de um processo litigioso, ela não busca o julgamento de mérito, mas sim garantir a ciência oficial de determinada informação. Sua principal utilidade está na **produção de prova documental robusta**, com registro formal e valor jurídico relevante.

### **Qual a base legal da interpelação judicial?**

A previsão legal está no **Art. 726 do Código de Processo Civil de 2015**, que permite a qualquer pessoa, com fundamento em direito, promover **notificação, interpelação ou protesto** judicial.   
A norma determina que o requerente declare com precisão o objetivo do ato, o que exige atenção do advogado para delimitar se o pedido visa constituir mora, exigir cumprimento de obrigação, ou apenas cientificar a outra parte.

### **Quando cabe uma interpelação judicial?**

Ela é cabível sempre que houver necessidade de **registrar formalmente uma exigência ou comunicação** com efeitos jurídicos relevantes. Costuma ser usada para:  
-Constituir o devedor em mora;  
-Exigir cumprimento de cláusulas contratuais;  
-Solicitar manifestação ou esclarecimento formal;  
-Evitar alegações futuras de desconhecimento;  
-Produzir prova pré-constituída para futuras ações judiciais.

### **Como fazer uma interpelação judicial?**

O advogado deve elaborar uma petição inicial com:  
-Qualificação das partes;  
-Exposição clara dos fatos;  
-Fundamentação jurídica;  
-Pedido específico (cumprimento, manifestação, esclarecimento).  
Deve-se anexar documentos que comprovem a relação entre as partes e justificar a necessidade do ato. Após protocolar no juízo competente e pagar as custas, o juiz poderá determinar a citação do interpelado para ciência ou manifestação.

### **Qual a diferença entre interpelação e notificação judicial?**

Embora ambas tenham natureza comunicativa, a **notificação judicial** apenas cientifica a parte contrária de determinado fato. Já a **interpelação judicial** busca obter manifestação, cumprimento de obrigação ou esclarecimento, ou seja, é mais incisiva e com finalidade provocatória.   
Ambas estão previstas no art. 726 do CPC, mas se diferenciam pela **finalidade e pela expectativa de resposta**.

### **A interpelação judicial exige contraditório?**

Não. Como procedimento de **jurisdição voluntária**, a interpelação não se submete à lógica do contraditório e da ampla defesa.   
O interpelado é apenas cientificado, sem que haja obrigatoriedade de manifestação, salvo em hipóteses específicas previstas em lei, como no **Art. 728 do CPC**, que trata de casos em que o juiz pode determinar a oitiva da parte requerida.

### **Qual é o prazo para responder a uma interpelação judicial?**

**Não há um prazo processual fixado em lei.** Isso porque não se trata de processo contencioso nem há citação com prazo para resposta. A interpelação é um ato comunicativo que, em regra, **não exige resposta**, exceto se o juiz determinar.   
Por isso, não se aplicam os prazos previstos no **Art. 231 do CPC**. O silêncio, inclusive, **não gera confissão**, mas pode ser interpretado como ciência inequívoca do conteúdo.

### **A interpelação judicial pode interromper a prescrição?**

Sim. Quando a interpelação tiver como finalidade **constituir o devedor em mora**, ela é considerada como ato interruptivo da prescrição, nos termos do **Art. 202, inciso V, do Código Civil**.   
A contagem do prazo prescricional é interrompida e reiniciada a partir da **intimação do interpelado**, conforme jurisprudência:  
*“A interpelação judicial se insere no inciso V do art. 202, por se tratar de ato judicial passível de constituir o devedor em mora”* (TJ-MG, AC: 10000190232769001, j. 05/08/2020).

### **O que acontece se o interpelado não responder?**

Em regra, nada. A ausência de resposta **não implica confissão nem sanção**, já que não há obrigação legal de manifestação.   
No entanto, o silêncio pode ter efeitos probatórios relevantes, especialmente se a interpelação for bem instruída com documentos. Em algumas hipóteses, o juiz pode entender que houve **ciência da parte interpelada**, o que reforça a eficácia do ato.

### **Quanto custa uma interpelação judicial?**

Os custos variam conforme o estado da federação, mas geralmente incluem:  
–**Custas iniciais e taxa judiciária**;  
–**Despesas com diligência do oficial de justiça**;  
–**Honorários advocatícios**, se aplicáveis.

### **Quais documentos são necessários para uma interpelação judicial?**

-Documentos pessoais (RG, CPF, comprovante de residência);  
-Procuração com poderes específicos;  
-Contratos, mensagens, e-mails, notas fiscais, entre outros;  
-Qualquer documento que comprove o vínculo jurídico e a necessidade da interpelação.

### **Qual o valor probatório da interpelação judicial?**

É elevado, porque o conteúdo da interpelação é **registrado nos autos e entregue por oficial de justiça**.   
Isso garante segurança jurídica e força documental em eventual ação posterior, podendo ser usado como prova de tentativa de resolução extrajudicial ou de ciência da parte contrária sobre determinada exigência.

### **Quais os efeitos jurídicos da interpelação judicial?**

–**Constituição em mora**;  
–**Interrupção do prazo prescricional** ;  
–**Valor probante reforçado**;  
–**Preparo para litígios futuros**;  
–**Preservação de direitos** (protesto judicial).

### **Quando é melhor usar a interpelação extrajudicial?**

Quando a parte deseja comunicar algo de forma célere e econômica, sem precisar envolver o Judiciário. É recomendada quando não há risco de questionamento da comunicação.   
Pode ser feita por AR, cartório de títulos e documentos ou até mesmo e-mail com confirmação de leitura, embora tenha menor força probatória.

### **O que diferencia interpelação, notificação e protesto judicial?**

–**Notificação:** apenas cientifica;  
–**Interpelação:** exige comportamento ou manifestação;  
–**Protesto:** preserva ou ressalva direitos.  
Todos são formas de **comunicação formal judicial**, previstas no **art. 726 do CPC**, e o uso de cada um depende do objetivo do advogado.

### **A jurisprudência reconhece efeitos da interpelação sobre a prescrição?**

Sim. A jurisprudência reconhece a interpelação judicial como ato que **interrompe o prazo prescricional** quando tiver por objetivo constituir o devedor em mora, conforme o **art. 202, V do Código Civil**.   
A contagem do novo prazo se inicia a partir da data da intimação, conforme decidido no julgamento do TJ-MG (AC: 10000190232769001, j. 05/08/2020).

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Graduanda em Direito e Marketing, pós-graduada em Direito Civil e Direito Digital. Possui experiência na redação de peças processuais, produção de conteúdo jurídico e SEO. É pesquisadora na área de Inteligência Artificial e Direito, com interesse nos impactos e desafios da tecnologia no sistema de Justiça. Inscrita na OAB/BA como estagiária, sob o nº 33984E

## FAQ

### O que é a Jurídico AI e quem está por trás?

     A Jurídico AI é uma plataforma de inteligência artificial para o contencioso trabalhista de médias e grandes empresas. A plataforma lê os processos da empresa, extrai dados estruturados e entrega dossiês de defesa, preparação de audiências e relatórios de passivo em tempo real, para que o departamento jurídico tenha visibilidade e controle sem depender de consolidação manual. Fundada em 2023 por Cesar Orlando (CEO), Marco Barcelos (CTO) e Pedro Tibau, advogado, a empresa reúne experiência em tecnologia e no mercado jurídico brasileiro. A plataforma está em operação desde janeiro de 2024, com investidores estratégicos e infraestrutura certificada Google Cloud Platform.

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5. 5 Contagem de Prazo no CPP: Como funciona? 09/09/26 [→ Ler artigo](https://juridico.ai/blog/direito-penal/contagem-de-prazo-cpp/)
6. 6 Direito Penal: 5 modelos essenciais para atuação 02/09/26 [→ Ler artigo](https://juridico.ai/blog/direito-penal/5-modelos-essenciais-direito-penal-atuacao/)
7. 7 Individualização da pena: como funciona e quais critérios devem ser analisados 26/08/26 [→ Ler artigo](https://juridico.ai/blog/direito-penal/individualizacao-da-pena/)
8. 8 Apresentação de memoriais: o que significa e qual o prazo? 26/08/26 [→ Ler artigo](https://juridico.ai/blog/direito-civil/apresentacao-de-memoriais/)
9. 9 Crime de Prevaricação no Código Penal: Tipos e Pena 23/08/26 [→ Ler artigo](https://juridico.ai/blog/direito-penal/crime-de-prevaricacao/)
10. 10 Superlotação de presídios autoriza a progressão antecipada de regime? 13/08/26 [→ Ler artigo](https://juridico.ai/blog/direito-penal/superlotacao-autoriza-progressao-antecipada-regime/)

### Notícias sobre Direito

1. 1 CNJ adia para 2027 novas regras para acelerar execuções judiciais 22/09/26 [→ Ler artigo](https://juridico.ai/blog/noticias/cnj-adia-regras-execucoes-2027/)
2. 2 STJ define critérios para devolução em dobro de cobrança indevida [Tema 929] 17/09/26 [→ Ler artigo](https://juridico.ai/blog/noticias/stj-tema-929-devolucao-em-dobro-cobranca-indevida/)
3. 3 Anuidade da OAB pode ser limitada a R$ 250? Entenda o projeto 17/09/26 [→ Ler artigo](https://juridico.ai/blog/noticias/projeto-limita-anuidade-oab-250/)
4. 4 TST autoriza pagamento de custas sem ser no Banco do Brasil e na Caixa 17/09/26 [→ Ler artigo](https://juridico.ai/blog/noticias/tst-autoriza-pagamento-custas-outros-bancos/)
5. 5 Provimento 255 do CNJ: o que todo advogado precisa saber 04/09/26 [→ Ler artigo](https://juridico.ai/blog/noticias/provimento-255-cnj-execucao-efetiva/)
6. 6 STF fixa R$ 5 mil como parâmetro para concessão da Justiça gratuita 04/09/26 [→ Ler artigo](https://juridico.ai/blog/noticias/stf-justica-gratuita-5-mil/)
7. 7 Resumo em recursos ao STJ só será exigido após publicação de portaria 02/09/26 [→ Ler artigo](https://juridico.ai/blog/noticias/resumo-estruturado-stj-portaria/)
8. 8 STJ cria dois circuitos para o filtro de relevância; entenda como funcionarão 25/08/26 [→ Ler artigo](https://juridico.ai/blog/noticias/stj-dois-circuitos-filtro-relevancia/)
9. 9 STF valida restrição à recuperação judicial de devedor contumaz 25/08/26 [→ Ler artigo](https://juridico.ai/blog/noticias/stf-devedor-contumaz-recuperacao-judicial/)
10. 10 CNJ muda regra do ITCMD no inventário extrajudicial: Entenda 20/08/26 [→ Ler artigo](https://juridico.ai/blog/noticias/itcmd-inventario-extrajudicial-cnj/)

### Jurídico

1. 1 Estatuto da Advocacia: o que é e quais são as principais regras? 22/09/26 [→ Ler artigo](https://juridico.ai/blog/juridico/estatuto-da-advocacia/)
2. 2 Renúncia e revogação do mandato: quais são os efeitos sobre os honorários? 21/09/26 [→ Ler artigo](https://juridico.ai/blog/juridico/renuncia-revogacao-mandato-honorarios/)
3. 3 Artigo 7º do Estatuto da Advocacia: principais prerrogativas do advogado 21/09/26 [→ Ler artigo](https://juridico.ai/blog/juridico/estatuto-advocacia-prerrogativas/)
4. 4 Como identificar os pontos frágeis de uma petição antes da geração 16/09/26 [→ Ler artigo](https://juridico.ai/blog/juridico/identificar-pontos-frageis-peticao/)
5. 5 Impedimento e suspeição do juiz: qual a diferença e como alegar? 15/09/26 [→ Ler artigo](https://juridico.ai/blog/juridico/impedimento-e-suspeicao-do-juiz/)
6. 6 Como funciona o impeachment de ministro do STF? 15/09/26 [→ Ler artigo](https://juridico.ai/blog/juridico/impeachment-de-ministro-do-stf/)
7. 7 O que significa recurso não conhecido? 13/09/26 [→ Ler artigo](https://juridico.ai/blog/juridico/o-que-significa-recurso-nao-conhecido/)
8. 8 5 processos que todo escritório de advocacia deveria padronizar 11/09/26 [→ Ler artigo](https://juridico.ai/blog/juridico/5-processos-escritorio-advocacia/)
9. 9 Qual a diferença entre baixa e arquivamento de processo? 06/09/26 [→ Ler artigo](https://juridico.ai/blog/juridico/diferenca-baixa-arquivamento-processo/)
10. 10 Controladoria jurídica: Como funciona no escritório de advocacia? 05/09/26 [→ Ler artigo](https://juridico.ai/blog/juridico/controladoria-juridica/)

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